A hora da prudência - Revista Oeste

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A hora da prudência
São mesmo conservadores esses que num rompante jacobino querem guilhotinar tudo e todos para entrar em uma utopia fundada em paixões?
1 maio 2020, 11:03

Sergio Moro ou Jair Bolsonaro. Escolham seu time, peguem seus pompons e vamos ver quem grita mais alto! Foi assim a semana política no Brasil, onde o ex-ministro da Justiça pediu demissão depois, segundo ele, de uma suposta interferência do presidente na Polícia Federal. O presidente respondeu, em uma coletiva no mesmo dia. Disse que Sergio Moro queria uma cadeira no STF e que o Ministério da Justiça não estava repassando informações de investigações importantes para a Presidência. Bum! Que coronavírus o quê… O Brasil provavelmente é o único país onde a atual pandemia não está no centro das discussões. Como dizem por aí, o Brasil não é para amadores.

E lá fomos nós para mais uma semana em companhia da velha e cega dicotomia política brasileira que tanto é alimentada, dia sim e outro também, com torcidas inflamadas, discussões acaloradas e defesas apaixonadas de políticos e nomes, muitos nomes. E é nesse ambiente nublado, povoado por “salvadores da pátria” para todos os gostos, que o país tenta, aos trancos e barrancos, achar sua maturidade política. Tudo isso no meio de uma pandemia em que milhões no Brasil e no mundo já enfrentam uma recessão econômica sem precedentes. Não custa repetir, o Brasil não é para amadores.

No meio de uma crise mundial de saúde, daquelas que estarão para sempre nos livros de história, fica cada dia mais evidente nossa crise também intelectual.

Não conseguimos deixar de lado nosso eterno “Fla x Flu” político e descemos a ladeira mais uma vez segurando nossos tamancos e gritando nomes. Por que, independentemente de nossas posições ideológicas, nos apegamos tanto a figuras públicas como os salvadores de tudo o tempo todo? Foi assim com FHC, depois Lula, agora Bolsonaro e tantos outros nomes pelo Brasil que são alvo de nossas mais profundas esperanças. De uma só vez. Até um juiz de primeira instância não escapou de nosso DNA apaixonado e muito pouco racional para a política.

Nessa última pendenga brasileira, em que acusações sérias foram trocadas, é preciso atentar para o justo: Moro foi um dos nomes mais importantes na reestruturação do império da lei no Brasil. Trouxe para nossas TVs o que só víamos em filmes de Hollywood, o xerife prendendo os bandidos. Foi também por sua bravura em confrontar a corrupção pandêmica que assolava o Brasil que o ex-juiz, juntamente com a força-tarefa da operação mais importante de nossa democracia, expôs os profundos tentáculos dos cinematográficos esquemas de corrupção de políticos e empresários. A Lava Jato devolveu aos brasileiros a esperança do fim do império da impunidade.

O que será de Sergio Moro daqui para a frente? Ninguém sabe.

Registro minha gratidão por seus serviços até aqui, sem entrar no mérito das recentes desavenças com o presidente Jair Bolsonaro. Se as especulações de que ele planeja candidatar-se a presidente em 2022 se concretizarem, darei minha opinião sobre suas ideias no momento em que elas forem apresentadas à sociedade. Minha admiração pelo que o ex-juiz da Lava Jato fez pelo país não me impede de criticá-lo no futuro, mas também não me obriga a incendiar o governo. Para a maturidade política que precisa ser alcançada no Brasil, é preciso que continuemos apontando os erros dessa e de todas as administrações, e que também torçamos — e trabalhemos — pelos bons frutos. Se esse barco afundar, junto com a imensa oportunidade de incorporarmos reais valores de nações prósperas, não haverá coletes salva-vidas. Todos nós afundaremos.

Em mares revoltos, parece quase inevitável não cair nas graças (ou garras) do atual momento da torcida que cobra que você escolha um lado.

Já. Agora. “Se você não é Moro, você é contra o Brasil!”, “se você é contra Bolsonaro, você é contra o Brasil!”, gritam as redes sociais em que muitos ainda o acusam de “não ser conservador ou liberal” se você não escolher a cor de seu pompom e seu grito de guerra. Numa disputa na qual quem vai perder muito é o país, fico com Russell Kirk, historiador norte-americano e um dos maiores intelectuais do século XX.

