A vertigem da elite intelectual - Revista Oeste

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A vertigem da elite intelectual
A moral do bioma que vive na universidade, na “burguesia liberal” e na imprensa é fruto de preguiça, oportunismo e incapacidade de aceitar a decisão da maioria
10 jul 2020, 08:33

A elite intelectual brasileira, ou a nebulosa de indivíduos que imaginam representar o papel de intelectuais brasileiros na cena pública, criou ao longo dos dois últimos anos uma nova moral. Ela não enxerga mais a existência humana como algo que deve ser comandado pelas escolhas entre o bem e o mal, tais como um e o outro são definidos por princípios que toda pessoa decente sabe muito bem quais são. Não são ensinados em aulas de ciência política nem em editoriais da imprensa; fazem parte, simplesmente, do “universo moral” a que se refere Martin Luther King, em que vigoram leis de conduta que funcionam com a mesma exatidão das leis físicas. Essa nova moral esqueceu as opções universais que separam o certo do errado: a medida de todas as coisas passou a ser uma pessoa determinada, com CPF, identidade e ocupação conhecidos. Seu nome é Jair Bolsonaro.

Pelas novas leis morais em vigor, tudo o que se faça, diga ou pense em relação ao presidente da República é um ato de virtude se for contra ele; se for a favor, ou mesmo se for apenas neutro, é o mal. A partir daí, está encerrada qualquer possibilidade de debate político no Brasil. Quem é íntegro, patriota e comprometido com o bem comum e as boas causas, segundo a moral ora em vigor na sociedade que se considera civilizada neste país, tem de ser contra Bolsonaro, pouco interessando o que ele realmente faz ou não faz na vida real. Não vale mais o princípio, um dos pilares do “universo moral” de King, segundo o qual todo homem deve ser julgado por seus atos, e não por seus pensamentos; no caso, o homem é condenado apenas por ser quem é. Entregue à própria vertigem, a elite intelectual chegou ao ponto que todos podem ver agora: está negando ao presidente o direito à vida.

Não é possível haver nenhum tipo de moralidade sem compaixão — nem mesmo a que foi inventada pela elite brasileira para conviver com os seus rancores e canalizar frustrações mal resolvidas. Quando pessoas que se apresentam como porta-vozes de ideias, de cultura e de civilização dizem que “entendem”, ou aplaudem, um manifesto em que se deseja diretamente a morte de um ser humano, é inútil perder tempo tentando entender os argumentos que apresentam. Isso é sinal de que o seu aparelho mental deixou de operar de acordo com valores morais; já não é capaz de reagir aos estímulos mais elementares emitidos pelas noções do bem e do mal. O respeito à própria integridade, como se costuma dizer, é uma exigência da moral; o respeito ao próximo é um requisito da boa educação. No Brasil que transformou o antibolsonarismo em religião, não sobrou nenhuma das duas coisas.

Uma criança de 10 anos seria capaz de bater nesse governo. Onde está a valentia?

A moral desse bioma que vive na universidade, na “burguesia liberal” (que não gosta de ser chamada de “burguesia”, mas faz questão do “liberal”), nas redações de jornal e nos estúdios de televisão, entre outros habitats desse tipo, não é, naturalmente, moral nenhuma. É fruto, antes de mais nada, da preguiça para pensar; ter ódio sempre dá muito menos trabalho do que ter ideias. Logo depois vem o oportunismo — se no ambiente ao seu redor, sobretudo no trabalho, a fé da maioria exige que o presidente seja detestado, é bem mais seguro achar a mesma coisa. Pode até dar lucro, dependendo do seu empenho em concordar com o chefe. Juntam-se a incapacidade de sugerir alternativas coerentes para “esse governo que está aí”, a frouxidão de caráter e a irritação comum que tanta gente tem diante de pensamentos independentes. Enfim, há um combo perverso que une a incapacidade de aceitar decisões da maioria, quando o sujeito não está de acordo com elas, e o recalque de ter de dividir o Brasil com o povo brasileiro — não o povo dos cursos de sociologia, mas o povo como ele realmente é: evangélico, defensor da propriedade privada, contra o aborto, a favor da família, contra o bandido, a favor da polícia, admirador dos militares, bolsonarista e por aí vamos.

