A epidemia global da confusão sobre gênero - Revista Oeste

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A epidemia global da confusão sobre gênero
Inicia-se uma guerra cultural assim que uma criança chega ao berçário
27 mar 2020, 15:42

Em janeiro de 2019, quando foi apontada ministra das Mulheres, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves declarou que esta seria uma “nova era no Brasil: meninos vestem azul, meninas vestem rosa”. Em seu discurso de posse como ministra, ela afirmou que “ninguém vai nos impedir de chamar as meninas de princesa e os meninos de príncipe. Vamos acabar com o abuso da doutrinação ideológica”.

Particularmente, não me importo com a cor da roupa das crianças, mas, em um ponto fundamental, Damares Alvares está absolutamente certa. A guerra da cultura global – especialmente no Ocidente – começa nos berçários. Já faz algum tempo que as famílias são sujeitadas a um fluxo constante de propaganda política que dita que não devem mais criar as crianças como os pais faziam no passado. Também são instruídas a abandonar a maneira como as comunidades tradicionalmente viam as distinções entre meninos e meninas, e homens e mulheres.

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10 Comentários

  1. Considerando todos os bons textos de crítica à ideologia de gênero que já li, afirmo, sem hesitação, que este é o parágrafo mais contundente que encontrei:
    “Na verdade, a legitimação da criação com neutralidade de gênero constitui um ato de irresponsabilidade dos adultos. Em vez de guiar a criança para ajudá-la a entender seus atributos biológicos e assumir a responsabilidade pelo desenvolvimento da identidade das crianças, eles colocam o fardo da formação do caráter na criança.” Parabéns pelo bom senso e clareza na defesa de suas ideias.

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    • Muito bom o texto. Merece ser aprofundado.

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      • Excelente! Espero que a contribuição de Furedi seja uma constante

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  2. Uma abordagem rica de conteúdo e esclarecedora sobre o que andam “ensinando”por este mundo afora. Muito bom! Parabéns! Esse conteúdo será, para mim, referência para futuras conversas a esse respeito.

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    • Excelente. Esses excessos q incluem palavras como todXs, meninE ou meninXs são imposições irresponsáveis dos q adotam as instruções do “Ministério da Verdade”! Revoltante

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  3. Muito interessante. Poderia ter acrescentado algumas obras como sugestão de leitura, pois este tema é de suma importância.

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  4. Quero dizer que este texto foi o que me fez decidir assinar a revista. No slogan vcs afirmam que são a única revista conservadora e liberal, etc… recomendo humildemente que incluam expressamente a defesa dos valores da FAMILIA TRADICIONAL..

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  5. Esse é um tema tão importante que, entendo, seria importante torna-lo recorrente nas matérias da Oeste. A sociedade precisa ficar alerta para os danos que resultam de toda essa confusão de gênero que vem sendo suscitada pela pressão ilegítima de parte da sociedade.

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  6. Esta questão de gênero me faz lembrar uma historinha antiga, em sala de aula, quando um aluno levanta a mão e diz para o professor: “Professor, mas lá em casa meu pai fala que nós somos descendentes do macaco’. Ao que o professor responde: “Meu amigo, em assuntos de família eu não me meto”. Aí está o problema desses progressistas: não contentes em pensar para si mesmos, querem levar todo mundo com eles pro inferno.

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  7. Belo texto, parabéns pela clareza da sua argumentação.

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Revista Oeste — Edição 10 — 29/05/2020

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