As piores eleições do mundo - Revista Oeste

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As piores eleições do mundo
A cura para a desgraça que são as eleições brasileiras é um conjunto de meia dúzia de providências simples como a tabuada
30 out 2020, 09:14

Num dos melhores momentos de sua viagem (viagem mesmo, em todos os sentidos) ao País das Maravilhas, Alice pergunta à Tartaruga Falsa quantas horas de aula por dia ela tinha tido ao longo do seu processo educacional. Dez horas no primeiro dia, responde a Tartaruga. Nove no dia seguinte. Oito no outro dia — e assim por diante, até o zero. Em suma: era um sistema por meio do qual todos aprendiam cada vez menos quanto mais o tempo passava. Nada mais natural no mundo incompreensível e, ao mesmo tempo, perfeitamente lógico no qual Alice havia entrado — mas só lá. Ou melhor: lá e no Brasil. Eis aí, na verdade, o retrato pronto e acabado do eleitorado brasileiro de hoje.

Já são 32 anos seguidos, desde que a Constituição Cidadã de 1988 desabou sobre a sociedade brasileira, que a população é obrigada de dois em dois anos, com a regularidade das fases da Lua, a votar nas eleições destinadas a escolher de vereador a presidente da República. Deveria ter sido tempo mais do que suficiente para os eleitores aprenderem a votar direito — expulsando da política a multidão de candidatos-bandidos que frequenta as campanhas, senadores que escondem dinheiro na cueca e mais do mesmo. Era o que estava previsto na melhor teoria. Quanto mais votassem, mais as pessoas aprenderiam a votar bem; começariam, então, a dar seus votos a candidatos mais comprometidos com o interesse público, e não a essa manada de vigaristas que anda por aí. Com o tempo, e de um modo geral, iriam sobrar apenas os bons elementos. Mas, obviamente, o aprendizado que os nossos doutores em ciência política imaginaram para o Brasil deu errado. Não é uma estimativa. É o que demonstram os fatos.

Quanto mais tempo passa — 32 anos, agora — menos se aprende. Em vez de melhorarem, os candidatos pioram a cada eleição. Em vez de escolher políticos menos ruins, o eleitorado manda para o governo os que são mais absurdos. Basta ver os que estão aí, em todos os níveis — alguém acredita, sinceramente, que a maioria desses governadores, deputados, senadores etc. etc. seja gente boa? Ou, ao contrário, que sejam uma das piores coleções de delinquentes já reunidas na vida pública brasileira? A prova mais chocante do colapso geral do sistema é a lista atual de candidatos para os 5.500 cargos de prefeito e quase 60.000 vereadores que têm de ser preenchidos nas eleições municipais deste mês de novembro. É um trem fantasma.

O que temos mais uma vez, nesse curioso processo de aprendizado ao contrário, é a costumeira aglomeração de casos perdidos. Qual “agência de checagem de fatos”, destas que estão terrivelmente em moda hoje em dia entre os veículos de comunicação, daria o seu selo de qualidade aos candidatos que concorrem, por exemplo, à prefeitura de São Paulo? É uma das maiores cidades do mundo; seu prefeito e vereadores teriam de ser as pessoas mais qualificadas do país para existir alguma chance, apenas isso, de lidar de maneira razoável com os problemas monumentais do município e as opções que há diante deles. Mas o que acontece é o exato contrário. Os candidatos impostos pelos partidos para a eleição de 2020 são os piores que temos desde o padre Anchieta, 466 anos atrás. Não conseguiriam governar um clube de pingue-pongue; querem mandar nos 12 milhões de moradores de São Paulo.

O voto distrital implode o sistema em vigor e elimina quase todos os seus vícios

Você sabe muito bem quem são eles. São políticos fracassados, que já tiveram todas as chances para errar e não perderam nenhuma. É gente que já governou e não fez nada que prestasse. São os perdedores de sempre, que disputam a eleição unicamente porque têm à disposição o dinheiro do “fundo eleitoral” que arrancam dos impostos pagos pelo público em geral. São os aventureiros de sempre — que, vendo o baixíssimo nível dos seus concorrentes, acham que vale a pena entrar nessa loteria. São as nulidades sem cura, os marginais mais ambiciosos e, em certos casos, os representantes do crime organizado — esses mesmos que o ministro Marco Aurélio manda soltar e o ministro Fachin protege; já proibiu os voos de helicóptero da polícia sobre as favelas, e agora quer proibir a revista dos visitantes que recebem quando estão na cadeia.

