100 mil: quantos morreram de covid-19? - Revista Oeste

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100 mil: quantos morreram de covid-19?
Como já alertaram médicos em várias partes do mundo, possivelmente a maioria das mortes atribuídas à covid-19 não foi causada pelo coronavírus
14 ago 2020, 08:40

A marca de 100 mil mortos por coronavírus no Brasil trouxe um símbolo forte para o drama. Suscitou também o acirramento das discussões sobre as responsabilidades e as culpas no enfrentamento da epidemia. Mas não desfez alguns mistérios que a cercam. Especialmente a queda brusca do registro de mortes por outras doenças importantes.

É bastante misteriosa a dificuldade, que já atravessa mais de quatro meses, de determinar quantas pessoas morreram de covid-19 e quantas tinham covid-19 ao morrer. É uma diferença crucial para compreender a letalidade da epidemia — especialmente por suas características de contágio fácil e rápido. Quantas das 100 mil mortes foram provocadas realmente pelo coronavírus?

Não se vê essa discriminação nem em estimativas — pelo menos não discutidas publicamente pelas autoridades médicas. Mas os dados do registro civil sobre óbitos de pneumonia, infarto, AVC, insuficiência respiratória, septicemia e outras causas importantes trazem indícios de confusão estatística, se comparados com os do ano passado.

Só de pneumonia, no período equivalente ao da pandemia, em 2019 houve cerca de 30 mil mortes a mais do que em 2020. Não há na série histórica oscilações dessa amplitude. O que aconteceu?

Como explicar o desaparecimento de mais de 70 mil mortes numa estatística que jamais oscilou dessa forma?

Aconteceu provavelmente o que a lógica sempre indicou: pessoas que morreram de pneumonia e portavam coronavírus foram para a estatística da covid. E não estamos falando dos casos em que o novo vírus agravou o quadro de pneumonia e levou à morte quem não iria morrer naquele momento. Esses casos não reduziriam a estatística de óbitos por pneumonia.

Se há alguma explicação complementar para o fenômeno do declínio súbito e extraordinário de mortos por pneumonia de 2019 para 2020, ela também terá de dar conta da queda brusca de mortos por infarto: 9.458 (de 41.709 em 2019 para 32.251 em 2020 — no período entre 16 de março e 10 de agosto). Também seria preciso encontrar a explicação para a redução em nada menos que 16.837 óbitos de septicemia do ano passado para este ano (de 71.480 para 54.643 no mesmo período).

O solavanco estatístico também se dá nos casos de acidente vascular cerebral. Em 2019, no período referido, 41.362 pessoas morreram de AVC, enquanto em 2020 esse total caiu para 35.886 — 5.476 óbitos a menos. Já por insuficiência respiratória foram 4.588 mortes a menos — 41.795 em 2019 contra 37.237 em 2020.

Considerando as 34.355 mortes a menos por pneumonia — de 98.438 em 2019 para 64.083 em 2020 —, só essas cinco enfermidades causaram menos 70.684 mortes de um ano para o outro, exatamente no período da ocorrência da covid-19. Como explicar o desaparecimento de mais de 70 mil mortes numa estatística que tem certa constância e jamais oscilou dessa forma?

 

Como já alertaram médicos em várias partes do mundo — especialmente Itália e Grã-Bretanha, onde as estatísticas estão sendo revistas —, possivelmente a maioria das mortes atribuídas à covid-19 não foi causada por ela. Organismos comprometidos por outras doenças graves e já em processo final de falência passaram a portar também o coronavírus, pela facilidade e rapidez do contágio, e não morreram por causa dele.

Não se trata de referência ao grupo de pessoas com vulnerabilidades que teriam mais tempo de vida

Essa evidência precisa ser tratada com transparência e objetividade por especialistas e autoridades — não para minimizar o problema, mas para conhecê-lo o melhor possível. Isso não está acontecendo de forma geral — e é parte dos mistérios que rondam o flagelo da covid.

Se quiser de fato cuidar da saúde da população e não erguer tabus, o Brasil deveria olhar para o registro de 100 mil óbitos atribuídos à covid sem deixar de se perguntar sobre as cerca de 70 mil mortes a menos apenas nas doenças supracitadas — que não incluem câncer e outras causas letais provavelmente com muitos casos do mesmo tipo: organismos já em falência irreversível contraíram o novo vírus e foram para a estatística de óbitos por covid-19, sem que esta tenha sido a causa da morte.