Autor de dezenas de livros, Kirk é considerado um dos fundadores do conservadorismo contemporâneo. A estruturação de seu pensamento tem como base as ideias de Edmund Burke, político e pensador irlandês do século 18 e considerado o “pai do conservadorismo”. E é em Kirk, no elaborador dos célebres “dez princípios conservadores” que constam na essencial obra A Política da Prudência (nunca foi tão necessária!), que me refugio nesses turbulentos tempos que vivemos no Brasil. Para Kirk, ser conservador é perceber que a vida é complexa e difícil de ser reduzida a uma lógica que procura nivelar tudo rapidamente sem análises.

O historiador americano também critica os neoconservadores, esses que num rompante jacobino querem guilhotinar tudo e todos para entrar em uma utopia de que um futuro fundado em paixões apenas é o suficiente para o paraíso na terra. Russell Kirk nos oferece a bússola neste momento turbulento: a prudência ainda é a maior das virtudes: “Qualquer medida pública deve ser julgada pelas consequências de longo prazo, não apenas por vantagens ou popularidade temporária. Agir somente após suficiente reflexão”.

Em um universo político no qual opiniões precisam ser dadas imediatamente, e imediatamente elas são marcadas com ferro quente e encaminhadas a seu devido curral (“lava-jatista”, “bolsonarista” e mais uma longa série de “istas”), fico com John Randolph of Roanoke, membro do Congresso Americano entre 1799 e 1833 e muito citado pelo mestre Kirk: “A Providência anda devagar, mas o diabo sempre urge”.

Complexa como é a sociedade humana, as soluções não podem ser simples. Têm de ser eficazes. No embate “lava-jatista” e “bolsonarista”, escolho algo bem maior que Moro e Bolsonaro, eu e você.

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46 Comentários

  1. Um beijão. Para os meus ex-alunos e ex-colegas mandei um rol de 10 questões para serem respondidas sobre a questão Moro x Bolsonaro. Não posso enviar pra ti, mas dos cinco que me responderam até agora, somente um eu aprovaria numa banca. Assim, humildemente, digo para dar uma olhada no organograma do MJSP e do rito “nomeatório” dos cargos públicos e de confiança. Ajuda um pouco. O pior é escutar brados eloquentes de pessoas que defendiam Moro ontem e hoje o estão aniquilando com opiniões sem nexo. O pior é constatar que bolsonaristas usam os mesmos métodos dos petistas para tentar queimar em praça pública homens honestos e éticos.

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    • Não conheço a obra de Kirk, mas o historiador parece fazer jus ao pragmatismo filosófico norte -americano . Seguindo esse caminho é que me parece que ao colocar mais lenha na fogueira em um momento como esse de pandemia e recessâo grave e certa, Moro não pensou nas consequências práticas de seu ato para a coletividade, pensou, como reiterou, em sua biografia. É lamentável.

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      • Mônica, pensar na própria biografia, que é e foi construída pela ética e retidão, sobre valores morais que lhe são caros, num momento em que teria de prevaricar para atender a desejos escusos e particulares, confirmados em discurso posterior, pelo PR, não pode ser lamentável, é pura coerência. Lamentável seria prevaricar e negar seus valores.

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        • Salvador, eu acho interessante pensar no total das consequências práticas de uma ação a longo prazo. A partir disso, penso que se realmente houve aquilo que o ex-ministro sustenta, ele poderia ter pedido demissão em um momento mais adequado e menos danoso para o país. Entendo que para um homem público não basta ser honesto, é necessário pensar nas consequências públicas de seus atos.

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          • Salvador, eu acho interessante pensar no total das consequências práticas de uma ação a longo prazo. A partir disso, penso que se realmente houve aquilo que o ex-ministro sustenta, ele poderia ter pedido demissão em um momento mais adequado e menos danoso para o país. Entendo que para um homem público não basta ser honesto, é necessário pensar nas consequências públicas de seus atos.

