Brasil será autossuficiente na produção de fertilizantes, diz Tereza Cristina

Neste mês, o Mapa vai lançar o Plano Nacional, para enfrentar as carências do setor
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Tereza Cristina, ministra da Agricultura
Tereza Cristina, ministra da Agricultura | Foto: Guilherme Martimon/MAPA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve lançar neste mês o Plano Nacional de Fertilizantes. A iniciativa pretende trazer autossuficiência para o setor no país.

“[Com] esse plano nós podemos alcançar a autossuficiência [de fertilizantes] em 30 anos”, disse a ministra Tereza Cristina, em entrevista à TV Brasil, na segunda-feira 7. “Agora, é claro, que não depende só do governo. O governo está fazendo um plano com nove ministérios, mas também com a iniciativa privada. Nós precisamos de investidores que venham investir na exploração.”

Dependência de fertilizantes importados

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Ela comentou que os “Estados Unidos têm 80% de produção própria e 20% de importados” e que a China “está mais ou menos nesse patamar”. “O Brasil, com essa potência do agro que é, tem de chegar a esses patamares de maior autossuficiência”, explicou.

Atualmente, os produtores brasileiros importam 80% dos fertilizantes que consomem. As principais carências são de nitrogênio, de fósforo e de potássio. Entretanto, o país tem recursos minerais em quantidade suficiente para sanar o problema.

Potencial inexplorado

No caso do potássio, a ministra citou as reservas no município de Autazes (AM), a cerca de 100 quilômetros da capital, Manaus. Segundo Tereza Cristina, a quantidade disponível no local poderia trazer tranquilidade ao país quando começasse a ser explorada.

Uma empresa do setor privado já possui o direito minerário e tem interesse em dar início à produção. Contudo, o projeto está em fase de licenciamento ambiental. “Temos um Código Ambiental e Mineral muito rígido, que faz com que isso demore muito mais para acontecer”, afirmou a ministra.

Publicada na Edição 102 da Revista Oeste, a reportagem “Potássio para dar e vender” revela a quantidade do mineral em Autazes e os entraves que impedem a exploração desse depósito, que pode suprir a demanda brasileira por 200 anos.

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