Nem estamos falando aqui das diversas denúncias de atestados fraudados. Isso é problema da polícia. E também não se trata de referência ao grupo de pessoas com vulnerabilidades ou comorbidades que teriam mais tempo de vida e morreram por complicações deflagradas pelo coronavírus: esses são os grupos de risco (que nas regiões mais atingidas, como Itália e Estados Unidos, representam perto de 90% das vítimas).

A pergunta que parece proibida é simples, e precisa ser repetida: dos 100 mil registrados, quantos realmente morreram de covid-19 no Brasil?

A resposta é fundamental para que a sociedade funcione com os cuidados necessários, correspondentes ao problema real e aos riscos concretos, e não vire refém do medo de viver.

Sobre contaminação por coronavírus, lockdown e a confusão envolvendo estatísticas, leia também dois artigos do economista libertário Jeffrey Tucker:

Sociedade esperta, população estúpida

Os políticos vão admitir o erro do ‘lockdown’?

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44 Comentários

  1. Os números precisam ser revisados. A Inglaterra fez uma recontagem e red

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    • Ótimo artigo!!! A Oeste já tinha feito um levantamento bem bacana sobre o problema e agora foi possível uma visualização mais
      detalhada do que vem.ocorrendo. Acredito que seria interessantet comparar tb o número total de mortes naturais em 2019 e no mesmo período de 2020. Qtos óbitos por causas naturais foram registrados a mais em 2020 com a pandemia?

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      • É um ótimo ponto. Mas estatísticas de curto prazo às vezes levam à interpretação incorreta: analisar essa mesma lógica em uma série histórica de alguns anos talvez ajude a colocar mais luz sobre a hipótese e reforce suas conclusões.

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        • 👏👏 Parabéns ao Guilherme Fiuza um excelente repórter que trabalha com a verdade.
          e com certeza essa é só uma pequena parte do grande manipulação, farsa criminosa utilizando esse vírus 🤔, a polícia federal já deveria estar investigando essa grande farsa

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    • Excelente artigo, muito claro nas ideias e com números cabais perante a grande ilusão formada por políticos aproveitares e exploradores da ignorância do povo!!!
      Parabéns Guilherme

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      • Precisamos,além do excelente artigo,fazer a reportagem dos hospitais do Sus de todo o BRASIL,que ainda Ñ usam o protocolo da HCQ+AZITROMICINA e zinco, nos casos de COVID. É assustador,mas estão matando seres humanos!

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  2. Fica claro que dezenas de milhares dessas “100 mil mortes por covid-19” foram na verdade pelas outras causas citadas, apenas reportadas como Covid- 19 pois as vítimas também teriam o coronavirus em si (o próprio Portal da Transparência dos Cartórios diz que aí “considerou-se como causa COVID-19 (suspeita ou confirmada)”. Apenas ressalto que os números exatos de 2020 ainda estão defasados em 2 semanas, pelos longos prazos de notificação até aparecerem no portal (mas isso não inviabiliza o artigo como um todo).

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    • Excelente.

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  3. Primeiramente…Parabéns Guilherme Fiúza pela matéria espetacular!
    Mais uma pra coleção da Oeste…que precisa imprimir e emoldurar…sensacional!
    Quanto aos dados…
    Claríssimo e transparente. Não há absolutamente razão nenhuma para um declínio dessa magnitude nos números de mortes por essas doenças citadas na matéria; absolutamente nenhuma! Esses históricos se mantêm ao longo dos anos com variações apenas relativas à população de idosos e à população em geral e alguma sazonalidade, mas nunca variações desse porte!
    Como tenho dito sempre…esse assunto do vírus chinês É 80% INTERESSES POLÍTICOS E ECONÔMICOS E 20% VÍRUS/SAÚDE PÚBLICA
    Lamentavelmente, ainda há uma legião de “tolinhos” que não perceberam…!

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    • Matéria muito boa. Uma pequena correção. Poderiam ter feito o levantamento até 15 dias antes ( por volta de 30 de julho), que é o prazo máximo de consolidação das informações dos cartórios. A diferença seria pequena,porém sem chance de questionamentos. Parabéns.

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      • Outra coisa pra PROVOCAR…
        Porque as UTIs Pediátricas estão as moscas?
        Seria Porque as escolas estão fechadas? Provavelmente… E então? Fechamos as escolas definitivamente ou assumimos que a vida tem riscos e os enfrentamos?
        Fica a sugestão de pesquisa… rsrs

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        • E então, qual será a próxima? Mais uma que não colou. E vem gente de todas as penínsulas incitar que somos genocidas por apoiar um governo central HONESTO e CRISTÃO. Fim de + 1 casuismo, é hora de retornarmos n agenda ANTICORRUPÇÃO, o resto é blá blá blá. A PRESTAÇÃO DE CONTAS c o CONGRESSO é IMINENTE pós quarentena, p PRISÃO em SEGUNDA instância e fim do foro privilegiado. Em 5 anos afastamos o EXECUTIVO do CONLUIO entre os 3 poderes. É hora de afastar o STF do LEGISLATIVO, reconduzindo a Pátria ao seu estado de honradez.

