Acordo UE-Mercosul vai sair, assegura Tereza Cristina - Revista Oeste

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Em 30 set 2020, 09:10

Acordo UE-Mercosul vai sair, assegura Tereza Cristina

30 set 2020, 09:10

Ministra afirma que será vantajoso para os dois lados

acordo ue mercosul

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, durante o lançamento da Câmara da Cerveja | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai sair, apesar do vai-e-vem do texto. “É vantajoso para os dois blocos”, observou, em entrevista ao Fórum Valor Reconstrução Sustentável, na terça-feira 29. De acordo com a ministra, a agricultura da Europa não cresce há anos. “Eles vão ser cada vez menos competitivos em comparação ao Brasil. E isso assusta o produtor europeu”, salientou.

Leia também: “O Itamaraty e os rumos da política externa”, entrevista exclusiva com o chanceler Ernesto Araújo publicada na edição n° 18 da Revista Oeste

A ministra também rebateu as críticas ambientais dos europeus sobre o Brasil. “A Europa, hoje, tem uma matriz energética que vem do carvão, do petróleo. Eu sei que eles estão trabalhando nisso, mas a nossa matriz energética é muito mais limpa”, garantiu, ao destacar que as cidades e não o campo prejudicam o meio ambiente. Segundo ela, a agricultura mundial impacta apenas 20% no problema de emissão de gases de efeito estufa.

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8 Comentários

  1. Essa é do competentíssimo time de ministros de Bolsonaro.
    Parabéns ministra

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  2. É isso que muito me intriga: …”um acordo vantajoso para os dois lados”. Como assim vantajoso para os dois lados, cara pálida? Desde quando isso é verdadeiro? Desde quando duas pessoas negociam em que essas duas pessoas saem lucrando? Alguém em algum momento nessa cadeia está levando prejuízo, com certeza. Por que os produtores europeus não estão gostando desse acordo? Será que serão prejudicados ou então querem tirar mais proveito disso? Enfim, são só perguntas.

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    • Simples. Eu tenho arroz.voce tem feijão.
      Te vendo meu arroz e te compro teu feijão.
      Pronto os dois podemos comer nosso arroz com feijão.

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    • Prezado Paulo, já dizia Vinicius de Moraes, a vida é a arte do encontro.
      Se não fossemos capazes de negociar, de nos unir em temas de interesses mútuos, não teríamos chegado até aqui como chegamos.
      A venda pura e simples já é uma troca de interesses em que ambos, obtem o que desejavam!

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  3. Muito simples, a Europa precisa dos alimentos produzidos no Brasil, que os tem pra vender. Apenas resistências protecionistas dificultam o acordo que, no geral, interessa a ambas as partes.

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  4. Entendo que o acordo é vantajoso para as duas partes envolvidas. A dificuldade, além da criminosa campanha mentirosa de cunho ambiental, é encontrar pontos de convergência que atendam os anseios de ambas as partes. No meu modesto entendimento um contrato só é bom quando agrada às duas partes.

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  5. Doido pela chegada dos carros europeus.
    Não vejo a hora de deixarmos de pagar pelos carros mais caros do mundo.

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  6. A verdade é que a Europa não consegue ser autossuficiente em alimentos. A Europa não tem espaço para criação de animais. A Europa subsidia, em especial a França, os seus agricultores, gastando fortunas anuais e não é autossuficiente. Logo, o Brasil é, sem nenhuma dúvida o único, friso, o único com capacidade de alimentar a Europa e muitos países de Ásia, então essa narrativa de meio ambiente alimenta as mídias, só isso.

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