China começa a comprar milho do Brasil

Os chineses aderiram aos fornecedores brasileiros para reduzir a dependência em relação aos Estados Unidos e à Ucrânia
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Debulhadora de milhos | Foto: Reprodução/Aegro
Debulhadora de milhos | Foto: Reprodução/Aegro

A China deve receber o primeiro carregamento de milho do Brasil em dezembro. O navio Iris Star partiu do Porto de Santos na semana passada com uma carga de quase 70 mil toneladas do grão para o país asiático.

Um acordo assinado no começo do ano facilitou o comércio do produto entre as duas nações. Os chineses decidiram importar o grão brasileiro para reduzir a dependência dos fornecedores norte-americanos e ucranianos, sendo os últimos comprometidos em razão da invasão russa.

Com 1,4 bilhão de habitantes para alimentar, o país asiático consome quase 300 milhões de toneladas de milho por ano, sendo cerca 20 milhões delas importados. Por sua vez, o Brasil vai produzir por volta de 125 milhões de toneladas desse grão em 2023 e consumir pouco menos de 80 milhões de toneladas.

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Desse modo, o mercado nacional possui oferta excedente para vender a outros países. Essa produção faz com que os produtores brasileiros figurem na segunda posição entre os exportadores de milho. À frente, apenas os Estados Unidos, responsáveis por suprir 70% das importações chinesas desse item no ano passado.

Em 2023, a China deve comprar 5 milhões de toneladas de milho do Brasil, de acordo com a estimativa dos exportadores brasileiros. Considerando o preço médio praticado por tonelada embarcada no país ao longo de 2022, essa quantidade pode representar US$ 1 bilhão no ano que vem.

Sem contar com o mercado da China, as vendas de milho do Brasil no mercado externo renderam US$ 4 bilhões, somando os embarques entre janeiro e outubro. Até o momento, o Irã segue como o cliente mais importante desse produto: US$ 700 milhões por pouco mais de 3 milhões de toneladas.

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