Arthur Weintraub: ‘O crime que me atribuem é ter assessorado o presidente’

'Estou vendo liberdades sendo trituradas', afirmou o irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub
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Arthur Weintraub, ex-assessor do presidente Jair Bolsonaro, participou do <i>Opinião no Ar</i>, da RedeTV!
Arthur Weintraub, ex-assessor do presidente Jair Bolsonaro, participou do Opinião no Ar, da RedeTV! | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, exibido pela RedeTV! nesta terça-feira, 22, o ex-assessor especial da Presidência Arthur Weintraub afirmou que vem sendo alvo de uma perseguição por parte dos oposicionistas ao atual governo que compõem a CPI da Covid. O irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub é um dos investigados pela comissão.

Silvio Navarro, editor-executivo de Oeste, e Rodrigo Constantino, colunista da revista, participaram da entrevista. O programa é apresentado por Luís Ernesto Lacombe e também conta com a participação da jornalista Amanda Klein.

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“Estão tentando destroçar minha reputação, assim como tentaram fazer com o meu irmão. Fomos perseguidos. Fomos ameaçados de morte”, disse Arthur Weintraub. “O sistema foi contra a gente. Essa CPI não me ouviu. Mencionaram me extraditar ou mandar o FBI. Nunca tive uma investigação criminal, um processo criminal na vida. […] Já me enquadraram como investigado, sem ter tido a possibilidade de falar”, completou.

Weintraub rechaçou a tese de que tenha integrado um suposto “gabinete paralelo” que daria orientações ao presidente Jair Bolsonaro para o enfrentamento da pandemia de covid-19. “Defendi a possibilidade de tratamento para salvar vidas. Jamais defendi imunidade de rebanho ou fui contra vacinas. De repente, surge que sou chefe de um gabinete paralelo que nunca existiu”, afirmou. “É um duplo tratamento. Isso é péssimo. Estou vendo liberdades sendo trituradas, privacidade… Isso pode redundar até na perda de liberdade.”

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Segundo o ex-assessor especial de Bolsonaro, os irmãos Weintraub estão na mira do “sistema” desde que começaram a trajetória ao lado do presidente. “Isso aqui não é uma situação exclusiva de CPI. São dois irmãos, estamos desde 2017 nessa estrada. Ajudamos o presidente com o plano de governo”, lembrou. “E o nome do meu irmão começou a ser atacado. Agora chegou em mim. O crime que me atribuem é ter assessorado o presidente. Eu era assessor especial do presidente e o assessorei.”

BIG TECHS

Durante a entrevista, Arthur Weintraub também falou sobre o papel das big techs naquilo que classificou como “censura” às vozes conservadores nas redes sociais.

“As liberdades sendo trituradas e desrespeitadas. No YouTube, se você falar o nome do remédio [hidroxicloroquina], o algoritmo corta”, criticou. “O que a gente está vendo é um bloqueio, um cerceamento, e a criminalização de quem mencionar [o tratamento precoce contra a covid-19]. No Brasil, a gente nunca tinha visto isso.”

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