Seis Estados e o DF conquistam dispensa de vacina para febre aftosa

Metade do rebanho brasileiro de bovinos e búfalos deixará de ser vacinada
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113 milhões de cabeças ficaram livres da vacinação
113 milhões de cabeças ficaram livres da vacinação | Foto: Agência Brasil/ Divulgação

O Ministério da Agricultura (Mapa) vai suspender a vacinação contra febre aftosa em seis Estados brasileiros e o Distrito Federal. A medida passa a valer depois da última aplicação, em novembro. Desse modo, o Mapa estima que 113 milhões de bovinos e bubalinos deixarão de ser vacinados, o que corresponde a quase 50% do rebanho total do país.

Marcos Montes, ministro da Agricultura, comemorou a conquista, no sábado 30, durante a ExpoZebu — feira de pecuaristas que o corre em Uberlândia (MG).

“É uma conquista de todos nós, do Ministério, dos Estados e dos produtores rurais”, disse o ministro. “A certeza de que essa união vai fazer cada vez mais a nossa sanidade ser respeitada no mundo, como já é”.

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Os novos Estados são Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal e formam a lista. Esses Estados se somam a Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso, que atualmente são as únicas localidades do Brasil com a certificação internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação.

Zonas livres de febre aftosa

A suspensão faz parte do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, que é prevista no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA).

Para realizar a transição de status sanitário, é preciso atender ao PE-PNEFA, que está alinhado com as diretrizes do Código Terrestre da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

Entretanto, o reconhecimento internacional para os seis novos Estados e o Distrito Federal será pedido apenas no próximo ano. Para ser certificado como zona livre de febre aftosa sem vacinação, a OIE exige a suspensão da vacinação e a proibição de ingresso de animais vacinados nos Estados e regiões propostas por pelo menos 12 meses.

“O pleito não será apresentado à Organização Mundial da Saúde Animal no próximo ano, dando tempo para que os demais Estados executem as ações necessárias para a suspensão da vacinação e, assim, possamos apresentar o pleito de forma conjunta à OIE”, explica Geraldo Moraes, diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa.

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