Pessoas que não precisam mais de trinta segundos para encontrar argumentos que justifiquem o ódio, a vingança e uma oração à morte como essa que acaba de ser feita gostam de ver a si próprias como espíritos livres de “convenções”. Apenas escondem, com isso, a sua incapacidade de sentir — ou de gostar sinceramente de outras pessoas de carne e osso. No fundo, não se importam com ninguém. Só dão valor aos próprios desejos — e só se sentem seguras cuidando deles. Acham mais importante definir-se como “de esquerda” antes de se definirem como seres humanos. Têm, enfim, a falsa coragem de bater num governo que cumpre a lei nos seus detalhes mais extremados e vive paralisado pelo medo de parecer autoritário. Não há risco nenhum em bater num governo como o de Bolsonaro, que tem mostrado a energia de uma minhoca para se defender; uma criança de 10 anos de idade seria capaz de bater nesse governo. Onde está a valentia?

O STF viola todos os dias a Constituição na cara de todo mundo — e a elite elogia

O efeito mais destrutivo da nova moral é ter criado um país legalmente incompreensível. Como tudo o que se pode fazer contra o presidente da República e o seu governo passa hoje por um serviço ao bem comum, à pátria e à própria humanidade, o STF viola todos os dias a Constituição na cara de todo mundo — e a elite elogia. Faz há quinze meses um inquérito ilegal contra bolsonaristas radicais, no qual nega aos advogados dos cidadãos que está perseguindo o acesso a uma parte dos autos. Prende pessoas sem apontar a elas os crimes que teriam cometido. Toma decisões secretas. Executa uma investigação penal que só o Ministério Público está autorizado pela lei a fazer. O que vale para uns não vale para outros.

Querer que o presidente morra não é crime; é um desejo, que pode ser pervertido do ponto de vista humano e insultuoso para os 58 milhões de brasileiros que exerceram seu direito legal de votar em Bolsonaro em 2018, mas é apenas isso, um desejo. Não há punição legal para desejos; só há as sanções que podem vir de quem os escuta. Quando Pedro odeia Paulo, fica-se sabendo mais sobre Pedro do que sobre Paulo — é o caso, precisamente. O problema é que os jornalistas que fazem militância em favor do presidente (“blogueiros”, como diz a mídia) deveriam ter tratamento igual. Por que um, o que escreve no jornal que está querendo que o presidente morra, é o autor de uma opinião, e os outros são autores de crimes? Dos dois lados, o que se tem é a manifestação de vontades, e não a execução de atos. Só que, no Brasil democrático de 2020, o primeiro ganha honra ao mérito como usuário do direito constitucional de livre expressão. Os demais, que nem desejaram em público a morte de ninguém, vão para a cadeia do STF.

Mais sobre o STF no artigo de Ana Paula Henkel nesta edição, “O ódio ilegal e o ódio do bem”

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65 Comentários

  1. Artigo fenomenal escrito com lucidez e clareza aliados à coragem e independência intelectual e moral. Jornalistas como esse orgulham a imprensa.

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    • Mestre, sinto-me no tempo da inquisição. Se não concordamos com as “elites” que não aceitam esse governo eleito, somos execrados em praça pública. Se discordamos dos semideuses do STF teremos nossas casas invadidas, seremos presos e condenados. E o pior, todos estão calados. Aliás, quase todos! Ainda temos vozes como a sua, da Ana Paula,Guilherme Fiúza e tantos outros. Ando triste com tudo isso que ando passando com meus 63 anos. Fique em casa! Usem máscaras! Elogiem o STF! Esculhambem o Presidente da República! Tristeza…

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      • Pareceu-me incorreção esse trecho: “Faz há quinze meses um inquérito ilegal contra bolsonaristas radicais”

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    • Parabéns e feliz aniversário, Mestre. Mais uma vez, consegiu organizar e colocar em claros parágrafos, o que irrita, preocupa e enoja a tanta gente.