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        • Abolir motocicletas também seria uma boa medida, já que os acidentes com motoboys caiu 90%.

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        • Parabéns Fiuza. Esperava de um bom jornalista esse tipo de levantamento . Valeu e insista nisso.

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    • Daqui alguns meses ou anos, aparecerão dezenas de pessoas dizendo que foram as primeiras a levantar essa bola… Isso está claro… E vai ser reescrito… mas agora nem adianta tentar falar a respeito… Sangue quente e milhares de pessoas e veículos de imprensa ainda faturando com o Covid… Quando essa fonte secar, quem sabe…

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    • Os “tolinhos”esquerdistas são na maioria esquerdistas que querem ver o circo pegar fogo.

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  4. Guilherme,
    Reportagem muito esclarecedora. Outra forma de pensarmos é comparar o numero de mortes nos últimos anos (2017, 2018 e 2019) e no mesmo período com o de 2020. Outro dia li que de fato este ano estava maior, o que deve ser esperado com a nova epidemia. Há as estatísticas de morte em acidentes, assaltos, brigas, etc…. que deveriam ter caído ou não?? Se nesta analise, ficar apontado um aumento, poderíamos ter uma proxy do real impacto do Covid-19

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  5. Essa coisa não faz sentido desde o começo, pelo alarde. Lula falou numa gripezinha nominada H1N1 ” não era do tamanho que parecia ser “e a platéia amestrada, viciada com dinheiro da canalhice teve orgasmos imorais delirantes. Daí vem o STF e DETERMINA que os GESTORES do enfrentamento à Covid 19 seriam os Governadores e Prefeitos, cujos olhos brilharam ante a possibilidade de compras superfaturadas protegidas pelo generoso manto do Estado de Emergência. Sonegaram a distribuição de medicamentos baratos e usados há décadas, já livres do pagamento de royalties e ensaiaram compras maciças de Rendesivir com preços estratosféricos, mas a opinião pública e médicos sem cabrestos começaram a reagir e os pilotos do caos arremeteram. Fabricaram mais de cem mil óbitos e tentaram jogar a desgraça alheia no colo de Bolsonaro, mas os fatos e as redes sociais abortaram o novo voo curto das galinhas ceifadoras de vidas. No momento em que os fatos tomam o lugar das narrativas como didaticamente Fiúza desmascara os analfabetos da saúde alheia, as famílias das vítimas descobrem que o STF, Governadores e Prefeitos estão sem narrativas para justificar o injustificável. Subestimaram a dor dos familiares e o poder de discernimento e alcance das redes para desmascarar mentirosos patológicos e canalhas superfaturadores de compras que jamais vão receber, assim como as pessoas e as mesmas redes sociais fizeram na última eleição para Presidente da República. Os verdadeiros negacionistas NEGARAM ao povo o uso de remédios baratos no INÍCIO dos sintomas da Covid 19, mas eles, quando contaminados, recorrem a hospitais caríssimos, enquanto quem lhes paga o fausto perecia aos milhares. Ironicamente, as Vestais usaram e prescreveram o que negaram aos pobres mortais. Os GENOCIDAS do STF associados aos seus compadres Governadores e Prefeitos não estão encontrando uma maneira de sair do rolo que criaram e buscam culpados para seus desvarios, canalhices, truculências, extrema falta de humanidade e compaixão. Agora, uma bela moça com nome de fruta descobriu que pegou Malária no Leblon e toma Hidroxicloroquina com a candura das farsantes. Ainda bem que o medicamento é barato e usado há décadas. Às vezes, a vida usa nossa própria ironia para nos desmascarar. Que a História e a sociedade sejam impiedosas com eles.

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    • Completou com perfeição o que disse o FIÚZZA e mais ainda, vai ser dificil a apuração honesta desses números falsos pois essa responsabilidade vai passar pelos CRMs e CFM, ai vem a politica ,põe os cabresto e pronto.Mas ainda estou esperançoso que a verdade vai aparecer de uma forma ou de outra.

