Angela Merkel fala sobre desafios da Europa para os próximos meses

Edição da semana

Em 18 jun 2020, 12:30

Angela Merkel fala sobre desafios da Europa para os próximos meses

18 jun 2020, 12:30

Para a Chanceler Angela Merkel, os próximos meses serão inegavelmente de muitos desafios; Alemanha vai assumir a presidência do Conselho da União Europeia

Angela Merkel

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel | Foto: Bernhard Ludewig/Flickr

Em um discurso no Parlamento da Alemanha, a chanceler do país, Angela Merkel, falou sobre os assuntos que acredita que serão os principais nos próximos meses. No próximo mês, o país vai assumir a presidência do Conselho da União Europeia.

Merkel afirmou que o coronavírus representa o maior desafio da história da União Europeia. “A pandemia revelou o quão frágil o projeto europeu ainda é”, afirmou a chanceler.

Desafios

De acordo com Merkel, a pandemia mostrou que a Europa precisa ter mais responsabilidade global, pois os autoritários estão utilizando essa crise global para aumentar o seu poder.

“Eles querem minar o Estado de Direito, querem acabar com a dignidade das pessoas. Eles querem acabar com os direitos humanos”, afirmou Merkel, informa a televisão pública alemã Deutsche Welle.

De acordo com a primeira-ministra, o combate às fake news é um desafio que deve ser enfrentando pela Europa, não apenas no continente, mas em todo o mundo.

China

As relações da China com a União Europeia serão um assunto chave, apontou a líder da maior economia da Europa e a quarta maior do mundo.

Para ela, o diálogo deve ser franco e a Europa, inegavelmente, deve falar em uma só voz. Assuntos sensíveis, como a repressão chinesa em Hong Kong, portanto, não podem ficar de fora.

Desafios para o bloco europeu

Nesta sexta-feira acontece o EU summit. No encontro é esperado uma discussão acirrada sobre o orçamento do bloco e o pacote de auxílio econômico por conta da pandemia do coronavírus.

Em conversa com parlamentares conservadores, a chanceler afirmou que não espera um acordo sobre ambos os temas seja alcançado rapidamente. Em seu discurso, Merkel disse esperar um consenso até o final de julho.

A presidência do Conselho da União Europeia é rotativa e muda entre os países membros a cada seis meses. A Alemanha assume essa função no dia primeiro de julho.

TAGS

*O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

4 Comentários

  1. Frau Merkel e a Alemania estão cheios de problemas. Pangermanesimo a parte(Garschagen poderia dedicar um capitulo),os Alemaes – junto aos Franceses ( lease : Tratado de Aquisgrana) estão irritando partners da Comunidade que estão começando a intender o porque´os Filhos de Albion , preferiram sair da maior burocracia montada apos daquela que foi vigente na URSS.
    Quem tiver tempo pode se informar a respeito do que falou Mr.Bukovsky
    (12 anos presos num hospital psiquiatrico e agora residente na G.B.) e que avisou ,faz tempo,da sua formação.
    Economistas serios de varios Paises não se conformam com o fato que o novo Politburo de Bruxell cobra 1% do Pib ( e não do Pib per capita) e – depois ter pago uma absurdidade de gastos entre o Pessoal e outras despesas fixas – quer devolver indiscriminadamente as porcentagem relativas ao Recovery Fund e não com o sistema proporcional utilizado para ¨cobrar¨!
    A ¨Troika ¨ Merkel,Von der Laien e Lagarde insiste.
    O outro problema de Frau Merkel e´o Deutsche Bank. Depois das 18.000 demissões de funcionarios em 2019 agora tem que resolver o que fazer com os 42.000 bilhoes de Derivados que tem no seu Portafoglio. Michael Schneider e Jim Roger ( ex socio de Soros) sentem cheiro de queimado! Eu , que não sou economista , espero noticias de economistas idependentes para entender o que acontacera´. Por ultimo gostaria de entender essa sintonia teutonico-brasileira a respeito do combate a Fake-News e tbm entender quem são estes autoritarios que querem aumentar seu poder!
    Alles gute,Frau Merkel!

    Responder
    • Caro Giuseppe, muito obrigado pela sua análise e por sempre estar compartilhando as suas opiniões com a Oeste!

      Responder
  2. A Europa, em termos político ideologico, há anos vem tendo predominância de governos de centro direita E que não aceita o crescimento do que eles chamam de direita radical ou extrema direita.vejam so: centro direita no poder na França, Alemanha, República tcheca, Dinamarca , Noruega e outros, enquanto a Polônia, Hungria, Romênia, Eslovênia e Bulgária seriam.governos extrema direita. Outros países menores também são governados por conservadores como Estônia e Letônia. S Áustria também está catalogada como governo de direita radical. O imbróglio está aí. O centro direita deseja conter o avanço dos maia conservadores. Saindo da Europa, Austrália, Japão e EUA completam a força conservadora no planeta. Movimento de xadrez na política mundial

    Responder
    • Obrigado pelo seu comentário, Fred!

      Responder

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a nossa newsletter

Colunistas

O crime acima de todos

Não é que as instituições estejam funcionando mal, ou passando por alguma anomalia — ao contrário, elas são organizadas de maneira a tornar inevitáveis resultados como o que beneficiou André do Rap

O “cancelamento” contra a arte

Caso a sociedade se submeta a essa versão gourmetizada do stalinismo, nossos filhos e netos não terão o que ler, ouvir ou assistir

A segunda onda de hipocrisia

Em que pesem as comprovações de ineficácia dos lockdowns, enganadores como Emmanuel Macron fingem ter um mapa de bloqueio de contágio

Alerta: pesquisas à vista!

Por que as sondagens eleitorais erram tanto, como isso distorce o processo democrático e o que se pode fazer

O capitalismo pode salvar o mundo?

O sistema não é uma ideologia de laboratório, como o comunismo. É uma força viva, dinâmica, que há milênios se aperfeiçoa na satisfação das necessidades humanas

A coerção e o coronavírus

A necessidade de restrições ocasionais não deve abalar os fundamentos do verdadeiro liberalismo, sustentado no “inovismo” e no “adultismo”

Uma guerra civil nos EUA?

A mídia recusa-se a noticiar o que é evidente aos olhos de seus espectadores, e intelectuais argumentam que “saques e protestos violentos são vivenciados como eventos alegres e libertadores”

Você não pode perder

A VOZ DAS REDES

Uma seleção de tuítes que nos permitem um olhar instigante do mundo, ajudam a pensar e divertem o espírito

LEIA MAIS

Oeste Notícias

R$ 19,90 por mês