Brasil: 7 invenções criativas contra a covid-19 - Revista Oeste

Em 1 ago 2020, 14:00

7 invenções criativas contra a covid-19

1 ago 2020, 14:00

Brasil é palco para desenvolvimento de projetos liderados por cientistas

brasil - capacete-respirador - covid-19

USP desenvolveu um “capacete-respirador” contra o novo coronavírus | Foto: DIVULGAÇÃO/JORNAL DA USP

Um sabonete que protege por até seis horas contra o novo coronavírus. Tecidos que repelem o poder do vírus. Mais do que ideias previstas em histórias de ficção científica, essas e outras ações já fazem parte da luta do Brasil contra a disseminação da covid-19. Conforme noticiado por Oeste no decorrer das última semanas, alguns dos produtos já estão à disposição do mercado consumidor.

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Além de produzir dois tipos de tecidos e um sabonete anti-covid-19, a comunidade científica brasileira se destaca de outras formas em trabalhos diante da pandemia provocada pelo vírus chinês. Há, por exemplo, novo tipo de teste responsável por detectar a doença em larga escala. Até um “capacete” especial surge nesse sentido. Na contramão de gastos suspeitos em meio ao “Covidão”, tem quem se proponha a fabricar certo tipo de ventilador mecânico.

Nesse sentido, Oeste separa sete invenções que demonstram a criatividade de cientistas e pesquisadores brasileiros no enfrentamento ao novo coronavírus.

Confira a lista:

1— Sabonete vegetal

Um sabonete a base do óleo de uma árvore típica da Austrália, a melaleuca. Esse é o produto lançado em julho pela Aya Tech, empresa brasileira de higiene e cosméticos liderada pela doutora em engenharia química Fernanda Checchinato. “Dermatologicamente testado” pela Anvisa, o produto fruto de R$ 200 mil de investimentos promete seis horas de proteção contra a covid-19.

2— Tecidos especiais

No Brasil, dois tipos de tecidos estão em produção. Primeiramente, a empresa Nanox se associou a pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), no interior de São Paulo. Feito a partir da mistura de poliéster e algodão, com micropartículas que “matam” fungos e bactérias, o material já serve para fabricação de jalecos. Detalhe: os idealizadores afirmam que ele elimina 99,9% do novo coronavírus.

Eis que 99,9% de eficácia contra a covid-19 também foi a definição da equipe do Laboratório de Tecnologia Virológica (Latev) de Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro. Diferentemente do caso paulista, o material carioca é feito a partir de prata, zinco e composições orgânicas. Em julho, os pesquisadores avisaram que a ideia é, dessa forma, atender inicialmente a demanda de uniformes para profissionais da saúde.

3— Exame de sangue

Um novo tipo de exame de sangue que, de acordo com o time à frente de seu desenvolvimento, garante não apresentar o chamado “falso positivo” em relação ao diagnóstico do coronavírus. E que, além disso, consegue ser feito em alta escala, tendo produção diária 16 vezes maior que o tradicional RT-PCR. Essas são algumas das características do teste criado pela equipe do Hospital Israelita Albert Einstein.

4— Mais que mero capacete

Pesquisadores da Escola Politécnica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) demonstraram em meio à pandemia que capacete pode ir além de equipamento de segurança para motociclistas. Uma versão do objetivo foi planejada para salvar vidas de pacientes da covid-19. Isso porque eles foram responsáveis por criar o chamado “capacete-respirador”. Produto, aliás, que dispensa a utilização do tubo hospitalar.

5— Ventilador mecânico

Enquanto a USP é responsável pelo capacete, a Universidade Federal Fluminense (UFF) se volta a estudos para desenvolver um novo tipo de ventilador mecânico — idealizado a partir de protótipo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA). Em maio, a equipe à frente do projeto garantiu que o material seria, assim que aprovado pelos órgãos competentes, direcionado ao Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), no Rio de Janeiro.

6— Monitor da covid-19 no ar

A criatividade brasileira no combate à covid-19 não tem ficado restrita, entretanto, a pesquisadores presentes em universidades públicas e empresas da iniciativa privada. As Forças Armadas também aparecem representadas nesse sentido. A Força Aérea Brasileira desenvolveu, por exemplo, equipamento capaz de detectar a presença do novo coronavírus no ar. O objeto, de acordo com a própria Aeronáutica, é capaz de “monitorar áreas de 50 metros quadrados e indicar possíveis riscos de contaminação do vírus nesses espaços”.

7— Raio-X

Por fim, o Brasil também conta com estudos que visam com que o chamado raio-x possa detectar a presença da covid-19 no organismo do paciente. Trabalhos esses que uniram profissionais de três instituições paranaenses: Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Tecnológica Federal do Paraná — Campus Campo Mourão (UTFPR-CM). A ideia inicial é incluir recursos de inteligência artificial ao tradicional exame de radiologia.

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