Votar direito como, se os candidatos são esses aí, abençoados pela Justiça Eleitoral depois de passarem, rindo, pelos seus filtros? O Brasil, aliás, deveria ter os melhores políticos do mundo — é a única democracia no planeta Terra que tem uma “Justiça Eleitoral”, com um tribunal supremo, 27 “tribunais regionais” (cada um com o próprio palácio), altos funcionários e um custo, para o cidadão, de R$ 9,2 bilhões por ano, ou R$ 25 milhões por dia. (A “Justiça Eleitoral”, como se sabe, é capaz de gastar mais em anos em que não há eleições.) Em resumo: é um fenômeno. Só que os governantes que saem dessa paçoca pioram, em vez de melhorar; está na cara que o papel didático da burocracia eleitoral está sendo um completo fracasso.

É uma penitência, realmente, ouvir várias vezes por dia no rádio e na televisão o ministro Barroso, que no momento é quem preside esse TSE, usar o dinheiro dos seus impostos para pôr no ar, mais uma vez, as eternas campanhas destinadas a ensinar como você deve votar. Como descrito acima, o resultado de tudo isso, em termos de qualidade dos políticos eleitos, é igual a três vezes zero. Mas é claro que as aulas de moral, de cívica e de responsabilidade social que o ministro gosta tanto de socar em cima do público vão continuar. Como justificar de outro jeito aqueles R$ 25 milhões que eles conseguem gastar por dia? Além disso, o TSE etc. etc. faz o ministro (Barroso hoje, um colega amanhã) representar diante do público mais um papel de homem “importante”. No mundinho deles, é algo que não tem preço.

A única cura realmente eficaz, e provavelmente definitiva, para a desgraça que são as eleições brasileiras, é um conjunto de meia dúzia de providências simples como a tabuada — e que não têm nada a ver com a “Justiça Eleitoral”, ou com a palhaçada geral dos discursos em defesa das “instituições”. A maioria dos brasileiros capaz de entender que dois mais dois são quatro, e não vinte e dois, sabe muito bem quais são elas. O pacote básico inclui, logo de saída, o fim do voto obrigatório. Junto com a eliminação dessa trapaça — vendida como “dever cívico”, mas criada unicamente para garantir a compra dos votos dos semianalfabetos e dos que não ligam a mínima para política —, teria de vir o voto distrital. Podem se gastar horas na discussão dos detalhes, mas no fundo isso significa o seguinte: o Brasil é dividido em 513 distritos, o número atual de cadeiras na Câmara dos Deputados; cada distrito terá exatamente o mesmo número de eleitores, e os candidatos só podem concorrer em um dos distritos.

O voto distrital simplesmente implode o sistema eleitoral em vigor e elimina quase todos os seus vícios. Acaba a farra dos Estados que não têm eleitores, mas têm pencas de deputados eleitos com meia dúzia de votos. Acabam os candidatos que têm 2 milhões de votos no Estado inteiro e elegem junto com eles picaretas nos quais quase ninguém votou. Acabam as despesas bilionárias das campanhas, pois os candidatos só podem ter votos num único distrito; não vão precisar de jatinho, comerciais de televisão etc. etc. Acaba a irresponsabilidade do candidato perante o eleitor: ao concorrer num distrito determinado, ele terá de assumir compromissos concretos para ser eleito — e o cumprimento das promessas que fez será cobrado na eleição seguinte.

Talvez mais do que tudo, o voto do brasileiro que tem título eleitoral em São Paulo ou em Minas Gerais passa a valer a mesma coisa que o voto do brasileiro que vive no Amapá ou em Roraima. São Paulo, por exemplo, tem hoje 70 deputados federais para uma população superior aos 45 milhões de habitantes — um representante para cada 650.000 moradores; o Amapá, com 750.000 habitantes, tem 8 deputados — um para cada quase 94.000. O voto do eleitor com título eleitoral de São Paulo vale sete vezes menos que o do eleitor do Amapá. Como pode funcionar um negócio desses? Para completar o novo sistema, a eliminação de quatro aberrações: o foro privilegiado, a propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na televisão, o “suplente” de senadores e deputados e os “fundos” partidário e eleitoral — tramoias que só servem para encher a vida pública com gente safada.