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      • Esse com certeza é o Brasil de hoje. A esquerda perdeu as eleições mas não perdeu o poder, com instituições totalmente aparelhada pelo PT e seus satélites, por mais de 20 anos. A direita precisa deixar de ser silenciosa para enfrentar essa esquerda desesperada e disposta a tudo para não perder seu privilégios. A esquerda não é ideológica é corrupta.

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    • Como sempre, no ponto. Parabéns!

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    • Não tem como acrescentar uma vírgula para melhorar o texto. Impecável é a palavra mais adequada!

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    • Comentário excelente, foi fundo na análise sobre a esquerda que tenta influenciar de forma maquiavelica os brasileiros ainda sem uma estruturação política ou até mesmo em dúvida quanto às suas opções políticas.

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    • Nos meus 83,não conheci ainda nada sobre a nossa tão propalada
      democracia.Vou apagar sem conhecer.Sabem? Parece que passei batido
      neste mar de canalhas. Sempre senti que tive que trabalhar para produzir
      o bastante para o meu sustento e por INCRÍVEL que pareça dar boas
      gargalhadas das roubalheiras dos LALAUS politicos que sempre nos cercaram.Enfim,é isso aí,meu caro Guzzo,não adianta nada.

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  2. Parabéns Guzzo. O mesmo STF que proíbe que um criminoso seja sequer investigado (Verdevaldo), investiga e prende, inclusive jornalista, pelo hediondo crime de…opinião. Tudo com o beneplácito do atual PGR, e sob o tonitroante silêncio da grandiloquente (em outras coisas) OAB, ABI, mídia, e quejandos.

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    • Ainda bem que temos o GUZZO. Sensacional. Como sempre. Muito obrigado por mais uma aula.

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    • Parabéns pela lucidez e elegância, como de hábito, mesmo em tema tão espinhoso, e, também, pelo seu aniversário!

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      • Parabenizar pelos textos, é um tanto redundante, Guzzo. Pelo aniversário, não. Um abraço bem “chinchado” , como fazemos aqui nos pampas gaúchos.

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    • UAU!!! Obrigado.

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      • Parabéns Guzzo por existir!

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    • Eu acho que alguns ministros do stf , com minúsculas mesmo , não valem o que o gato enterra

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    • Algum anestésico foi aplicado. Testado quando a prisão em segunda instância caiu, procedeu-se ao retalhamento.

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  3. Parabéns Guzzo.

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    • Prezados amigos leitores da Oeste.
      Sempre sugiro aos “do contra” que esperem, pelo menos, até 2027. Aí sim, poderiam tentar alguma coisa. Pelo voto.
      Ficam indignados comigo.
      Paciência.

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      • Parabéns Guzzo por existir

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  4. Como sempre, Guzzo, você foi perfeito, artigo impecável!!

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  5. É isso ai Guzzo. Será preciso ser muito forte para aguentar tanta rebordosa de todos os lados. Imagine se um cara corajoso e determinado como o presidente recebesse apoio de pelo menos da 50% da mídia tradicional e outros tantos dos formadoras de opinião e da justiça como estaria nosso pais. Esta virose não seria muito fácil de administrar.

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  6. Parabéns Guzzo

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    • A gente ainda tem um fio de esperança nessa bagaça quando lê JR Guzzo. Obrigada!

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  7. “Os cães ladram e a caravana segue…”

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  8. Parabéns, J.R.Guzzo! Seu texto e muito claro e elucidativo!

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  9. Parabéns Guzzo,
    A sua clareza de pensamento sempre me encantou.

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    • Graças a Deus, temos você!

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  10. Apesar do belo artigo, ninguém faz nada para parar o STF!

