As redações da velha mídia têm um novo cargo: o vigarista da adversativa

Se aparece uma notícia boa, os integrantes da tribo infiltram alguma ressalva desanimadora depois do ‘mas’ precedido pela vírgula
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O jornalista Augusto Nunes explica quem é essa figura peculiar
O jornalista Augusto Nunes explica quem é essa figura peculiar | Foto: John S/Flickr

No mundo do jornalismo, uma redação tem repórteres, editores, fotógrafos e vários outros postos de trabalho. Recentemente, a velha imprensa decidiu criar um novo cargo: o vigarista da adversativa. O jornalista Augusto Nunes explica quem é essa figura peculiar:

1) A espécie segue uma receita singela: quando aparece uma boa notícia que ameace melhorar a imagem do governo Bolsonaro e a vida do leitor, deve-se anabolizar uma informação secundária ruim, conferir-lhe o mesmo peso da que merece ocupar sozinha a manchete e, sempre depois de um ‘mas’ precedido pela vírgula, infiltrar a ressalva que proíbe alegrar-se com o fato animador.”

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2) “Nesta primeira semana de junho, os craques do estelionato informativo se viram subitamente sob o cerco de ótimas notícias, nenhuma delas antecipadas pelas editorias de economia. No primeiro trimestre, o PIB brasileiro cresceu 1,2% em relação ao anterior (contra 0,6% da China e 0,4% da União Europeia). Instituições sérias revisaram prontamente seus cálculos e agora preveem que a taxa anual subirá para 5,5% em 2021. A bolsa de valores registrou uma alta sem precedentes, a cotação do dólar enfim caiu e foram criados em abril 121 mil empregos com carteira assinada. Atarantada com o excesso de notícias favoráveis ao seu Grande Satã, a tropa do quanto pior, melhor confinou os fatos restantes em espaços mofinos para concentrar-se o crescimento do PIB.”

3) “Em 2021, a vacinação começou, a pandemia vai recuando, a esperança foi resgatada. Péssimas notícias para carrascos de informações animadoras. Se as coisas continuarem melhorando, vão todos acabar afundados na mais cava depressão.”

Saiba mais sobre o vigarista da adversativa no artigo que o colunista Augusto Nunes publicou na Edição 63 da Revista Oeste

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