O efeito desse conjunto de mudanças seria instantâneo — daria resultados logo na primeira eleição. Resolve o problema de governadores, prefeitos e senadores — ou do presidente da República? Não, não resolve. Mas resolve a Câmara dos Deputados, as Assembleias Legislativas e as Câmaras de Vereadores — e isso aí já é um mundo. De mais a mais, não existe Executivo ruim com Legislativo bom — e nem Judiciário, quando se pensa um pouco. É por isso mesmo que os mais intransigentes defensores orais da democracia, das “instituições”, do “Estado de direito” etc. etc. etc. preferem pegar uma covid tripla a mexer no sistema eleitoral brasileiro. É com ele que ganham a vida. Não querem largar o osso.

Sobre o tema, leia também nesta edição a matéria “A Justiça Eleitoral é coisa nossa”

 

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59 Comentários

  1. A gente já sabe qual é a chave para o Brasil:
    1- prisão em segunda instancia
    2- fim do foro privilegiado
    3- reforma administrativa
    4- reforma tributária
    5- privatização

    O duro vai ser fazer acontecer porque quem decide não tem interesse por nenhuma dessas medidas.

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    • Concordo plenamente com as medidas sugeridas – bastam essas. Problema: como implementá-las? O presidente teria de querer e liderar, mas esse atual boicota tudo que prometeu fazer, pela reeleição. País deste tamanho, não educado, com tantas raças e pobre não converge!

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      • Antonio Rezende, de que cafundó vc. acabou de vir ? Da Argentina, da China, de alguma reunião com o Boulos no Psol? Quer dizer que tudo depende do Bolsonaro querer e liderar ? Admitamos que vc. não andou cheirando, que vc. não é mais um delirante infiltrado; façamos de conta que vc. é um cara de grande visão. Digamos que o Presidente leu seu recado e resolveu agir, segundo tudo o que vc. sugeriu. O que sua cabecinha privilegiada imagina que será a reação de Davi Alcolumbre, Rodrigo Maia, FHC, os Sinistros do STF, os Comunistas (seus camaradas) do Psol, do PT, e o resto da GANG ? O que vc. acha que eles vão fazer ? Mas, antes, diga-nos o que sua capacidade de percepção tem lhe mostrado que esses mesmos F. D. P., E VC. MEMSO, ANDAM FAZENDO DESDE 1 DE JANEIRO DE 2019 ?

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      • Esquerdopata infiltrado!!!

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    • Guzzo , concordo com tudo o que você escreveu . Mas o nosso político é a resposta de nossa sociedade , que por sua vez é resultado de nossa políticas educacionais . O político tem certeza que um povo mais educado não vota nele , e portanto só interessa em manter o sistema inalterado .

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      • Sérgio Mendes. Será que é o do “Brazil 66” ? Tá e daí ? O que vc sugere ? Pensa que o Guzzo vai lhe dar o caminho das pedras ? A nossa sociedade que vc cita, COMPREENDE VC. TAMBÉM. Assim como OS NOSSOS POLÍTICOS, COMO VC. TAMBÉM COLOCOU, FORAM ELEITOS POR VOTOS DE GENTE IGUALZINHA A VC. A educação nada tem a ver com a Escola formal que o politico controla. Isso corresponde à informação. Pessoas fora da escola oficial podem ter uma formação cultural e citadina dez mil vezes melhor. Basta que os pais entendam e enxerguem o quanto todas elas foram tornadas TÓXICAS por esses políticos mencionados por vc. Por falar nisso, reveja seus conceitos, suas ultimas conversas em casa com as crianças, os jovens e os adultos da sua família. Pense nas ideias que anda passando para eles – se é que faz isso. Se faz, observe se essas ideias estão fazendo efeito neles e se foram para melhor. A coisa é muito mais simples do que vc. imagina. Quer melhorar o mundo? O único modo garantido é fazer as pessoas mudarem para melhor. Como ? Começando vc. mesmo a se mostrar melhor hoje do que foi ontem. Não espere dos outros (como está esperando do Guzzo) o que vc. não vem sendo capaz de fazer com vc. mesmo: SE MELHORAR. Desculpe-me se minha incisão lhe pareceu grosseria. Não tive intenção de lhe agredir nem ofender. Mas, não vi outra maneira de contribuir. Abraços. Sem ressetimentos.

