10 fatos para além da trapaça aritmética - Revista Oeste

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10 fatos para além da trapaça aritmética
Nada agrada tanto a governos, de qualquer natureza, quanto a possibilidade de entupir o público com informações que não trazem o risco de provocar nenhuma ideia
17 abr 2020, 06:11

Estatísticas, como se sabe desde que a primeira delas apareceu sobre a face da Terra, são uma das realidades mais flexíveis que o ser humano pode encontrar — tão flexíveis quanto uma tira de elástico ou, para ser mais científico, quanto o grafeno que tanta atenção desperta no presidente Jair Bolsonaro. Já os fatos são coisa mais dura que uma liga de carbono. Não adianta puxar daqui ou dali, ou fazer massagem, ou querer moldar como em massinha de modelagem para criança — eles continuam exatamente como são. Não adianta nem mesmo enterrar; basta cavar um pouco em volta e os fatos aparecem exatamente como eram antes de ser escondidos. O resultado é que números, muitas vezes, não fazem a realidade, assim como um monte de tijolos jogados no chão não faz uma casa. Fatos, ao contrário, mostram o que é real e o que é falso.

O Brasil destes tempos de cólera virou um paraíso para as estatísticas, as porcentagens e os números — e, em consequência disso, um paraíso para os passadores de moeda falsa, os embusteiros e os especialistas na arte de fabricar a chamada “mentira técnica”. Nem é preciso quebrar muito a cabeça com isso. Quando se leva em conta que essa caçamba de algarismos está sendo abastecida pelos governos, e carregada para o público por meios de comunicação engajados numa espécie de campanha pela “paralisia nacional do Brasil por tempo indeterminado”, fica na cara que estão tentando enganar você. Afinal, governantes mentem por princípio; é de sua natureza. “Há alguma dúvida?”, perguntam eles. “Então, minta.”

Isso não acontece apenas na China e em outras ditaduras. Antes fosse.

A trapaça aritmética é um vírus potente, veloz e sem vacina conhecida; mente quem quiser, a qualquer minuto, em qualquer lugar do mundo, e em todas as oportunidades que aparecem. Afinal, nada agrada tanto a governos, de qualquer natureza, quanto a possibilidade de entupir o público com informações que não trazem o risco de provocar nenhuma ideia. Sirva a ele números que não podem ser comprovados. Chame para seu lado o maior número possível de especialistas que se especializam em repetir o que você quer que o cidadão comum acredite. Repita, exagere e produza o máximo de fumaça. Pronto: um caminhão de gente vai acreditar no que você está dizendo.

É o que acontece neste momento no Brasil em relação à covid-19. Poucas vezes, na história deste país, se mentiu tanto com a utilização de números. Já um fato é uma coisa real que podem ser demonstrada; é um outro animal. Fatos não se importam com seus sentimentos, nem mudam de acordo com suas convicções, crenças e desejos. Por isso mesmo, em ocasiões como a de agora, é essencial não perder o contato com eles. A epidemia existe, impõe sofrimento e mata — ninguém discute isso. Mas é certo que junto com a covid-19 há outras realidades. Algumas delas são muito úteis para entender melhor o que está acontecendo a nossa volta. Vamos a dez casos práticos.

1 — A epidemia vai levar a corrupção no Brasil a níveis desconhecidos. Há, até o momento, mil municípios com casos registrados, mas cerca de 2 mil já decretaram “estado de calamidade”. Por que será? Porque isso lhes permitirá fazer compras e assinar contratos sem a necessidade de concorrência pública. Alguém acha que tudo será feito sem que prefeitos e suas turmas roubem nada? Há também os governos estaduais. Acaba de estourar o caso da compra de respiradores no Rio de Janeiro por quase R$ 200 mil a peça. Podem ser encontrados por R$ 60 mil no mercado. Para essa gente toda: interessa ou não que o pânico continue pelo maior tempo que for possível?

