Acusado de matar candidato em MG se entrega à polícia

Edição da semana

Em 28 set 2020, 07:20

Acusado de matar candidato em MG se entrega à polícia

28 set 2020, 07:20

Jorge Marra, então secretário de Obras do município de Patrocínio, efetuou quatro disparos contra Cássio Remis

acusado

Crime ocorreu depois de uma transmissão ao vivo. Marra é o homem usando máscara
Foto: Reprodução/Facebook

Acusado de assassinar o candidato a vereador Cássio Remis (PSDB), em Patrocínio (MG), o ex-secretário de Obras da cidade Jorge Marra garante que agiu em “legítima defesa”. Enquanto o secretário prestava depoimento no domingo 27, houve protesto na porta da delegacia. O candidato foi morto na quinta-feira 24, depois de fazer uma live nas redes sociais. Na transmissão, ele mostrava obras que estavam sendo feitas em uma avenida da cidade próxima ao imóvel onde começaria a funcionar o comitê de campanha do prefeito da cidade, Deiró Marra, irmão do ex-secretário. O candidato a vereador afirmava que a obra era para beneficiar o comitê.

Conforme noticiou Oeste, o então secretário chega ao local onde estava Remis enquanto ele fazia a filmagem, aproxima-se e toma o telefone celular. O candidato, então, vai até a Secretaria de Obras em busca do aparelho e encontra Jorge Marra, que o mata com quatro tiros no meio da rua. A legítima defesa foi justificada pelo ex-secretário por causa da discussão que teve com o candidato nesse momento. Ainda não se divulgou o endereço da prisão onde Marra está detido. Ele se entregou à polícia no domingo. As negociações com os advogados do suspeito duraram dois dias, com prisão preventiva decretada pela Justiça na semana passada.

TAGS

*O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

3 Comentários

  1. Enredo conhecidissimo na justiça brasileira. Legítima defesa. Tem gente que cometeu crimes ainda mais violentos, até genocídio, e estão soltos. Com este tal será idem, idem, a mesma coisa.
    De outro lado é certo que seu irmão não será REELEITO. Perdeu.
    Na filmagem que vi o “brutamontes” tomando o celular, deve o “leão de chácara” ser um anjo.
    Ninguém tem o direito de tirar a vida do outro. Que legitima defesa que nada! E O tal secretário, parte do nepotismo que deve tbm ser apurado, certamente alegará que foi surpreendido em CASA, na sua prefeitura.

    Responder
  2. Este assassino deveria pegar prisão perpétua. Espero que as manobras jurídicas junto a STF, STJ etc não permitam que este facínora fique solto por muito tempo.

    Responder
  3. Suspeito ????? como assim ???? foi ele que matou….existe dúvida ??

    Responder

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a nossa newsletter

Colunistas

Vacinação sem vacina

Falar em obrigar a população inteira a se vacinar — com uma vacina que não existe — significa o quê? Um negócio da China?

Supremas diferenças

Ao compararmos o STF à Suprema Corte dos Estados Unidos, o choque é violento

A coerção e o coronavírus

A necessidade de restrições ocasionais não deve abalar os fundamentos do verdadeiro liberalismo, sustentado no “inovismo” e no “adultismo”

Uma nova doença: o vício em desculpas

Poucas figuras públicas têm a força de caráter para se recusar a pedir desculpas aos identitaristas, que gostam de desempenhar o papel de vítimas permanentes

Você não pode perder

Ciência, que é bom, nada

Ciência, que é bom, nada

"Desde o começo da epidemia a discussão vem sendo assim: política em primeiro lugar", afirma J.R. Guzzo...

A VOZ DAS REDES

Uma seleção de tuítes que nos permitem um olhar instigante do mundo, ajudam a pensar e divertem o espírito

LEIA MAIS

Oeste Notícias

R$ 19,90 por mês