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      • Esse é o caminho, Guzzo! Mas sem elevar o nível dos políticos brasileiros, nada acontecerá. A políticalha podre e mal intencionada continua dominando. E pelo que estamos assistindo nessas eleições para prefeito e vereador, apesar de algumas exceções, continuamos no mesmo patamar da mediocridade. E o povo, desinformado e politicamente ignorante, escolherá os piores.

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    • Faltou a reforma do judiciário com fim de privilégios e metas de trabalho por produção

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    • Caro Sr Rezende…o senhor está delirando, só pode ser isso!
      Jesus, como pode um i****** dizer que o PR é que não quer lidar com as mudanças necessárias…?
      Não percebeu aínda que o Executivo no Brasil é refém de ter maioria no Legislativo? E que o nosso Legislativo é exatamente fruto do nó górdio da vigente legislação politico-eleitoral, nó este sobre o qual se debruça a brilhante matéria, de nosso genial Mestre Guzzo, tentando desvendar as saídas….
      E aí…me encontrava eu, depois da leitura de um texto genial, extasiado com a lucidez, clareza, competência no escrever…do Sr Guzzo, e de repente, com que a gente se depara?
      Com um estúpido! Que escreve uma confusão mental do calibre de : “com tantas raças e pobre não converge”
      Cidadão…vai estudar! Escrever é pra quem sabe… E tolerar a estupidez alheia tem limite!

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  2. Que texto, Guzzo!!! Mais um que merece estar emoldurado na parede para lermos todos os dias.

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  3. É para ontem a necessidade de mudança nesse sistema eleitoral tosco que temos!

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  4. Concordo em gênero, número e grau.

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  5. Parabéns Guzzo…mais um texto irretocável, perfeito! Não é tudo que poderia ser feito mas, nas suas próprias palavras, já é um mundo de melhorias!

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  6. Grande Guzzo !!!

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  7. Mais um fator seria essencial – eliminar o político profissional. Impôr limites para o sujeito na vida pública. Em alguns países (sérios) é assim: serviu duas vezes para um cargo? Parabéns, agora você está fora da vida pública. Acabaria com nulidades que ficam por aí 40 anos mamando nas tetas do Estado, sem fazer porcaria alguma.

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    • Como sempre, brilhante!

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  8. Guzzo, triste maravilha esse seu texto! Maravilha é o texto, triste nossa situação. Você tem razão. Não aprendemos a votar nesses 32 anos, e as perspectivas de que aprendamos algum dia vão ficando cada vez menores à medida que o nivel educacional do povo brasileiro vai piorando, sem esperança, por enquanto, de melhorar. Muito obrigada pela mente brilhante.

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    • Eliminar reeleição em qq nível.

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  9. Precisa a análise do Jornalista Guzzo!
    Decididamente este sistema eleitoral atual não atende e nunca atendeu as necessidades do País. Não podemos deixar de lado o “compadrio” entre muitos eleitores e candidatos, fazendo com que cada um tenha o representante que merece.
    Estamos mal, muito mal!

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    • Irretocável!

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      • Guzzo como sempre cirurgico!!!

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  10. Pois é Guzzo, vamos morrer de “velhinhos” e tudo vai estar na mesma.
    Que pena, as soluções são tão óbvias, mas…………..