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          • Fico em dúvida, se ele não agiu de forma impulsiva, no calor da hora, Apesar do perfil que dele conhecemos não ser de alguém impulsivo. tenho a impressão que agiu em momento de raiva.

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            • Mônica, muito se tem falado do momento escolhido por Moro. Mas, ele apenas reagiu a uma urgência do presidente em trocar o diretor da PF, por razões nada republicanas,expostas pelo próprio presidente no dia seguinte a sua demissão. Não seria o presidente que deveria ter considerado o momento inoportuno? Qual a necessidade de uma demissão na calada da noite, publicada num DO pela manhã? O ministro ainda teve sua assinatura eletrônica colocada, à sua revelia, na exoneração do diretor. Deveria mesmo ter saído calado e, mais tarde, ser acusado de conivência?

          • A obra fica, mas as atitudes degradam o autor. Concordo Ana com os elogios, embora não tenha comentado das atitudes intempestivos de Moro. Observe o discurso da demissão e as atitudes levianas de apresentar conversas particulares à imprensa. Faltou essa parte no seu texto.

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      • Tenho que considerar coerente seu comentário. Faltou ética e respeito pelo povo.

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    • Quem está rompendo com a ordem democrática institucional é a turma de Moro e o STF. Decisões ilegais, divulgar mensagens de um chefe de Estado para mídia, etc.
      Por isso a comparação não procede. Defender o a ordem institucional nesse momento é defender Bolsonaro. Manter a ordem é a prudência que Kirk pregava e é um fundamento do conservadorismo. Moro representa o rompimento com os conceitos do conservadorismo e o surgimento da NOVA ESQUERDA. Sedenta por assumir o poder.

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      • Toda vez que alguém divergem do presidente, é chamado de esquerdista. Só existe um pensamento na direita? E o presidente, qual foi seu respeito às leis ao confessar, em seu discurso, que deseja uma PF que possa interpelar a qualquer momento e até que lhe forneça relatórios! Isto é atribuição da ABIN, a PF é órgão de Estado, não de governo.

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        • * diverge

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    • Moro? Honesto, com certeza. Ético, não. Preparar uma saída midiática, reservando o teatro do Ministério da Justiça, e não a habitual Sala de Imprensa, ligar para o STF, Maia, Alcolumbre, dar entrevista para Globo e Veja, todos que foram parceiros da Intercept do Verdevaldo na sua fritura, é esquecer não somente os princípios éticos, mas o que o levou até o Ministério da Justiça. Sua vida política será muito prejudicada com essa traição.

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    • A prudência nos leva a pensar no seguinte: devemos, de forma açodada, identificar certos e errados neste momento, e justo entre dois personagens que, a seu modo, salvaram a nação da sanha predatória do PT? Creio que o melhor é conduzir este embate como se ele não existisse, pois os lobos estão à espreita para se apossarem do poder – no fim das contas, querem é que tanto um como outro sucumbam abraçados. Como dizia Meira Penna, ao Dinossauro só interessa a própria sobrevivência.

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      • Interessante sua perspectiva

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  2. Também fico no eu e você, Ana Paula.Acho teu nome tão lindo como teus textos.No caso Moro, como Magistrado também concordo.Como Ministro foi um fracasso e sua saída um “barraco” como fez Lula no dia da sua prisão.Sem composturas.Não só a Lava-jato no campo judicial,mas também Bolsonaro ao enfrentar e frear “sozinho” a perpetuação do PT e Foro de São Paulo no campo político.O amor é lindo,difícil é conviver com ele.Sem ser professoral,e ficar por aqui,na nossa história,cito Pinheiro Machado,diante da multidão irritada diz ao condutor seguir:Não tão depressa que pareça covardia(fuga)nem tão devagar que pareça provocação.E estamos entendidos.Parabéns.

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    • Acho que vc se equivocou em relaçõão à frase final, ou então fui eu quem a intrepretou mal.