2 — A violência, as arbitrariedades e a agressão dos direitos individuais pelas autoridades, sobretudo as que são praticadas por guardas municipais e agentes da fiscalização, aumentam a cada dia. Ficou conhecido em todo o Brasil o caso da mulher que foi presa, agredida e algemada em Araraquara, no interior de São Paulo, por recusar-se a levantar do banco onde estava sentada numa praça vazia. Em Santos, o prefeito tenta impedir a entrada na cidade de carros que tenham chapa de outros municípios. Em Ilhabela estão exigindo a apresentação do título de eleitor para quem quer entrar no território municipal. Por acaso as cidades de Araraquara, Santos e Ilhabela têm uma Constituição diferente da que vigora na cidade de São Paulo, por exemplo, onde ainda não há essas exigências? Não estão no mesmo país, e no mesmo Estado? É nisso que dá quando se entrega poder a gente que imagina saber tudo e ignora tudo. A democracia está indo para o diabo. Cuidado: não é certo que lhe devolvam depois tudo o que estão lhe tirando agora.

3 — Os governos estaduais criam um ambiente de agitação permanente na população. Foram incapazes, até agora, de dizer uma única palavra de esperança; ao contrário, anunciam diariamente que tudo vai piorar, que não há saída que não seja obedecer a suas ordens e que a paralisação do país tem de ser ainda mais radical. No deserto em que se transformou a cidade de São Paulo, o governador do Estado acha que continua havendo gente demais na rua: 50% das pessoas, segundo ele, estão circulando em calçadas onde não se vê ninguém. Seu plano é aumentar para 70% o número de pessoas trancadas em casa. Pior que tudo: ameaça prender quem não obedecer ao governo.

Como vai fazer isso, na prática? Quantos cidadãos, exatamente, ele pretende prender num Estado com 45 milhões de habitantes? Se 5% da população paulista não cumprir alguma ordem, será preciso jogar na cadeia mais de 2 milhões de pessoas. Outra pergunta, para oficiais da PM, juízes e promotores: vão prender trabalhadores quando estão soltando bandidos todos os dias, para que não sejam infectados na prisão? Nesse caso, terão de soltar também os que acabaram de ser presos por desagradar ao governador. Ou por acaso eles ficarão imunes ao vírus quando trancados no xadrez? É uma palhaçada.

4 — Está se criando um clima esquisito. Em São Paulo, o governador faz ameaças. A PM age com uma cautela que se choca com as ordens que vêm de cima. Seu comando diz que os 100 mil soldados e oficiais da polícia estão fazendo uma “campanha de reeducação”; não mencionou, até agora, a palavra “prisão”. O governador não explicou como pretende agir caso aconteçam episódios de indisciplina.

5 — Criou-se um deserto jurídico no Brasil. O STF abandonou seu dever de exigir a obediência à Constituição ao negar-se a interferir em qualquer violação das leis nacionais — pois decidiu que “cabe aos Estados e autoridades locais” decidir tudo o que possa dizer respeito ao combate à covid-19. E se eles desrespeitarem o direito de ir e vir, ou a propriedade privada, ou outras garantias legais? É o que está acontecendo todos os dias. A Justiça, na prática, entregou o país à ditadura de governadores e prefeitos.

6 — Governadores e prefeitos estão agindo de maneira óbvia, em tudo o que fazem, para tirar proveito político pessoal da epidemia. Exploram abertamente o natural medo de morrer das pessoas; acham que podem ganhar votos, no futuro, vendendo agora o confinamento como a única solução. Quando a onda passar, dirão que foram eles que salvaram vidas. Eliminam a produção, destroem as próprias finanças, e depois exigem bilhões em verbas do governo federal para pagar a folha do funcionalismo; vendem a ideia de que isso é uma “obrigação de Brasília”, coisa que sempre pega bem com o público. Não dizem uma sílaba, naturalmente, sobre o fato de que o “governo federal” não tem e jamais terá um único tostão para “dar” a ninguém. Quem tem é o contribuinte, que está perdendo emprego, negócio, poupança, investimento e capacidade de pagar sequer suas despesas pessoais. Como vai pagar imposto?

