Artilharia das redes sociais já mira novo ministro da Educação

Milton Ribeiro aparece num vídeo em que defende "educar crianças com dor"
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Internet ministro da Educação

Milton Ribeiro aparece num vídeo em que defende “educar crianças com dor”

Internet ministro da Educação

Depois de Carlos Alberto Decotelli e Renato Feder, chegou a vez de Milton Ribeiro enfrentar a artilharia das redes sociais. Horas depois de ser anunciado por Jair Bolsonaro como o novo ministro da Educação, Ribeiro teve seu nome envolvido numa polêmica: um vídeo em que defende “educar crianças com dor”.

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O novo ministro é pastor na Igreja Presbiteriana e, segundo seu currículo na plataforma Lattes, é graduado em Teologia e Direito, tem mestrado em Direito e doutorado em Educação. Além disso, é membro do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie, órgão mantenedor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, da qual foi vice-reitor.

Em uma das gravações, feita durante uma pregação em 2016 com o tema “A Vara da Disciplina”, Ribeiro ensina as mães a manter seus filhos no bom caminho com “rigor e severidade”. Em seguida, ao antecipar possíveis críticas de que seu método pudesse ser considerado antipedagógico, acrescenta: “Eu amo as crianças da minha igreja”.

Figura paterna

Em outro vídeo, o agora ministro fala sobre a importância do pai nas famílias. Segundo ele, a figura paterna é que deve dar o direcionamento da casa, através da imposição. “Se o pai é ausente dentro da casa, o inimigo ataca”, diz Ribeiro.

Segundo interlocutores do governo, Milton Ribeiro foi escolhido para o cargo justamente pelo “apreço à família e aos valores”.

Em mensagem direcionada a amigos pouco depois de ser anunciado para o comando do MEC, Ribeiro disse que acreditava ser a “hora de darmos atenção especial à educação básica, fundamental e ao ensino profissionalizante” e de “incrementar o ensino superior e a pesquisa científica”

Outros casos

Desde a saída de Abraham Weintraub, Bolsonaro tentou nomear dois ministros, mas ambos não resistiram à pressão e acabaram não assumindo a pasta. O primeiro, Carlos Alberto Decotelli, renunciou antes mesmo de tomar posse, acusado de incluir informações falsas no currículo.

O outro, Renato Feder, secretário de Educação do Paraná, chegou a confirmar o convite e dizer que aceitava a função. Entretanto, negou tudo depois de pressões de olavistas e militares.

A artilharia está novamente a postos. Será que, dessa vez, Milton Ribeiro resistirá?

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