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    • Mauro Costa! Não entendi sua mensagem. O que quis dizer? Vai parar de respirar ? Essa seu texto de duas linhas pode explicar a origem de quatro, ou mais, séculos de obscuridade. De cara, me lembra a ideia de que em 100% das Tiranias os déspotas, por mais que exagerem, nunca conseguem refletir a DIMENSÃO EXATA DA COVARDIA DOS SUBMISSOS A ELE. Cara, acorda, o universo só existe graças A MOVIMENTO, AÇÃO E REAÇÃO. Mortos são apenas aqueles que desistiram antes de lutar e dar sua contribuição pro Universo. Pouco importado qual seja ou o tamanho dela, desde que tenha sido o melhor que tentou. Acredite, é possível estar-se morto mesmo respirando, sabia ?…nem os vegetais se entregam. Embora alguns idiotas falem em estado vegetativo, sem saber do que falam.

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  11. Além do voto distrital, também o recall!

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  12. Bravo Guzzo!!! Se assim fosse, conheceríamos a civilidade. O problema, é que jamais seremos. São 520 anos de barbárie e decadência. O Rei Pelé tinha e ainda tem razão, porque continuamos não sabendo votar. E infelizmente, isso não mudará apenas no diálogo. O Brasil é um país esquizofrênico que vive idolatrando bandidos de estimação.

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  13. Mestre sou seu fã mas gostaria de fazer algumas ressalvas : não acho que votamos mal acho que os candidatos que nos apresentam é que são péssimos ou na maioria das vezes o sistema dá mais visibilidade ao candidato ruim em detrimento do bom. Fazem de propósito e não nos restam muitas alternativas. Tenho minhas dúvidas se o candidato distrital, que o cacique do partido irá permitir se candidatar, será bom ou apenas a metade do dobro!! “Se não fizer um bom governo será cobrado na próxima eleição”. Será? Se assim fosse não estaríamos elegendo o “mais do menos” como fazemos atualmente. Para finalizar o que acha de diminuirmos esse número de partidos e de políticos? Precisamos de tantos? Ah! Obrigado pelo texto você é imbatível…e olha que esse time da Oeste é extraordinário.

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    • Se isso é verdadeiro, vai a luta. Procure seus convivas, gente legal como vc. que pensa parecido, funde um Partido, Monte uma Associação, crie uma sociedade de bairro e DIVULGUE SUAS IDEIAS. Einstein quando começou a falar em relatividade todo mundo achou ele maluco e idiota. Para viver, teve de trabalhar de burocrata…E daí ? Ele foi em frente…acreditou no que percebia e entendia que fosse a luta dele, o sentido da vida que ele queria viver. Se não quiser fazer nada disso, entre nas redes sociais escreva boas ideias para qualquer um e todo mundo. Alguém haverá de lhe dar atenção. E, ainda que não dê, paciência vc. tentou e fez o seu melhor.

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    • Caro Alexandre,
      “Tenho minhas dúvidas se o candidato distrital, que o cacique do partido irá permitir se candidatar”.

      Simples: além das recomendações contidas no artigo do Guzzo, deve-se também permitir CANDIDATURAS AVULSAS!!!
      (e partidos locais/regionais também deveriam ser permitidos).

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  14. Excelente artigo mestre Guzzo, especialmente quando você comenta essa desproporcional distribuição de cadeiras na Câmara Federal, aos eleitores dos Estados. Em recente levantamento que fiz sobre as eleições de 2018, São Paulo tinha 33 milhões de eleitores, e 16 estados brasileiros somados, 31 milhões. Com os limites estabelecidos (constitucional?) de no mínimo 8 e no máximo 70 deputados por Estado, 31 milhões de eleitores elegem 145 cadeiras e São Paulo com 33 milhões elege somente 70 cadeiras. Portanto, não consegui eleger meu candidato que considerava o melhor de meu ex partido PSDB, logo, não posso cobrar de meu candidato suas promessas de campanha. Vale dizer que nesse levantamento, o único Estado brasileiro prejudicado nessa proporcionalidade é o de São Paulo, os demais grandes Estados estão proporcionalmente adequados no preenchimento dessas cadeiras.
    Entendo necessária uma reforma politica que reduza em no mínimo 1/3 de nossas casas legislativas representativas do eleitorado e o Senado a somente 1 senador por Estado. Para que 3 senadores no Amapá com população eleitoral de 512.110, no qual, com 264.798 foi eleito o senador Randolfe Rodrigues que votou contra as reformas trabalhista, previdenciária, MP 871 de combate às fraudes na previdência, o marco do saneamento básico, e outras medidas necessárias, e judicializa tudo contra o atual governo.