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  11. Mais um excelente artigo de JR Guzzo, parabéns. Fica clara a constatação de que o discurso da “burguesia liberal” , que muda de assunto sempre que desmentida e sem pedir desculpas pela sem-vergonhice, é só achincalhe a qualquer coisa que o governo Bolsonaro faça. Estamos na lona, e infelizmente o governo federal está paralisado pelo “medo de ser tachado de ditadura” enquanto o supremo picota a constituição todos os dias. Está faltando um par de medidas duras – para começar a empatar esse jogo: dentro da lei, mas começando por prender pessoas que abertamente defendem a morte de um Presidente da República. Dentro da lei uma vez que prisões arbitrárias já ocorreram com a conivência dos que agora merecem o interesse da Polícia Federal para visita-los de madrugada. A lista é longa, e pau que bate em Jair….

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  12. Raio-x do mar de incoerências e hipocrisias que vivemos hoje no Brasil. Excelente artigo, Guzzo. Ler os colunistas da Oeste ainda me faz acreditar no bom jornalismo, em sua essência. Abraço!

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  13. Prezado Guzzo, gostei de tudo o que você disse. Tudo mesmo. Recordo neste instante um amigo meu morto precocemente faz 33 anos, que gostava de repetir sempre: “Ah! Não tem jeito não. Toda vez que a gente arruma o fubá o capeta derruba o jirau!”. Pois não é isto mesmo o que está acontecendo agora? Esperamos décadas para ter uma administração de direita (o fubá), mas o capeta (os descontentes) insistem dia e noite em derrubar o jirau (o governo)? Você diz textualmente que até uma criança de 10 anos pode bater neste governo e questiona onde estaria a valentia. Verdade. Onde estaria a valentia? Aqui na minha região se diz que o que dá jeito em brabeza de homem é chifre, mas creio que esta receita não seja aplicável em todos os contextos.

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  14. Obrigado Guzzo, de repente quem trabalha paga impostos e empregados quer educar filhos e netos como homens e mulheres pais e mães,,não concorda com OMS está excluído de opinar ,taxado de fascista obscuro pq não concorda com drogas aborto sexo desenfreado e não cultua o sacerdote Barroso ateísta q acredita no estuprador João de Deus. Faça menos favor!!!

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  15. Prezado Jornalista Guzzo. Estou na OESTE, por sua causa. Do livre pensar de todos os da Revista. Ressuscito todas às sextas-feiras e me liberto, um pouco, das amarras a que sou submetido outros dias. Parabéns!

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  16. Prezado Jornalista Guzzo. Admiro o livre pensar de todos os da Revista. Ressuscito todas às sextas-feiras e me liberto, um pouco, das amarras a que sou submetido outros dias. Parabéns!

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  17. O que mais se poderia dizer? Mas faço absoluta questão de parabenizá-lo pelo artigo.

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  18. Sugiro a todos que assim o quiserem que passemos a nos referir ao nosso ministro inquisidor como ALEXANDRE DE “TOUQUEIMADO”.

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  19. Parabéns Guzzo, mais um artigo genial elucidando o cenário complexo e revoltante em que nos encontramos. E o pior é que não se vislumbra uma luz no fim do túnel, ao menos não dentro dos limites a que estamos momentaneamente submetidos. O único caminho parece ser a intervenção nas instituições para forçar o reestabelecimento de nossos direitos constitucionais.

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  20. Maravilhoso como sempre mais um artigo do Mestre J.R.Guzzo.
    É de nos deixar estarrecidos ver o tratamento diferente que é dado a jornalistas que são a favor do governo e aos que são contrários a ele.
    Aliás, aqueles nem reconhecidos como jornalistas o são pelos poderosos, especialmente os grandes jornais e a Rede Globo, que os chamam de blogueiros apoiadores de Bolsonaro. Os outros, que desejam a morte do presidente e torcem pelo Covid-19, são considerados jornalistas e não cometeram crime nenhum, tendo apenas exercido o seu direito de livre pensamento, ainda que tenham agredido os princípios mais elementares da boa e civilizada convivência humana desde a vinda de Cristo ou, na pior das hipóteses, desde o Iluminismo.
    Pelo menos contamos com J.R.Guzzo e a Revista Oeste para dizer as verdades que têm de ser ditas.
    Parabéns e obrigado !
    .