7 — Há um boicote sistemático, entre governadores pró-confinamento total e na mídia, ao debate sobre qualquer alternativa ao isolamento social como arma para enfrentar o vírus. Não se admite aí, também, nenhuma possibilidade de aplicar este ou aquele medicamento na terapia da covid-19. A única solução possível é confinamento — ou confinamento. Sugerir qualquer outra coisa é ficar “a favor da morte”.

8 — Esconde-se, desde o primeiro caso de contágio, que o poder público brasileiro tem desprezo absoluto pela saúde da população. É claro. Seus donos se protegem com planos médicos milionários pagos integralmente por você, e vão de helicóptero para os hospitais mais caros do país. Dane-se, simplesmente, que 50% dos 220 milhões de brasileiros vivam até hoje sem redes de esgoto. Nenhum dos comandantes da “guerra à covid-19”, hoje tão angustiados com o “colapso” das UTIs, jamais ligou para o fato de que o SUS está em colapso há trinta anos. Prefeituras que hoje se apresentam como heroínas da saúde pública, como a de São Paulo, até outro dia promoviam a poluição maciça dos mananciais de água da cidade atraindo favelas para ocupar suas margens. A favela paulistana de Paraisópolis, que jamais despertou meio minuto de preocupação de governadores e prefeitos, tem uma densidade populacional de 45 mil habitantes por quilômetro quadrado. Como pode haver um mínimo de proteção à saúde num lugar assim? O governador ou o prefeito teriam alguma ideia de como fazer cumprir seu “distanciamento social” em Paraisópolis? Quantos metros de distância entre os moradores eles aceitarão? Quantos a PM vai jogar na cadeia para chegar aos níveis ideais de 70% de isolamento exigido pelos doutores? A favela tem perto de 100 mil moradores. Faça suas contas.

9 — Vamos nos afundando cada vez mais num mundo em que os números são falsificados por “especialistas” numa pasta pretensamente racional ou “técnica” de projeções, cálculos, cenários, hipóteses, estudos, pesquisas, estimativas, “modelos matemáticos” e chutes. É para dizer que o vírus está ganhando? Então tudo serve — e tudo é publicado. É daí que vêm as “informações” de que o isolamento tem de durar “até 2022”, ou de que mais de “600 mil” pessoas vão morrer por causa do vírus no Brasil, que o “colapso” das UTIs vai vir agora em maio (caso não venha, dirão que virá em junho), que o “pico” vai acontecer cada vez mais tarde e assim por diante.

10 — Ninguém que está dando as ordens pagará pelas consequências concretas das ordens que dá. Não terão de responder por absolutamente nada, no desastre que será causado; vai ficar tudo de graça para eles. É um sistema que torna inevitáveis as decisões estúpidas.

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50 Comentários

  1. Resumo da opera bufa.

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    • Perfeito, Guzzo, como sempre! Mas, encabula-me o silêncio dos militares. Não que eu torça ou aprove uma intervenção miliar, mas alguma força maior, algum poder mais efetivo deveria levantar-se, nesse momento, de tamanha insanidade desses políticos. Fico pensando se a ala militar não deveria manter uma conversa, um “particular” com o STF e os presidentes das casas do congresso para expor-lhes o descontentamento e o absurdo do que estão fazendo com o país.
      Um abraço!

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      • O que quase todo mundo fala é que não aprovam uma intervenção militar mas muitos vivem gritando que a querem. O que está acontecendo no Brasil dá para o povo chegar a uma conclusão do que quer. Ou uma intervenção militar para colocar as coisas nos seus devidos lugares ou continuar a ter uma ditadura ilegal do Legislativo Federal junto com o STF que sob o manto de uma “democracia” são os que resolveram governar o país. Está na hora de uma decisão.

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        • Concordo plenamente que os militares devam ter uma conversinha com o STF , STJ ,com o Congresso, Governadores e prefeitos, para impor certos limites nessa zona que está se tornando nosso país, a não ser que haja um plano maior, como aconteceu com as Forças Armadas da Venezuela , o que não acredito. Por favor ponham ordem na casa.

