Rússia vai taxar exportações de fertilizantes

Alíquota entra em vigor em janeiro e se aplicará a cargas com valor acima de US$ 450 por tonelada
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Armazém de fertilizantes | Foto: Divulgação/CNA
Armazém de fertilizantes | Foto: Divulgação/CNA

O governo da Rússia vai taxar a exportação de fertilizantes. A alíquota deve entrar em vigor no mês de janeiro. A aplicação será apenas para as cargas com valor superior a US$ 450 por tonelada.

Confirmada nesta semana, a decisão já havia sido anunciada por Denis Manturov, ministro russo da Indústria e do Comércio. De acordo com Reuters, a Rússia responde por 13% da oferta global de fertilizantes minerais à base de potássio, fósforo e nitrogênio.

O Brasil está entre os principais destinos dos fornecedores russos. No mês de novembro, a média dos preços praticados pelos russos para os importadores brasileiros ficou em cerca de US$ 425, ou seja, US$ 25 menos que o mínimo para a taxação do produto.

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Em janeiro de 2022, entretanto, com a iminência da invasão russa à Ucrânia, o valor médio de cada tonelada do insumo enviado da Rússia ao Brasil ficou em US$ 585.

A quantia é a maior para o mês nos registros do Ministério da Economia. A série histórica teve início há 26 anos, em janeiro de 1997.

Dependência brasileira

Os agricultores brasileiros dependem da oferta de outros países para suprir 85% da demanda interna desse insumo vital para a agricultura moderna. Por meio dele, é possível aumentar a produtividade do solo e reduzir a necessidade de novas áreas para a produção de alimentos.

Em 2021, a Rússia respondeu por quase 25% de todos os fertilizantes importados pelo Brasil. Desse modo, o país enviou 9 milhões de toneladas do produto para o agronegócio brasileiro no ano passado.

Em 2022, até o momento, a dependência está menor. Ao longo de 11 meses deste ano, a Rússia enviou cerca de 7 milhões de toneladas de fertilizantes ao Brasil, ou seja, pouco mais de 20% de toda a importação nacional.

Leia também: “Potássio para dar e vender”, reportagem de Artur Piva para a Edição 102 da Revista Oeste

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1 comentário Ver comentários

  1. Como consequência, os alimentos ficarão mais caros e terão que ser taxados para a exportação dos mesmos. É o de sempre: Aumentam de lá, aumenta de cá e quem se ferra nisso tudo é sempre o consumidor final.

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