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  15. No que depender dos políticos brasileiros, tudo continuará como dantes.

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  16. Perfeito Guzzo. Acrescentaria que deveríamos diminuir o número de municípios, e consequentemente, o de políticos.
    Mea culpa, a minha geração se afastou da política e do serviço público, e foi cuidar de ganhar a vida na iniciativa privada. Deu nisso, os marginais tomaram conta.

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    • Aqui em São Paulo estamos em uma sinuca de bico:entre o Diabo e o coisa ruim.Dificil escolha,mas acho sempre que devemos votar de acordo com nossa consciência e as possibilidades para o momento.Sempre otimista acredito que tempos melhores virão.

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    • Uma dura , cruel e triste realidade exposta acima tão brilhantemente . A cada eleição vou triste e desiludida dar meu voto a politiqueiros. E não vejo interesse dos mesmos em mudar esta realidade .É preciso a partir do povo ir às ruas pressionar mudanças pq esperar por eles ……..

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  17. O Jornalista Guzzo consegue analisar com maestria os problemas Brasileiros, principalmente destacando a má vontade que os políticos têm em fazer a coisa certa, pois sempre trabalhar em prol de uma casta que só busca as benesses do Estado. Nada faz para melhorar a vida de quem vive honestamente e quer um Pais entre os mais desenvolvidos do mundo.

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  18. Excelente artigo Guzzo. como sempre. Vc aponta as mazelas do sistema politico, sugerindo as mudancas constitucionais. Beleza. Mas nao esquecendo dois pontos cruciais:
    1. A constituinte a ser eleita deve ser exclusiva e fora dos partidos politicos
    2. Nossa democracia eh manca pois o Judiciario nao eh eleito. Eleicoes para juizes e chefes de policia e muitos outros cargos politicos
    Abcs

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  19. Parabéns, Guzzo! Embora tua lucidez me faça sentir vontade de chorar diante da impotência do cidadão ante o Estado.

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  20. Pelo exposto no seu texto, Guzzo, a gente fica pensando que o sistema eleitoral brasileiro seja algo semelhante a um passarinho solto em uma sala com portas e janelas trancadas: vai morrer de cansado de tanto bater o peito na vidraça, enxergando um mundão lá fora, mas de lá não sai. Simples assim.

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  21. Assino em baixo, Mestre Guzzo !
    Parabéns !!!!!

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  22. Retificando…
    Assino embaixo, Mestre Guzzo !
    Parabéns !

    Responder
  23. Faltou mencionar acabar com mandato de 8 anos para senador e o fim da reeleição para todos os cargos.

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  24. Costumo seguir nas redes sociais, um professor, cientista político, chamado Adriano Gianturco. Sugiro que tragam um texto do Adriano para a revista. Ele tem uma visão muito interessante de que qualquer medida que seja tomada, sempre terá um “trade off”, ou seja, não tem milagre. Política é política. Pode melhorar, mas a chance de piorar também é grande. Enfim, fica a dica!

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    • Prezada SABRINA

      Muito obrigado pela indicação !
      Vamos entrar em contato
      Abração

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  25. Excelente!

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  26. O objetivo das pessoas que concorrem em eleições a um cargo político é de viver e enriquecer às custas do povo brasileiro. Acreditam piamente que o dinheiro arrecadado do povo em impostos absurdos não tem dono, o que lhes dá o direito de roubá-lo do modo que quiser sem ter de prestar contas a ninguém. Enquanto existir a impunidade, os integrantes das Casas Legislativas continuarão legislar em causa própria e contra o povo. Desestruturar essas organizações criminosas é um sonho quase impossível, pois são os criminosos que fazem as leis.

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  27. Acredito que poderíamos , por outra via, demonstrar nossa insatisfação como eleitores: parar de votar. Isso mesmo. Imaginem o espetáculo cívico que seria se ninguém – literalmente ninguém- fosse às urnas no dia das eleições? Não haveria como punir milhões de eleitores se a abstenção passasse dos atuais 23% para 80 ou 90 %. Seria dado um recado claro de que o sistema atual não favorece nem atende às pessoas para o qual foi efetivamente criado. No mais , daria uma peitada na “justiça eleitoral” do tipo : me decifra ou te devoro. Como as propostas para mudança são impossíveis de serem implementadas nas próximas 300 gerações , talvez a única saída possível seja a revolta das urnas e não a da vacina.