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    • Concordo. Como Juiz na Lava Jato, perfeito. Como ministro deixou muito a desejar. (Sabemos que um bom profissional em determinada disciplina nem sempre e bom gestor. ).
      Sua saida do governo desmoronou o conceito que eu tinha dele de homem sensato, equilibrado.
      E quando a Deputada Carla Zambellin afirmou possuir mensagens do Moro afirmando que “continuaria no governo caso o Presidente mantivesse seu amigo de 20 anos na PF…”, ficou a duvida se se ele conviveria com os problemas que aponta agora, dentro do governo, atendido suas expectativas

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      • É verdadw. Houve uma ruptura em relação à imagem que tínhamos dele

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  3. Devemos estar ao lado da moralidade pública e impessoalidade.
    Moro mais uma vez entrará para a história do país!

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    • Moro é herói no combate à corrupção. Bolsonaro é herói em montar um ministério, até onde se vê, técnico, profissional e de não políticos o que nos faz entender que querem trabalhar e não fazer balcão de negócios. Bolsonaro não comprou o congresso, daí a gritaria.
      Portanto no quesito corrupção tanto Moro quanto Bolsonaro estão par e passo. Porém o comportamento de Moro foi no mínimo irresponsável e egoísta. Demissão pública? Correr para os braços da Globo? Expor conversas de Watssap? Por mais certo que pderia estar colocou-se acima de um país no pior momento imaginável. Moro pode e deve continuar com seus méritos porém, sem mais nenhuma moral.

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  4. Penso que não devemos fazer comparação de igualdade da compostura de Moro com a falta de compostura do bolsonarismo. Esse acirramento parte de um lado só: os aloprados do Governo.

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    • Comppstura? Rsssssss

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    • Creio que o debate do liberalismo e da liberdade de pensamento nele presente é o melhor para todos, sem personalismos. Pensando nisto, no que estes radicais excludentes contribuem para o debate em nosso país? Espírito de guerrilha, militantes, precisamos de algo mais profundo e enriquecedor. O progredir deste debate precisa muito de pessoas como Sergio Moro, um estudioso que pauta a sua prática naquilo que pensa.

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      • Graças aos “militantes” e aos gritos de guerrilha, a direita conseguiu conquistar o poder nesse país. Sem o trabalho da “turma radical”, o PT estaria até hoje no governo. Querer ignorar isso é tapar o sol com a peneira. A esquerda corrupta não foi vencida com debates enriquecedores! Foi preciso, realmente, colocar a mão na massa e agir como os petistas. Podem fazer carinha de nojo, mas devem ao povo que está lá nas ruas e nas redes, constantemente desmascarando a oposição que nada constrói, o fato de terem tido um Sérgio Moro no Ministério da Justiça.

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  5. Admirável!
    É um prazer ler um texto lúcido e penetrante como esse.
    Parabéns, Ana Paula.

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  6. Para mim, sem paixões, este fla x flu é muito claro. Moro foi herói ao colocar às claras a quadrilha PT e cumpanheiros nos roubos. Deixou de ser quando não quis “melindrar”. Agora deve dar lugar a outro que comece a fase 2: PSDB e PMDB. Hoje o primeiro já foi indiciado, o inatingível, até então, sob Moro, AÉCIO NEVES. Se o presidente concordasse com Valeixo deixaria de haver crime? Soa muito FALSO ESTE HERÓI!

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  7. Apesar do tempo nebuloso, o país deve avançar. E, se ao invés de ser demitido ou se demitir, Moro passasse por uma situação pessoal gravíssima que não pudesse permanecer no cargo? Haveria uma comoção no país, mas vida que segue…outro ministro assumiria, possivelmente seria anunciada a paralização da Lava Jato, como tantas vezes já especulado, e o chefe maior da nação continuaria a honrar (ou tentar) seu juramento de posse. Nós, brasileiros, fomos forjados a acreditar que só há vida se os políticos nos permitirem viver, assim como a imagem vendida no exterior de que somos, apenas, o país do carnaval e do futebol. Qual o tamanho da grandeza do povo brasileiro e do nosso país? Há muita conversa fiada ao tempo em que muitos, muitos permanecem trabalhando para sobreviver, apesar do Corona, da saída do Moro e dos turbilhões que ainda enfrentaremos.
    Ana, tens a grandeza de pensamento que nos ajuda a refletir sobre o que vale a pena dar ou não grande importância.