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  21. Pela liberdade de expressão e pelo fim da ditadura da toga saúdo o artigo do brilhante Guzzo! Pena que temos políticos de rabo preso em todos escalões da república que justamente por isso não querem avançar com a pauta da Lava Toga e do impeachment de ministros do STF!

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  22. Perfeita análise da situação e do risco que estamos vivendo.

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    • Parabéns Guzzo!! Obrigado pela sua sensatez

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    • Parabéns MESTRE nem Anta nem egoista.

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  23. O que se vive no Brasil de hoje é a quebra de
    paradigma do pensamento, a extinção da unicidade das ideias e conceitos que vigoraram no país nos últimos 50 anos. A esquerda dita intelectual perdeu o comando das suas falsas verdades e virtudes. Se o presidente Bolsonaro não fizesse nada no campo administrativo, sua eleição já entraria para a história por tirar das sombras o pensamento e o caráter conservador brasileiro, retornando-o ao debate das ideias com seus valores e princípios. O intelectual conservador que sempre foi tratado como um pária no Brasil, agora pode exprimir seu pensamento, e esse contraponto é saudável, o país amadurece. O esperneio daqueles que perderam o protagonismo nada mais é do que a constatação de que hoje vivemos num país em que a ditadura do pensamento único é coisa do passado. O embate do era previsível, máscaras caem, outras surgem renovadas e limpas. Isso chama-se democracia e amadurecimento intelectual, apesar de muitos ainda negarem. O Brasil agora tem realmente pluralidade de ideias. Bem vindos ao novo país!

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  24. Guzzo, eu gostaria de ser o autor desse teu artigo, no qual identifico a quem você se refere, quando menciona a criação da nova moral pela elite intelectual, facilmente observada nas manifestações atuais, do meu ex ídolo FHC, e seus contemporâneos tucanos, que os imaginava repousando em berço esplendido e de repente se unem a Ciro, Haddad, Marina, Boulos e outras nulidades como o condenado Lula(que não foi), a participar de LIVE para a luta pela democracia, para derrubar Bolsonaro. FHC já pediu para que Bolsonaro renuncie para o bem do Brasil.
    Quando destaca em teu artigo, que o bem e o mal definidos como princípios, que toda pessoa decente sabe muito bem quais são, e que não é ensinado em ciência politica nem em editoriais de jornais, entendo claramente. Na leitura de editoriais da chamada imprensa tradicional como o Estadão, seus responsáveis diariamente tentam destruir o governo Bolsonaro, com ridículas manifestações de ódio, estas sim permitidas pela nossa democracia(?). O Estadão atualmente parece ser o órgão de comunicação do grupo FHC e assemelhados contra Bolsonaro. Escrevem com frequência FHC, Serra, Miguel Reale Jr. e outros, com destaque, em detrimento dos artigos de poucos, mas bons jornalistas. A proposito, entendo que esta na hora de revelar como FHC se comportou com a PF, com a imprensa e com os políticos, facilmente observado nos seus “diários da presidência”, que revelam alem desses comportamentos, um cidadão vaidoso e autoritário. Lembro que Bolsonaro esta respondendo inquérito promovido por meu ex ídolo Moro, por interferência na PF, sem sequer ter interferido, e hoje Moro o compara a Lula. Não sei o que houve com esse rapaz, para desprezar o único chefe de Poder que lhe deu crédito, porque tanto o Congresso como o Supremo, o odiavam. Lembro que Maia o tratava como funcionário do presidente, e o STF deu guarida ao famoso editor de hackers para verificar suas conversas com procuradores. É tudo muito estranho nesta democracia que vivemos.

