Bolsonaro se articula para pôr fim à 'indústria da seca' no semiárido - Revista Oeste

Em 31 jul 2020, 20:03

Bolsonaro se articula para pôr fim à ‘indústria da seca’ no semiárido

31 jul 2020, 20:03

Ações de Bolsonaro no Nordeste garantem segurança hídrica, geração de trabalho e renda com inclusão social para o semiárido

Bolsonaro - semiárido

Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta populares no Aeroporto Internacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI) | Foto: Alan Santos /PR

O governo está empenhado em pôr fim à “indústria da seca”. Por décadas, políticos se aproveitaram da seca no sertão nordestino para manter o poder reinante e as tradicionais políticas assistencialistas. Entretanto, a ida do presidente Jair Bolsonaro a Campo Alegre de Lourdes (BA) para inaugurar a segunda etapa do Sistema Integrado de Abastecimento de Água do município é um claro sinal da mudança de paradigma.

A viagem de Bolsonaro foi uma das visitas que ele fará ao semiárido nordestino. No próprio Estado da Bahia, há a expectativa de que ele volte, em breve, para autorizar a liberação de recursos para obras e ações do Projeto Baixio de Irecê (PBI). Considerada o maior projeto de irrigação do Brasil, a ação vai irrigar uma área total de 48 mil hectares.

Mantida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a área irrigada abrange os municípios de Irecê (BA), Itaguaçu (BA) e Xique-Xique (BA), todos localizados no semiárido. Ao longo da última semana, técnicos do governo promoveram encontros com investidores interessados em desenvolver a região.

Ovino Bom

O interesse na implantação do Baixio de Irecê vai além dos empresários circunscritos ao perímetro de irrigação. E chega aos pequenos produtores rurais das áreas de sequeiro da região, que enxergam entusiasmados a possibilidade de o PBI produzir grandes quantidades de grãos, sobretudo milho, e garantir a segurança alimentar dos rebanhos.

A Agropecuária Vilani, com 3 mil hectares de área a ser irrigada, poderá produzir cerca de 36 mil toneladas de milho numa safra anual, o que atenderá à demanda alimentar de 3 milhões de cordeiros, considerando-se que esse animal consome 12 quilos de milho. Assim sendo, pode-se afirmar que, sozinha, a Agropecuária Vilani poderá atender 2,5 vezes o plano de produção de 1,2 milhão de ovinos vivos para a Arábia Saudita, como propõe o projeto Ovino Bom, mostrado anteriormente por Oeste.

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5 Comentários

  1. Esse é o caminho. Atender aos mais necessitados.

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  2. O Nordeste será antes e depois de Bolsonaro. A independencia economica traz liberdade.

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  3. O que será que Ciro Gomes e familia retroescavadeira vai fazer com os seus caminhões pipa ?

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  4. O Nordeste sempre desejou isso: produzir e gerar renda. Os governantes anteriores so pensavam em dar esmolas. Bolsonaro faz diferente.

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  5. Esse é o caminho, como disse nosso amigo Fabricio acima.
    No entanto ouço isso desde 1975, acerca de um projeto de Israel não implementado no País para irrigação do Nordeste.
    Os maus-caracteres precisam da miséria do povo para prometer aos miseráveis promessas que jamais serão cumpridas por eles, pois lhes fogem aos interesses.
    Demos uma virada em 2018, estamos aguentando o tranco, mas devemos virar o jogo definitivamente não aceitando mais a hipocrisia, demagogia, retórica e o uso criminoso das mazelas dos mais frágeis.

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