‘Brasil está mais do que pronto para fornecer alimentos’, afirma ministro

País provou que 'agricultura pode ser fonte de crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental'
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O ministro da Agricultura, Marcos Montes
O ministro da Agricultura, Marcos Montes | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Marcos Montes, ministro da agricultura, afirmou que o “Brasil está mais do que pronto para fazer sua parte no fornecimento de alimentos” para o mundo. A fala ocorreu na quarta-feira 18, em uma cúpula sobre segurança alimentar em Nova Iorque, realizada sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Como um dos maiores produtores e exportadores de comida do planeta, posição que alcançamos por meio do desenvolvimento de um modelo de agricultura tropical altamente eficiente, no qual coexistem diferentes sistemas de produção, o Brasil está mais do que pronto para fazer sua parte no fornecimento de alimentos”, disse Montes durante a Global Food Security. O encontro contou com representantes de mais de 30 países.

Em sua fala, o ministro da agricultura destacou alguns avanços brasileiros no setor de alimentos. “Alcançamos até três colheita por ano na mesma área”. Ele lembrou que o Brasil vem “apostando” em ciência e inovação nas últimas cinco décadas, aumentando a produtividade com sustentabilidade.

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Alimentos sustentáveis

“Com menos de 30% do nosso território dedicado à agricultura e à pecuária, provamos que agricultura pode ser fonte de crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental”, afirmou o ministro. “Estamos cientes de nossa responsabilidade como fornecedores confiáveis de alimentos de qualidade diante da crescente demanda global. O Brasil é um dos únicos países do mundo capaz de aumentar sua produção sem incorporar novas áreas à atividade produtiva. Entretanto, o sucesso do modelo brasileiro depende da integração de diversas cadeias produtivas de insumos e da produção de alimentos.”

Aumento da fome

Na cúpula, Montes afirmou que o Brasil “acompanha com apreensão os níveis crescentes de insegurança alimentar ao redor do mundo no contexto da pandemia da covid-19 e de sucessivas crises globais”. O Ministro destacou que depois de “décadas de notável e contínuo progresso”, a fome no mundo voltou a crescer, distanciando a comunidade internacional de erradicá-la até 2030 — “meta estabelecida nos objetivos de desenvolvimento sustentável” da ONU.

Ucrânia preocupa

Segundo o ministro da agricultura, o Brasil está “particularmente” preocupado com os impactos da invasão russa à Ucrânia.

Os “efeitos deletérios deletérios” do conflito, “não apenas comprometeram a importante produção e exportação de alimentos daquele país, como também desestruturam profundamente as cadeias globais de suprimentos de commodities e insumos essenciais — como os fertilizantes — estão expostos ao risco da escassez e alta de preços”, analisou. “Como sempre, os países em desenvolvimento e os grupos mais vulneráveis são desproporcionalmente afetados. Há sérios riscos de recrudescimento da insegurança alimentar e da fome, em especial, dos países importadores líquidos de alimentos.”

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2 comentários Ver comentários

  1. Quando as autoridades e empresários da agropecuária vão entender que seus produtos que alimentam o mundo estão caríssimos para a pobre população brasileira?. Se não sabem vou dizer que em 2019 uma garrafa de 900 ml. de óleo de SOJA custa R$2,60 e atualmente R$9,60 e um pacote de 500 g. de CAFE moído custava R$7,50 e hoje R$19,50. E a CANA (açúcar e álcool), MILHO, CARNES, etc.etc.
    E não me venham dizer que a culpa é da PETROBRAS que com sua Paridade de Preços Internacionais que pratica em seus preços, como políticos desonestos e velhaca imprensa tentam nos fazer de idiotas. Esta claro que o negócio agropecuário também pratica a PPI, quando poderia ter a iniciativa de estabelecer entendimentos com o governo para priorizar o CONSUMO INTERNO com qualidade e preços.

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