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  25. Muito lúcido o artigo. Estou bastante alinhado ao pensamento, porém muito preocupado com o processo que está se desenrolando. Não há vestígios de bom senso, em nenhuma das partes o que gerará mais tensão. O impensável ocorrerá, e um preço brutal será pago por muitos.

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  26. Parabéns e obrigado Guzzo. Excepcional seu artigo.Algo deve acontecer em breve em nosso País, pois estamos assistindo um circo de horrores contra um governo legítimo, cujo único pecado é querer colocar nossa amada Nação nos trilhos novamente. Em que pese todas essas forças contrárias, o bem prevalecerá e seremos a Grande Nação desse século.

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  27. Excelente texto! Estamos vivendo em tempo onde a pluralidade e a liberdade de pensar diferente é defendida com vigor, mas isso só vale se você pensa igual a eles.

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  28. como sempre primoroso seu artigo, pelo menos alguns minutos de deleite no meio de uma sociedade cada vez mais louca Parabens pela sua coragem e resiliência muitos ja abandonaram a honra e seu papel de formadores e opiniao e se submeteram ao discurso da esquerda odienta

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  29. como sempre primoroso seu artigo, pelo menos alguns minutos de deleite no meio de uma sociedade cada vez mais louca

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  30. Vida longa ao Guzzo! Ao PR Jair Bolsonaro e toda sua equipe! Vida longa e próspera a todos aqueles que Pensam!! Saúde e Justiça aos seus detratores!

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  31. Sensacional!

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  32. BRILHANTE!!!! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

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  33. JR Guzzo brilhante na argumentação e na ética que o coloca em outro patamar da imprensa brasileira.

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  34. J.R. Guzzo,

    Por que uma coisa tão óbvia, mesmo aos olhos das pessoas mais simples e não letradas, é tão difícil de ser compreendida por tantas pessoas supostamente inteligentes?
    Com certeza, trata-se de cegueira provocada pelo radicalismo ideológico ou desonestidade intelectual, mesmo.

    Seu artigo está irretocável.

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  35. JR Guzzo
    Parabéns mas pena que esse artigo não foi publicado no jornal do seu Pereira

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  36. Excelente matéria ! A imoralidade do jornalista é realmente assustadora, ele atribui lógica ao cruel desejo assassino dele! Se isso não for suficiente e para esta elite abobalhado não é, sobra no jogo do vale-tudo os arroubos totalitários do STF , desde quando avocou para si função que não lhes cabe , de cunho persecutório, contra adversários políticos dos seus velhos “amigos”!

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  37. No fundo, o maior ódio dessa gente é a não reação do Presidente. Todos os dias eles o provocam. Estão doido pra jogar na cara dos eleitores do Bolsonaro que “eles” tinham razão: Bolsonaro é ditador. Só que eles não vão conseguir essa façanha. Vão continuar provocando e aumentando mais a indignação do povo. Nas urnas terão a respostas.

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  38. Caro J. R. Guzzo,
    Seu artigo é magistral. Não há mais o que comentar, você disse tudo!
    Parabéns!

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  39. Parabéns Guzzo pela matéria, sempre preciso e genial.

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  40. dê uma olhadinha na matéria de hoje no jornal O Pioneiro, Grupo RBS, de Caxias do Sul. Estão contestando a causa mortis de um paciente na cidade de Veranópolis, Serra Gaúcha. Eu, particularmente, recebi várias notícias do gênero, incluindo que os infectados em empresas metalúrgicas e frigoríficos não foram incluídos na estatística oficial. O que o ex-ministro Tasch disse, dias atrás, na CNN é que a informação sobre o coronavírus não é completa e causa mais prejuízos do que acertos na condução de políticas públicas. Como a gente tem dito que a estatística é boa somente com dados confiáveis e corretamente preenchidos, o problema continua sem o interesse da grande imprensa.