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  6. Guilherme, acrescente aí os suicidios e acidentes de trânsito. O duro é que questionar esses números, significa que somos negacionistas. O que não é verdade.

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  7. Morrer de Civid-19 é uma coisa (causa da morte). E morrer com Covid-19 é diferente (de acidente de trânsito, de suicídio, etc).
    Depois de um atestado de óbito assinado com diagnóstico errado, não é simples, refazer o atestado.
    Não acredito nessas Estatística anunciadas.

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  8. Se os números apresentados procedem. O que se pode argumentar contra a matéria apresentada?

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  9. Como sempre excelente artigo.
    Aí me pergunto:
    Os políticos vão ler? Claro que vão, mas não vão falar.
    Os médicos vão ler? Claro que sim, mas não não vão falar pois seria contra prefeitos e governadores que MANDAM no seus empregos.
    Os juristas vão ler? Também vão, ma sé possível que falem que os números passados eram FAKE NEWS.
    E o povo segue com cada vez menos esperança pois são muitos que não ouvem as verdades e se ouvem não acreditam.
    QUE DEUS NOS AJUDE.
    CONTINUE FIUZA. Um dia todos vão falar que leram, mas não acreditaram, agora vêem que é verdade.

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  10. Parabéns pela excelente abordagem de uma questão que precisa ser enfrentada de forma séria e com a devida transparência pelas autoridades de saúde e pelos meios de comunicação social. A existência dessa significativa diferença do número de mortes por outras causas que não a Covid-19, no comparativo entre os anos de 2019 e 2020, precisa ser oficialmente esclarecida.

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    • Guilherme
      Me parece que você levantou uma questão crucial quanto a contagem das vítimas, um tema que não interessa a mídia tradicional cujo o objetivo foi politizar a pandemia e aterrorizar as populações para paralisassem as economias e se trancassem em casa.

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  11. Atestar morte por vírus chinês sempre foi importante politicamente e/ou financeiramente para um grande número de governadores e prefeitos. Para cada atestado de coronvirus mais dinheiro da União.

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    • Creio que se poderia fazer um sério debate a este respeito pois existem vários elementos e argumentos sólidos para tal finalidade. Resta saber qual veículo da grande mídia ou mesmo plataforma digital se disporia a cutucar está onça.

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  12. Excelente reportagem!

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  13. Parabéns Fiuza por nos apresentar detalhes que realmente devem ser observados para melhor identificar a real gravidade dessa pandemia, já que alguns meios de comunicação pretendem atribuir a Bolsonaro essa fatalidade. Esses meios de comunicação e altas autoridades dos poderes concorrentes e não harmônicos da Republica, não reconhecem os erros inicialmente cometidos, quando, orientaram a população para que não procurasse o serviço medico, salvo quando já houvesse insuficiência respiratória. Diversas vezes o politico Mandetta, como ministro, orientou a classe medica que Cloroquina apresentava riscos e só deveria ser usada nos casos graves em UTI. Não usar mascaras porque poderiam faltar aos profissionais da medicina. Enfim, cometendo muitos erros, e pior, ao invés de ajudar, condenou um plano de saúde que tem a maioria de seus clientes a população de risco e que acertou em adotar por orientação de seus médicos, a hidroxicloroquina como medicação no início da doença. Enfim, essas equivocadas orientações da “ciência oficial” não teriam também causado mortes?. E o coitado do abrutalhado Bolsonaro, que com seu entusiasmo conseguiu que a produção de alimentos para consumo interno e exportações, os transportes, os serviços de segurança e saúde, limpeza pública e forças armadas não paralisassem para alimentar alem da população de riscos, contemplou os ilustres defensores do “fique em casa”, comendo, bebendo e exercitando-se. Como entender essa orientação da ciência para as grandes comunidades existentes em nosso país com péssimas condições habitacionais sem água e esgoto e unidades próximas de saúde?
    Mas enfim, o que não consigo entender é como um pais com mais de 1,4 bilhão de habitantes como a CHINA tem tão poucas mortes. Que modelo seguiram orientado pela OMS? Sendo os maiores parceiros comerciais do nosso país, porque nos criaram tamanhas dificuldades até para comprar respiradores e outros materiais para tratamentos? Porque nos omite qual o milagre do tratamento para COVID com tão poucas mortes?
    Fiuza, ajude-nos. Quantos casos positivados e mortes houve na China? Teriam atingido a tal de imunidade de rebanho (70%), portanto com mais de 980 milhões de habitantes infectados?. Confesso que não sei, mas a Globo informa que só estamos atrás dos Estados Unidos em numero de mortes. Sera então problema do Bolsonaro não ser médico? Reconheço a competência de nossa ciência medica profissional e não politica, que muito tem sofrido para tratar nossos doentes.