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  8. Oi Ana. Acho nas democracias, sempre estamos optando entre o que achamos que seja o melhor ou menos pior. No segundo turno sempre será um pouco Fla x Flu. Não só no Brasil. Com certeza num embate entre Bolsonaro x Moro num segundo turno, será mais um Fla x Flu. Um abraço.

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  9. Ana, belíssimo artigo. Mt bom te ler.

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  10. Muito bem, Ana Paula. É isto mesmo. No momento político atual, qualquer imperícia poderá ser fatal. A própria Bíblia confirma isso, quando diz que “O precipitado tem menos chance que o tolo”. Só que o que andam fazendo com o nosso presidente já passou dos limites. Tornou-se o presidente mais traído de nossa História. É como se fosse um trombadinha que tivesse invadido um condomínio e agora querem fechar todas as saídas antes de linchar o suposto infrator. Ainda quero vê-lo fazer com algum desses desocupados, o mesmo que fez Churchill com um oficial subalterno, que vivia de criticar e tentar criminalizar cada ato seu: volta lá e fala com ele que eu fumo, bebo, jogo e ainda mando nele.

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  11. Henkel, estou de acordo com a prudência. O momento exige. Mas não há como negar que paira hoje uma dúvida sobre imagem pública de Moro. Não acerca da sua competência judicial, mas a sua deselegância pessoal. Quanto ao presidente, nada a declinar, parece ter saído mais forte do duelo, a menos que o futuro nos traga indecorosas novidades. Infelizmente, quem realmente perdeu foi o Brasil.

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  12. Afora algumas vozes isoladas que querem a intervenção, a maioria dos que apoiam Bolsonaro compreenderam que temos um governo tutelado pelo legislativo e pelo judiciário. Até o presente momento, o presidente tem agido com muita prudência para evitar um confronto com os demais poderes, apesar de estar sempre sendo provocado por eles. Chegamos ao ponto máximo nesta semana, em que uma afronta à Constituição pelo STF quase provoca uma ruptura institucional. Princípios são balizas, não se governa só com eles. Para chegar ao poder e saber como mantê-lo é preciso estratégia, e não se pode definir estratégia se não há informação. O cerne da crise político-administrativa, que gerou este verdadeiro tsunami político, é apenas uma luta pelo poder. Informação é poder.

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  13. Estou de acordo quando se fala em equilíbrio. Mas, passividade não. Infelizmente, a velha política está atacando, o Supremo legislando e interferindo em atribuições do Executivo. Assim, embora com doses certas, precisamos estar vigilantes e combatermos, dentro da lei, os males que tanto afligem nossa Pátria.

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  14. Ana Paula, como sempre, sensata e competente. A prudência, sem dúvida deveria prevalecer. No 1o. mundo, mais culto e menos ordinária a classe política,o país está em 1o. lugar.Em 16 meses de governo, com raríssimas exceções, você, a Revista Oeste, a antiga Crusoé e alguns “infiltrados do bem” nas redações e TVs, o governo Bolsonaro e sua equipe de ministros e 1/3 dos parlamentares e 1/3 do STF são decentes e dignos.Eu tinha 35 anos quando o governo militar passou a faixa para José Sarney. nos outros 35, minhas decepções sòmente cresceram, até surgir o tosco, grosseiro e impulsivo lenhador, Jair Bolsonaro. Obteve a vitória no 1o. turno com , no mínimo , 55% dos votos. Quem sabe matemática e avaliação dos graficos postados pelo TSE percebeu que seria impossível ele cair depois de apurados 80% do Nordeste e 20% do sul/sudeste. E já tinha 48% dos votos. A esperança retornou, mas a união das forças destrutivas, nunca vistas em país algum, pactuaram-se para derrubar JB. Nunca tivemos um ministério tão decente e trabalhador. Sobre Sergio Moro…fez um excelente trabalho ao desmontar a corrupção nas estatais e prender vários cabeças da quadrilha. Ao ser convidado para o governo, mudou. Acompanho cada passo da política e das intenções políticas no país. Sergio Moro foi cooptado para a trama iniciada em 01 jan 2019. Não mais se esforçou para continuar o trabalho da lava-jato. Sòmente se dedicou a Segurança, fazendo um trabalho regular, e creio, já sob o efeito da onda derrubadora de JB, pois, tinha que mostrar resultados em algum lugar. Teve a midia demolidora ao seu lado, pois o poupavam e castigavam JB. Estranho, não acha? Poupou o PSDB com a ajuda do STF e da câmara, que havia sido colocada de lado pelo presidente na escolha dos cargos de 1o. escalão. Nesses 16 meses, vergonhosamente, não permitiu que JB desse palpite na PF. Seria errado ? Sim !! Mas ele também não podia influenciar e paralisar as investigações importantes ao país e se fixar nos filhos de Bolsonaro, fake news e Marielle. Não fez nenhum movimento para descobrir os mandantes da facada, em comum acordo com os outros conspiradores. Infelizmente, ele manchou, sim , sua biografia. Se de fato, colecionou informações privadas entre êle e o Presidente, independente de serem corretas ou não, agiu como um grande traidor e “cúmplice”, por não ter acusado na primeira hora, e isso foi e sempre será imperdoavel !!