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        • O presidente Jair Bolsonaro escreve certo.por linhas tortas. O covide19 parece atenuado no.nosso país. O surto começou em fevereiro e até agora menos de 1000 mortes se não computar infarto, doença pulmonar, diabete e AVC.O perigo maior para o.pais e a quadrilha do congresso apoiada pelo STF. Para esses bandidos só as forças armadas.

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          • Parece ter chegado no raciocínio mais óbvio.
            Os jornais publicam que “bolsonaristas” criam nova fake news nas redes dizendo que pessoas mortas por outras causas estão sendo contabilizadas como mortas por COVID-19.
            Porém, vejamos bem: A orientação que está sendo repassada para os médicos é que todos os pacientes sejam potenciais portadores de COVID-19 enquanto durar a epidemia no Brasil. Aí o que pode ocorrer? 1) “Supostos” portadores de COVID-19 poderão contrair o vírus na sala onde estão outros pacientes realmente portadores de COVID-19; 2) Pacientes assintomáticos, que perfazem 85% dos que pegam o COVID-19, além daqueles que são casos leves (cerca de 10%) podem ser internados por outras causas e, em vindo a óbito e tendo o resultado do exame dado positivo, a causa-mortis para o COVID-19 será contabilizada erroneamente junto ao Ministério da Saúde.
            Esse modo de internar pacientes colocando-os todos como potenciais portadores de COVID-19 é uma forma malandra que governadores e prefeitos têm se aproveitado para gerar estatística e decretarem calamidade pública.

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      • Em nada irá adiantar uma conversa com os integrantes da pocilga e do ninho de ratos. Esses crápulas não sabem, nem querem ouvir. Não estão nem aí para o bem estar do povo, apenas o deles próprios. Essa é a única pocilga que conheço onde se come lagosta e se bebe vinhos Grand Cru. Já o ninho de ratos é o único onde não se aplica raticidas. Depois de amanhã, TODOS ÀS PORTAS DOS QUARTÉIS!

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      • Com certeza alguma providência tem que ser tomada! Se o povo tivesse armas, seria mais respeitado! De que adianta manifestações que não são levadas a sério por ninguém? Só nos resta os militares! Que façam algo – e rápido!

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    • Será que este país, tem jeito ?

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      • Reinaldo, esqueça. Como já disse o finado conservador Roberto Campos: “Não há o menor risco disso ocorrer”.

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        • Nisto eu concordo plenamente!!!

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      • Parabéns pela objetividade e clareza do texto, concordo em gênero, número e grau. O que assusta é ver a dificuldade do Presidente implementar qualquer política diferente das políticas antigas corporativistas, corruptas e que privilegiam a todos que se locupletam do Estado.

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  2. Perfeito Guzzo, embora negada, cada vez mais se concretiza a conspiração contra o governo JB; muito pior, é sabermos que esses governadores e prefeitos, são orquestrados pela “cambada podre” do congresso. Essa quadrilha chefiada por Maia e Alcolumbre, contam com o respaldo garantista do STF; todos trabalhando nos bastidores, para indicar um nome do candidato “perfeito”(mantenedor da roubalheira) para 2022. Mediante o quadro, agora temos, além de Dória/traíra, Witzel e Luciano Huck, nosso prezado Mandetta (oportunista de ocasião) para concorrer ao cargo, junto com essa “corja de traidores da Nação”.

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  3. Artigo fabuloso! Tá tudo aí, pra todo mundo ver o que se passa! Tudo muito tóxico!
    Só tenho que pedir licença para vomitar, pois acabei de ler também o artigo sobre o tal de Lira, e misturou tudo no estômago.

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    • São bandidos demais! Acho que nem o presidente Bolsonaro imaginava que eram tantos! Se imaginasse, teria nos deixado com o Andrade.

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  4. Como sempre, grato por poder lê-lo. Pena que não é possível divulgar o texto na sua integra.

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  5. Bah, colocado com lupa a visão do momento atual do país .Cirurgico! Só não ve quem não quer ou quem está se beneficiando disso!

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  6. Impecável!

