Bolsonaro retira indicação de Crivella para embaixada na África

De acordo com interlocutores, ainda não foi enviado um novo pedido com outro nome
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A indicação de Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal, aconteceu há quase seis meses
A indicação de Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal, aconteceu há quase seis meses | Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O governo de Jair Bolsonaro retirou oficialmente o pedido de designação do ex-prefeito Marcelo Crivella para a Embaixada do Brasil na África do Sul. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

A indicação de Crivella dependia do aval do governo sul-africano. O chamado pedido de agrément, consulta formal em que o Brasil pediu autorização para nomear Crivella embaixador, não ocorreu depois de quase seis meses.

Na linguagem diplomática, um agrément que fica sem resposta significa que o escolhido não foi aceito pelo país anfitrião.

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Diante disso, o Brasil comunicou à chancelaria sul-africana que decidiu retirar o pedido. De acordo com interlocutores, Bolsonaro ainda não definiu um novo nome para a embaixada.

Ainda segundo as informações do jornal, a resistência da África do Sul em dar luz verde para Crivella tem relação com a situação em Angola e Moçambique.

A Universal angolana vive um racha. Religiosos locais se rebelaram e passaram a acusar lideranças brasileiras de crimes financeiros. Crivella é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

Com a designação bloqueada, a Embaixada do Brasil na África do Sul pode permanecer sob o comando de um encarregado de negócios. Isso porque o embaixador Sérgio Danese, que comanda o posto, foi designado como novo chefe da missão diplomática do Brasil em Lima, no Peru.

Foi preso há um ano

Em dezembro de 2020, Marcelo Crivella (Republicanos), na época prefeito do Rio de Janeiro, foi preso em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público fluminense.

Crivella é investigado em um suposto “quartel-general da propina” na prefeitura carioca, um esquema de pagamentos ilícitos para a liberação de contratos da prefeitura. O político nega as acusações e se diz vítima de perseguição política.

Em agosto deste ano, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a devolução do passaporte do ex-prefeito Marcelo Crivella, revogando a ordem que proibia a saída do político do país.

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