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  41. Excelente artigo com sua elegância de estilo e fina picardia. E fundamental e mais que nunca haver iniciativas como esta da Oeste e vejo que muitas outras se espraiando pelo Páís para manter vivo o debate de idéias e pensamentos versus a mediocridade cada dia mais furiosa e irracional travestida em iluminados que por definição são excludentes,como se o passado de todos tivesse qualquer valor real para ser admirado.Penso e posso estar errado que mais reflete é o desespero não só da derrota mas da óbvia constatação que não representam o povo real do Brasil e perderam os :embustes circenses como papagaios populares. E incomoda ver que há mais brasileiros populares com maior legitimidade de representar autenticamente seu povo. E este desespero inclusive mostra o inicio do desmoronamento de grupos , corporações, desde os chamados Donos do Brasil e dos inconfessáveis mecanismos que sempre viveram do Estado e não para o Estado ou usando o público como privado fosse, monarquia tropical.E hoje se ofendem com o risco de terem que viver ou compartilhar com os brasileiros uma República ainda que já bem tardia ou a primeira experiência de uma economia livre e liberal.
    O que mais ofende a estes pretensos democratas é viver em um mundo com liberdade plena e precisarem agora além do figado exalando ódio, terem que buscar argumentos legítimos para contestar a realidade que brilha como sol do meio dia. Pois como todo ser não pensante, adoram ordem unida e autoritarismo!!!
    E ficam indignados que começam constatar que há dezenas de milhões que hoje se atrevem a se manifestar, num palco onde só querem algum palhaço ou ditador de araque!!
    Mudou o Poder real no Brasil e o Poder politico agora é inevitável que mude!!!

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  42. Que belo texto.