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    • A trapaça aritmética! Inesquecível. Inquestionável. Diagnóstico perfeito. Estou feliz com você Guzzo. Tudo muito bom de ler. Não tem “encheção de lingüiça”. Abraço

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  7. Guzzo, como sempre, retrata a verdade nua e crua da nossa política. Até quando as pessoas que querem o bem do país e tem um pouco de discernimento, vão aguentar essa sordidez dos homens públicos desse país, que posam de protagonistas, mas não tem capacidade, nem caráter para convencer ninguém, nem os seus currais eleitorais, que os elegem por falta de opção ou ignorância mesmo. Que Deus tenha compaixão pelo Brasil.

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  8. 👏👏👏👏👏👏

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  9. Excelente artigo. Estamos afundando rapidamente.

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  10. 👏👏👏

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  11. Excelente, Guzzo.
    Ainda bem que vc saiu da Veja, de onde eu deixei de ser assinante há muito tempo.
    Por aqui se pode vislumbrar algumas luzes de conhecimento.
    Quanto ao artigo, temos que fazer ver aos oportunistas que a conta será paga principalmente por eles. Caberá a nós cobrarmos.

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  12. O mal do Brasil são os maus políticos (e o fato de que a ampla maioria não sabe distinguir o uso do mal e do mau).
    Eles persistem, insistem e raramente ser vê em algum um mínimo amor ao país. O Brasil, para essa camada elitista que se aboleta nos gabinetes luxuosos, cercados de privilégios, mordomias e puxa-sacos, e se escondem, também atrás da autoridade der seus cargos, existe para que, arrogantemente, sangrem o tesouro nacional em seu favor.
    O diagnóstico vem sendo feito. O remédio, a educação da massa, a melhoria de sua qualidade de vida para acabar com os currais, nunca entra no receituário.
    O mal do Brasil são os maus políticos.

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  13. Parabéns! Excelente artigo. Somente me questiono até quando? Até quando o povo brasileiro vai continuar sendo espoliado, iludido, maltratado e pisado por estes políticos no mínimo mal intencionados? Quando esses políticos mal intencionados vão perceber que dão tiro no pé? Não vai mais sobrar ninguém para pagar as contas, muito menos o rico salário desses ilustres “deservidores” e destruidores públicos!!!!! É desanimador!!!!

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  14. BREJO HOSTIL

    Brava, até que aquela gente tentou ser
    Raiou a Liberdade no horizonte
    E aqui não chegou: foi retida por pencas de
    Justos Veríssimos, seres terríveis, replicantes e
    Ocupantes dos Poderes até os dias de hoje

    Horizonte cada vez mais distante
    O morrer pelo Brasil continua
    Servil temor também:, falanges oportunistas
    Tramando ganhos e eleições, enquanto o vírus
    Infecta e mata milhares, entre milhões de
    Largados ao deus-dará

    AHT
    17/04/2020

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  15. O Guzzo e uma grife: artigos impecáveis. Parabéns por mais este

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  16. Espanta, tudo isso! Agora, o STF avalizar tudo isso é o cúmulo! Crime!

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  17. É o nosso fiel, e triste, retrato atual.

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  18. como sempre, perfeita percepção!

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  19. Difícil é ter que aguardar sete dias para ler um novo artigo do senhor.
    Muito obrigado Doutor Guzzo.

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  20. Excelente análise! É importante esta divulgação para abrir as mentes de (muitos) ignorantes e idiotas úteis.

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  21. Estou achando estranho os artigos desta revista, especialmente os autores de alguns textos. O Sr. Guzzo é a mesma pessoa que escreveu na Veja e na Exame?

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    • As forças armadas são uma Instituição Permanente de Estado e não de governo. Não devem, pois, se mobilizarem para defender um governo e nem tampouco a atacar. Hoje, o que está acontecendo é SIM uma ameaça ao Estado, partindo do comando dos Poderes Legislativo e Judiciário. Miram o Presidente da República mas acertam também os pilares fundamentais desse Estado: sua economia, seu ordenamento jurídico, a segurança do povo e a própria democracia. O Alto Comando das FFAA tem não só o dever, mas a obrigação constitucional de Defesa do Estado. Esses homens sabem disso mas esperam pelo chamado do povo ou do Presidente. Não dão sinais de que agiriam “de ofício”.

