Avaliação em escola leva estudantes a afirmarem que Bolsonaro é culpado pelas mortes por covid-19

Pelo menos três questões sugerem que o presidente da República é responsável por suposta má condução da pandemia
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Secretaria municipal de Educação se manifestou
Secretaria municipal de Educação se manifestou | Foto: Reprodução/Presidencia de la República del Ecuador

Alunos do programa Educação de Jovens e Adultos da Escola Municipal Florival Alves Seraine, em Fortaleza (CE), se depararam com três questões intrigantes na prova do terceiro bimestre da disciplina Geografia. Todas associam o presidente Jair Bolsonaro a suposta má condução da pandemia de coronavírus. O caso veio à tona depois de denúncia feita pelo deputado estadual André Fernandes (Republicanos-CE), nas redes sociais, na quarta-feira 18.

Em uma das perguntas, o professor que redigiu o teste indaga: “Quem é o culpado pelas mortes de mais de 550 mil pessoas no Brasil, por não ter tomado as devidas providências adequadas e necessárias para salvar estas vidas com a compra de vacinas?” As opções: a) o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro; b) os governadores dos 26 Estados, mais o Distrito Federal; c) os prefeitos de cada um dos 5.570 municípios do Brasil; d) o presidente do STF.

bolsonaro covid-19
Foto: Reprodução/Twitter
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O educador disse aos alunos que a questão certa era a letra A, conforme soube o deputado Fernandes, que vai levar o caso à Advocacia-Geral da União.

O teste ainda interpela sobre o tratamento precoce contra a covid-19: “O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, mesmo sem ser médico e não tendo nenhuma formação na área de saúde, estava prescrevendo medicação sem nenhuma confirmação de eficácia comprovada para a população brasileira remédio para o combate ao coronavírus.” Entre as alternativas, há citações de remédios, como a hidroxicloroquina, a cloroquina, a ivermectina, entre outros.

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Foto: Reprodução/Twitter

Secretaria Municipal da Educação de Fortaleza

Em nota, a pasta informou que os professores têm autonomia pedagógica para a realização de atividades com os alunos em sala de aula. Mas “a abordagem político-partidária, como a que está em questão, não faz parte das diretrizes curriculares adotadas pela Rede Municipal de Ensino.”

Leia também: “Os mais recentes ataques da linguagem neutra”, reportagem publicada na Edição 71 da Revista Oeste

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