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  28. Por que não conseguimos implantar essas sugestões? Parece tão óbvio né. A resposta está no próprio texto. São eles mesmos que fazem as leis pra manter isso aí. Até quando ??

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    • Síntese irretocável.

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  29. O artigo é brilhante!!! O voto facultativo e distrital puro também merecem toda a atenção. Todavia, por mais inteligentes que possam ser as modificações implantadas NUNCA será resolvido o problema do mau político se não for dada prioridade absoluta à EDUCAÇÃO DE QUALIDADE!!! Com governantes caolhos que lamentavelmente comandam as nossas políticas estaduais, imitações ridículas de saltimbancos sem plateia, que vêm no fechamento das escolas um ato profilático, o país será sempre um paquiderme sobrecarregado de penduricalhos!!! É de notar que em países da Europa, nos quais a pandemia está novamente de alastrando, NÃO FORAM TOMADAS MEDIDAS PARA FECHAMENTO DAS ESCOLAS!!! Será que eles estão errados e os nossos chefetes estão certos???

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  30. Na veia!! Reforma política é urgente!

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  31. Amanhã é dia de Todos os Santos. Aqui no Brasil não adiante nem ter Fé, pois os políticos conseguem atrapalhar até mesmo o povo que deseja ser bom e trabalhador.
    Quando surgiu a lava-jato algumas pessoas aqui do fundo do sertão pensou que estava na hora de responsabilizar não só um político de um determinado político e sim toda a diretoria, pois eles têm responsabilidades pelas falcatruas do “chefe”. Além disto, os partidos políticos deveriam ser fiscalizadas e ter uma contabilidade como qualquer outra empresa. Só para avisar: fiz um sacrifício e dei de presente para a filha casada uma assinatura da revista.

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  32. Se jornalistas como Guzzo fossem a regra na grande mídia, estaríamos muito bem. É disparado o melhor analista do Brasil! Que pena que Felipe Feto é referência do outro lado…

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  33. Quem dera ouvissem a voz da coerência do GUZZO, mas um dia quem sabe…….

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  34. Só o povo pode tirar o osso deles.

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  35. Não existe aqui no BRASIL, POVO de todo otário, como sistematicamente alguns tiranos, inclusive togados, tentam nos constranger e tirar-nos a medalha do peito. O José Salomão elenca PAUTAS por nós costuradas nas RUAS em 2013. 5 anos depois afastamos o EXECUTIVO do CONLUIO entre os 3 poderes. É iminente a PRESTAÇÃO DE CONTAS c o CONGRESSO é IMINENTE pós quarentena, este que nos trai acintosamente. Está em nossas mãos, e nunca mais estará nas mãos de um STF desses, de um Batore ou botafogo. Nos desuniram mas não conseguem esses hipócritas manter-nos neste estado, de novo emplacando um Fernando Bezerra e Ailton Lyra nas presidências das casas legislativas.
    Temos fatos positivos, para o bem dos próprios genocidas que não querem presenciar, certamente, uma nova MARCHA DAS FAMÍLIAS, numa versão moderna, de se manter apenas o que indicamos em 2.018.

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  36. Às 4 aberracões de nosso sistema eleitoral, apontadas neste artigo, cuja eliminação o sempre brilhante e lúcido jornalista J.R.Guzzo sugere, acrescentaria o fim da obrigatoriedade do candidato a um cargo eletivo filiar-se a um partido político. Isto porque, à exceção do Partido Novo, a maioria das dezenas de legendas existentes tem um dono responsável pela indicação das mediocridades em que os eleitores são obrigados a votar.

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  37. A pergunta feita e refeita dez, milhares de vezes, por milhões de vozes: quem vai implementar as mudanças?

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  38. Grande J. R. Guzzo!
    É um verdadeiro intelectual.

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    • Entre as mudanças no nosso sistema eleitoral, esqueceu apenas do Recall.

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  39. …parabéns, Guzzo.
    “…rio para não chorar…

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