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  14. Políticos e justiça, administradores e até médicos nunca vão admitir que errararam. Alguns poderão ter uma pontinha de remorso outros nem tanto.
    Sou seu fã Fiuza. Aqui e nos pingos.

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  15. Fiuza, em um mundo infestado pelo nariz de Pinóquio até na telha, como sempre foi, como, de um dia para o outro, isso aqui iria virar a terra da verdade e da transparência? Tem muita gente dizendo por aí que hoje em dia o “Óbvio não é mais óbvio”, porém, neste caso específico, deve prevalecer a crença antiga.

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  16. Excelente.
    Fonte absolutamente confiável e análise direta.
    Parabéns, Guilherme.

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  17. É interessante considerar que muitos Governadores e Prefeitos endossaram e adensaram as estatísticas com objetivo de receber e continuar recebendo as montanhas de recursos do Governo Federal , mais apoio logístico, aviões da FAB, insumos, remédios, respiradores, máscaras, etc. Foi sim uma maneira tupiniquim de acessar as verbas do Ministério da Saúde e provocar o COVIDÃO em vários estados e Municípios. Os extravios de recursos e a malversação dos dinheiros do erário também matam,pois impedem que um volume maior de atendimentos seja prestado pelo extravio de sua finalidade.

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  18. A verdade foi a primeira vitima nesta pandemia!

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  19. Excelente!
    O mais interessante é que essa falácia dos números ficou óbvia desde o começo e não é mencionada pela chamada “grande imprensa”
    Nunca acreditei nos números divulgados

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  20. Seria interessante ver também se nos meses do início deste ano, ANTES do COVID, se os números de óbitos dessas doenças também estava diminuíndo tanto assim!

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  21. Excelente trabalho Fiuza! Parabéns!!
    Você traduziu em fatos os sentimentos de muitos : A inflação de mortes causadas pelo vírus chinês.
    Acobertado por disto está a politicagem eca roubalheira , nosso sentimento aponta para isto , não nos enganemos,
    O que me alivia e que cada dia que passa vejo que não estamos sós na compreensão do descalabro, as máscaras dos oportunistas vão caindo e as eleições estão chegando, não perdem por esperar.
    Obrigado!!!

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  22. Excelente texto e parabéns FIÚZA.A verdade está vindo à tona.

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  23. Fiuza , sou médico e trabalho em um hospital que lida com pacientes oncológicos e referência em COVID-19 para esse tipo de paciente em BH .Tem uma situação que ensinamos aos nossos residentes que se chama mecanismo de morte , como uma insuficiência renal causada por um tumor qualquer avançado . A causa básica da morte do paciente foi o câncer e o mecanismo de morte a insuficiência renal . No caso do COVID-19 , como dizem os entendidos , procure o dinheiro que terá sua resposta .

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  24. Trabalho em UTI ,e desde o início desse epidemia estou acompanhando a evolução e o desfecho dessa doença.A imensa maioria dos pacientes que morrem são idosos, com comorbidades e de choque séptico, com drogas vaso ativas em altas doses. Até que se prove o contrário ( e isso é quase um dogma na medicina)trata- se de bactéria. Exatamente, pneumonia bacteriana, o que sempre matou os idosos. Nada tem a ver com resfriado por COVID.

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  25. Os números realmente são menores, mas não tanto. No registro civil os cartórios tem até 15 dias do óbito para alimentar o sistema. Assim o correto seria descartar os últimos 15 dias para efeito de comparação. Fica mais correto.

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  26. Fazendo uma pesquisa no site https://transparencia.registrocivil.org.br/registros que indica todos os registros de óbito (além de nascimentos e casamentos) realizados pelos cartórios do país inteiro, observa-se que os registros de óbitos totais (sem discriminação da causa) de janeiro a julho de 2019 somam 731.362 ocorrências.
    Já, de janeiro a julho de 2020, temos 797.881 mortes.
    Ou seja, descontando as 100.000 mortes “devidas ao coronavírus”, 33.481 pessoas que, estatisticamente, deveriam ter morrido esse ano, se salvaram. Um verdadeiro prodígio da saúde pública.
    Ainda mais num momento em que todo pessoal da área médica estava tão ocupado com a Covid.

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  27. Senhores, que tiver a curiosidade de acessar o portal que ele pesquisou os números poderá ver que são diferentes dos da reportagem.

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Revista Oeste — Edição 32 — 30/10/2020

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