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  43. “Por que existe no país a ditadura das togas?” No Brasil – da pandemia para cá – entes estranhos que se encontravam no sótão da Justiça ressurgiram na Praça dos Três Poderes Carcomidos. Os corvos das togas conspurcadas. Aproveitaram -se ladinos, dissimulados e voltaram a sua tonitruância mefistofélica. Valeram-se de problemas familiares menores dos rebentos do Presidente para achacá-lo. Rachadinhas, assim chamadas, para depósitos e movimentações de hum milhão de reais? Torna-se ridículo esse valor confrontado às fortunas tungadas dos cofres públicos e logo, da população, o que foi feito nos anos de chumbo do PT e seus satélites. Mas o presidente – a quem chamam de tirano tosco e execram 24 horas ao dia pelas TVs abertas – que por sinal que tem concessões e sinais do próprio governo – continuam difamando ao mesmo através de jornalistas da pior espécie alugados para dizimar a sua honra. E a ABI de donos de joranis incompetentes para se manterem de pé e incapazes de prover com honra a sua atuação empresarial dispensam jornalistas independentes de caráter e boa índole e contratam estagiários formados nas universidades desbaratadas de ratos progressistas e reitores social comunistas. Um juiz do Supremo, um professorzinho medíocre que cabalava votos no congresso para virar defensor do partido na corte veio de lá do Paraná. Foi o mesmo que tendo libertado um monte de bandidos e políticos da sua organização e militância, deixou morrer sem lhe dar a prisão domiciliar um conterrâneo de outro partido que com covid-19 morreu na prisão. Com 77 anos. O que dizer de um cormo assassino desses. E a grande imprensa, vergonhosa, covarde, em silência. O srs Lula, José Dirceu e a ex terrorista Roussef são donos de bilhões garfados do Estado e da Petrobrás e tem sítios, fazendas, apartamentos na Pauliceia e são soltos pelo ex advogado do PT que transformaram em juiz da suprema corte para chefia a quadrilha de togas. E o Presidente, por estranhos fluidos, recuou até nas manifestações rotineiras de seus eleitores, agraciados com a expectativa de tempos melhores, da volta dos bons costumes dos princípios e do fim da gatunagem pecuniária e moral dos cinzentos anos de chumbo da organização criminosa que se instalou no país. uma traição no staff presidencial foi a senha junto com a pandemia para o ato covarde, ousado e fraudulento dos corvos enrustidos. O líder dos corvos, um caõzinho amestrado que advogara pela organização retomou a marcha da abominável trituração da Constituição. A penúltima delas com o auxilio do paranaense baba ovos e com o ex defensor do PCC – vejam a folha corrida dos ditadores de togas – delegou a esse ser o delegado, o juiz , o investigador, o auditor e o tudo pode. Para isso foi encomendado ao discípulo do decano de 31 nos de prevaricações, um prolixo de baboseiras anti jurídicas que tomavam 2 horas e 34 minutos de pareceres tomados emprestados de juristas de renome mortos que não cederam os direitos autorais para a prática de esbulhos. Mas o charlatão comunista e ex advogado de Boulos e do MST assim o fez. Recebeu louvações do chefe. E tudo ficou por isso mesmo. O mal que nos aflige é um só. Somos um povo covarde de uma sociedade acomodada e complacente. É a complacência é o que nos move, Não temos entre nós homens com H maiúsculo como tivemos em 1964, Um presidente refém de familiares ou de si mesmo, e a esperança do povo, as Forças Armadas que se curvam e aceitama imposição de um mercador de sentenças rudimentar, com suas faculdades atulhadas de arrogância que empoderam mediocridades como as da OAB dominado há tempos por imberbes despreparados que maculam a grande classe dos advogados , esse senhor expõe À luz que os nossos gerais também são complacentes mesmo diante da farra de ofensas graves aos direitos fundamentais dos cidadãos, da liberdade de expressão que só é permitida para os vândalos da grande e infecta imprensa que se aproveita da pandemia para invadir os lares de reféns desta mesma cáustica doença e impingir-lhes as mais absurdas fake news num massacre abominável? Aonde estamos? Perdemos a vergonha, presidente, generais, travestis de juízes e de cidadãos de segunda classe.? Aonde estamos? Às portas do inferno, porque somos um povo medíocre e não reagimos,? Basta de sermos complacentes com bandidos? Não podemos fazer meia justiça movida por interesses individuais. Precisamos ser honrados e pensar que amanhã estaremos todos mortos mas que fomos dignos de lutar por um país melhor senão para nós mesmos mas para nossos filhos e netos. Hoje causa nojo viver num país de tantos bucaneiros que ultrajam a nossa honra e nos envergonham com suas mentiras, cinismo, hipocrisia, jactância e falta de caráter. Nem a pandemia deu jeito no caráter dos brasileiros. Os canalhas usaram até a pandemia para nos roubar, mutilar e desrespeitar. Basta de complacência. Não é possível que não exista um homem com H maiúsculo no país. um presidente do senado ou do congresso que não seja imberbe e falso lider. Que tenham a coragem de lutar pelos seus verdadeiros patrões e que lhes pagam altas remunerações absolutamente indevidas. Generais que assistem a cavalgada dos bandidos que implodem a sua tradição alterando fatos graves. Um presidente que prometeu combater a corruptos mas se curva diante de togas conspurcadas que protegem e dão guarida a criminosos que assaltaram o povo faminto e desprotegido. Em qualquer país do mundo esses facínoras seriam condenados à morte ou a prisão perpétua. Aqui são reverenciados por marginais da ideologia dos abutres e dos chacais. . BAsta de complacência. Nem a pandemia nos alertou para a decadência do país governado por togas que executam as esperanças de um povo que precisa deixar de seu complacente. Se até os generais de hoje que não honram os heróis do passado se recusam ou se aliam ao status quo, urge que saibamos sair da letargia e desta maldita complacência e do laissez-faire que nos nos levará a um abismo sem retorno. De nada valem a reforma da previdência, a reforma tributária, a compressão de representantes nas diversas câmaras, se não fizermos a mais urgente das reformas do país. A reforma do caráter dos cidadãos medíocres que nos desgovernam. Brasília e seus três poderes carcomidos precisa ser toda reformada e restaurada o regime. Esse que aí está é apenas o dissimulado poder de homens ridículos, sem brio, gananciosos e que que morrerão como todos os indigentes. Na cova rasa do ostracismo de cidadãos envergonhados com o que se passa na consciência dos corvos da república.

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