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    • Caracas, que belo comentário, tudo que eu queria escrever mas não conseguiria explicar tão bem. Parabéns.

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    • Perfeito! Traduziu os pensamentos da maioria dos eleitores de Bolsonaro, que torcem para esse país dar certo!

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    • Perfeito

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    • Adorei sua explanação, Sr. Edmundo. Exatamente o que eu penso. Hoje, há mais de 10 dias da decepção com aquele moço, já acho que ele fez de caso pensado, a pandemia era o momento oportuno para o “plano”. E o que fez, na minha opinião, não foi por ser a “coisa certa”, foi por amor ao poder mesmo. O Brasil não precisava de mais essa, mas sigamos em frente.

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  15. Creio que não sejamos apenas torcedores de um interminável Fla x Flu, mas apenas não podemos endeusar qual lado seja. Gratidão pelo que foi feito pelo tal Juiz, não o deixa imune aos desprazer de suas recentes ações. Averiguar e discutir tal postura não denigre nem diminui quaisquer ato passado e contribuição, mas que atuais ações não condizem com a ilibada aura pela qual o mesmo goza, isso não pode ser descartado e colocado na gaveta de 2022, onde ai sim veremos. Não acredito que seja assim tão fácil ser passional e também não existe mal algum em dizer que sim fico ao lado do Juiz. Ninguém, com certeza, vai apedrejá-la em praça pública por escolher uma posição, apenas isso.

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  16. Moro é página virada.

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  17. A ironia do destino, aqui no Brasil, é que tivemos um ator político sem nenhuma prudencia, “escalado” pelas contingências conjunturais, para exercer um papel fundamental, que foi o de desbaratar a quadrilha petista e afrontar as corporações que consomem a República. É óbvio que não se trata de um conservador. Mas, é o que temos pro jantar. ]e estou com ele, até melhor juízo.

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  18. Boa noite. Ana Paula, gostei da tua visão. Ela me lembra um dito de Riobaldo na saga Grande Sertão Veredas. Qual?
    “Que isso foi o que sempre me invocou, o senhor sabe: eu careço de que o bom seja bom e o ruim ruim, que dum lado esteja o preto e do outro o branco, que o feio fique bem apartado do bonito e a alegria longe da tristeza! Quero os todos pastos demarcados… Como é que posso com este mundo? Este mundo é muito misturado”.

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  19. Agora, neste momento estou junto com seu Jair. Com os defeitos e virtudes.

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  20. Não espero de você que tenha um lado, mas que analise os fatos a luz da Constituição e do povo brasileiro.
    Me desculpe, mas este artigo não ajudou em nada.
    Uma pena…

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  21. Em vez de, A Era do GÊLO, vai ser , A ERA dos DILMOs, duas décadas de psicopatia causada por um Vírus mutante do bolivarianismo medíocre, que assolou nosso continente.
    Vetores principais; uma familiar de funcionários públicos parasitas. que no século, passado, pode ter se misturado com vetores de ladrões bolcheviques.

    Vou torcer, para minhas conclusões estejam erradas.

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Revista Oeste — Edição 37 — 04/12/2020

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