Becskeházy: 'Estava em um ministério que não trabalha para Bolsonaro'

Em 11 ago 2020, 13:50

Becskeházy: ‘Estava em um ministério que não trabalha para Bolsonaro’

11 ago 2020, 13:50

Ex-secretária do MEC critica gastos excessivos com viagens e pouco investimento em política educacional

Ilona Becskeházy

A ex-secretária de Educação Básica do MEC Ilona Becskeházy | Foto: DIVULGAÇÃO/MEC

Despesas excessivas com viagens e pouco investimento em política educacional. Esse é o diagnóstico que Ilona Becskeházy, ex-secretária de Educação Básica do MEC, fez da área que administrava antes de deixá-la, na semana passada. “Os recursos discricionários da secretaria até então tinham foco excessivo em gastos. Por exemplo: eventos e viagens. Com pouco ou nenhum nexo causal com a efetividade da política educacional”, afirmou em entrevista ao jornal Gazeta do Povo.

Segundo a ex-secretária, um exemplo gritante do que mencionou foi a condução de um acordo com o Banco Mundial (BM) que previa gastos de US$ 250 milhões, negociados pelo ex-ministro Rossieli Soares, agora secretário de Educação de São Paulo. “Eram 90% de recursos para ser repassados aos Estados para a reforma do ensino médio. E 10% para contratar consultores que deveriam fazer o desenho indutor da qualidade e efetividade, usando os parâmetros técnicos do BM, que costumam ser de alto nível. Adivinha o que foi gasto primeiro?”, interpelou.

Além disso, a ex-secretária não está otimista com a gestão do ministro Milton Ribeiro. “Me angustia saber que a gestão da educação básica voltará a ser como antes. Tenho pouca expectativa de que a situação mude.” Conforme Ilona, o ministério serve a outros interesses. “Percebi que eu estava em um ministério que não trabalha para o presidente Bolsonaro”, afirmou. Contudo, garante que continuará ajudando naquilo que for possível. “Mas, de fora, estarei observando e contribuindo, principalmente, como vinha fazendo há mais de um ano, com Carlos Nadalim”, garantiu.

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9 Comentários

  1. Saiu falando mal do lugar onde estava e misturando com consequências e resquícios das administrações anteriores.
    Postura muito ruim.
    Se achava importante e incontestável demais.

    Que Milton Ribeiro faça um bom trabalho e continue o resgate da Educação.
    Governo que respeita o paí nós temos.

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    • Exatamente Adriano. Não foi uma boa atitude ainda sabendo que o MEC não tem gestor que dê jeito. Orçamento todo comprometido. Única solução viável seria sua extinção. Ser totalmente descentralizada.

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    • Critique idéias não pessoas, só assim as BOAS idéias vão se sobressair.

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    • Penso que alertas estão sendo dados o tempo todo. Sou eleitor do Presidente Bolsonaro e o apoio. Todavia, grandes colaboradores estão deixando o governo, haja vista a saída de dois excelentes profissionais da equipe de Guedes no dia de hoje. Que continuemos apoiando o Presidente, mas não como os petistas apoiaram o ladrão Lula. Cegos, não viam, não ouviam e não falavam. Política não é seita, não temos gurus incontestáveis. Olhem os sinais e fiquem atentos aos movimentos feito pelo planalto, pelo Congresso, pelo STF. Será bom para o Brasil e para nós, os enganados de sempre….

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  2. Nada como o tempo pra colocar as coisas em seus devidos lugares! O tempo é o Sr. da razão!
    #BrasilComBolsonaroAte2026 🇧🇷

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  3. O domínio esquerdopata na educação é deseperador. Abraham Weintraub fez um grande trabalho ao atacar de frente o maior bastião comunista dentro da governo. Mas o exército de milhares de comunistas à solta nas salas com nossos filhos é algo que exige uma política de proteção do estado e tem muito pouco a ver com técnicas educacionais, pois isto todo mundo já sabe o que fazer. O problema é que os executores destas políticas nas salas sabotarão toda e qualquer medida que torne a educação o que nós queremos. A única solução que vejo é desidratar o ministério da educação (alguns defendem sua extinção) até o limite mínimo da lei e investir nas particulares com fortíssimos protocolos de resultados pragmáticos. Aliás esta medida será infinitamente mais barata que manter a estrutura falida que temos hoje. Bolsonaro precisa agir e até lá o conselho continua: mantenham seus filhos longe das das universidades, especialmente as públicas. Quanto ao ensino básico, todas as medidas valem: fiscalizar o professor, ler os cadernos, ver as companhias e o que falam na net, pressionar ao máximo, do contrário vc PERDERÁ O SEU FILHO PARA O COMUNISMO. O resto é papo furado.

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  4. Esta aí cuspiu no prato em que comeu.

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  5. Bolsonaro vai sofrer para desaparelhar o Ministério da Educação.

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  6. MEC tem que ser extinto. Antro de iniquidades que sobrepuja as forças humanas.

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