Cidades de SP formam novo corredor de inovação do agro

Iniciativa tem apoio da Embrapa e dos governos federal e estadual
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10% das <i>startups</i> do agro estão na região
10% das startups do agro estão na região | Foto: Kaspars Grinvalds/Shutterstock

Um corredor de inovação do agronegócio está sendo formado no interior do Estado de São Paulo. A iniciativa integra as regiões de Jaguariúna, Campinas, Piracicaba, São Carlos e Ribeirão Preto. A novidade foi apresentada na segunda-feira 25, durante a Agrishow, uma das maiores feiras do mundo de tecnologia aplicada ao agro.

A proposta é ligar os centros tecnológicos e ambientes de inovação que já existem na região com as empresas e os proprietários rurais. Desse modo, eles poderão compartilhar recursos, conhecimento e competências e impulsionar a inovação aberta e o empreendedorismo.

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O projeto conta com o apoio do Ministério da Agricultura (Mapa), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e do Sebrae-SP.

No trajeto de 250 quilômetros que separa as principais cidades, existem centros de pesquisa de ponta para a agropecuária. Entre eles, estão alguns campi da Unesp, da USP e da Unicamp, bem como unidades da Embrapa. Além disso, cerca de 10% das agtechs do país (startups do agro) estão na região, de acordo com o Mapa.

“A grandiosidade desse território para a inovação agropecuária é notória”, disse Stanley Oliveira, chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital. “Aqui encontramos instituições centenárias, como a USP/Esalq e o Instituto Agronômico, entre outras que vão além do agro, permitindo a colaboração com diferentes recursos e perspectivas. É um verdadeiro celeiro não apenas de conhecimento e tecnologia, mas de recursos humanos de altíssimo nível e que são base para um ecossistema de inovação vibrante.”

O corredor de inovação do agronegócio em números

O trajeto de 250 quilômetros de Jaguariúna a Ribeirão Preto conta com cerca de 3 milhões de habitantes. A região contribuiu com cerca de mil profissionais de ciências agrárias formados anualmente, conforme os dados de um estudo da Embrapa e do Mapa.

São 112 instituições de ciência e tecnologia, sendo 32 delas ligadas diretamente à agropecuária, 52 ambientes de inovação, cinco unidades de pesquisa da Embrapa e 168 agtechs.

Leia mais: “O Brasil vai alimentar o mundo”, entrevista concedida por Celso Moretti, presidente da Embrapa, para a Edição 103 da Revista Oeste

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