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      • Perfeito! Esperam pelo povo solicitar. Foi exatamente o que fizeram em 64, atendendo ao clamor do povo, e a mídia esquerdista deturpou completamente, e tenta até hoje reescrever a história.

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  22. Excelente analise. Um dos jornalistas mais lúcidos da atualidade. Parabéns Sr. Guzzo

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  23. Como sempre primoroso. Parabéns J.R.Guzzo.

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  24. Bravo mestre! Resumiu tudo de maneira clara e objetiva.

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  25. Somente este artigo justificou a assinatura mensal. Parabéns?

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  26. Guzzo, parabéns. Mas ainda somos um país no qual a maioria prefere a hipocrisia. Tem ainda muito canalha nesse país. Fico muito bem impressionado com sua visão política, espero que venha a conscientizar os jovens que virão um dia governar esse país, de um modo mais íntegro e com foco no bem comum do povo. Infelizmente essa corja de políticos que se mantém nos tempos atuais, a grande maioria, tem que levar um pé em suas bundas gordas, cevadas de privilégios inconcebíveis.

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  27. Espetacular !

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  28. Brilhante como sempre, Guzzo!

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  29. Um retrato fiel ao que VIVEMOS HOJE NO BRASIL, nós os mais velhos, os trancafiados pelo risco , NUNCA ASSISTIMOS nada parecido , nem no Governo Militar… tempos estranhos , nosso tempo passou, os mais jovens devem SE REBELAR agora para não pagarem muito caro tanta insensatez.

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  30. O que posso afirmar, por experiência própria, é que pesquisa de mercado e suas estatísticas são completamente passíveis de serem manipuladas. Uma mesma informação pode ser divulgada de diversas formas.

    O que me impressiona, nos tempos de hoje, é a quantidade de gente que acredita no que vê e ouve nas mídias tradicionais, sendo que qualquer pesquisa rápida na internet, em fontes seguras, já nos traz a verdade.

    Sinceramente não sei o que pode tirar o Brasil do lamaçal em que ele se encontra, já que eleger um político que trouxe consigo uma equipe como a que vemos não está sendo o bastante para sequer ver uma luz no fom do túnel.

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  31. Excelente texto sobre a nociva politização da epidemia.

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  32. Perfeito.

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  33. Acrescento um fato,que aconteceu sábado,dia 18.em Balneário Camboriú,em S.C.Lindíssimo dia de sol, praia cheia de gente.Por volta das 11 hs chega polícia municipal com todo aparato,sirene e megafone com ordens do prefeito para todos saírem.Povo obedece e sai arrumando barracas,cadeiras e crianças.Aglomerados no calçadão acima,vendo o mar e dia perdido,chega ordem do juiz liberando a praia.Povo volta a ocupar areia e praia fica lotada.Faltou um drone para filmar o movimento de saída e volta da multidão.Só nosso STF para decidir com tamanha sabedoria.

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  34. Certa vez vi em livro de um escritor americano a seguinte frase: “Todas as tragédias acontecem a um homem quando ele sai do seu quarto”. Bem, vamos analisar: no Brasil do momento, você poderá ser preso mesmo se estiver sentado sozinho em um banco de praça, simplesmente porque você saiu do seu quarto. Era lá que você devia estar. E por que? Porque o seu governante, prefeito, governador etc, também saiu de seu quarto, (ou seja, seus limites institucionais), produzindo a tragédia. Finalizo com outra frase, esta ouvida de um amigo há muitos anos: “O que existe além de todo extremo é a morte”.

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  35. Mais brilhante impossível este artigo.
    Os casos do Rio,São Paulo e Piauí são os mais gritantes.
    Não estamos vivendo mais uma democracia, portanto aqueles que dizem que a defendem estão nos fazendo de palhaços. Está na constituíção bem claro o artigo 142, precisa piorar mais?!

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