Bolsonaro volta a defender voto verificável e critica ‘vontade doida’ de Barroso em manter sistema atual

'Será que esse voto eletrônico é usado no mundo todo? É tão confiável assim?', questionou o presidente
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Jair Bolsonaro deixou o hospital e voltou a fazer críticas ao TSE e ao sistema eletrônico de votação no Brasil
Jair Bolsonaro deixou o hospital e voltou a fazer críticas ao TSE e ao sistema eletrônico de votação no Brasil | Foto: Reprodução/YouTube

Ao deixar o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, depois de receber alta médica, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o voto verificável já para as eleições de 2022. Ele criticou o sistema atual de votação no Brasil, 100% eletrônico, e também o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que se opõe a qualquer mudança no processo eleitoral.

“Não entendo por que não querem o voto auditável. Será que esse voto eletrônico é usado no mundo todo? É tão confiável assim?”, indagou Bolsonaro. “Tenho certeza de que a maioria de vocês não acredita no voto como está aí. As coisas evoluem. É igual banco. Eles buscam maneiras de evitar que hackers e bandidos entrem [no sistema].”

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Bolsonaro lembrou que o sistema atualmente utilizado no Brasil “é dos anos 1990”. “Por que a vontade doida do [Luís Roberto] Barroso de manter o sistema como está?”, questionou o presidente. “A apuração  tem que ser também pública. Temos que afastar aquela história de que quem ganha eleição não é quem vota, mas quem conta os votos. […] Por coincidência, quem faz o maior ativismo contra o voto auditável é o ministro Barroso, presidente do TSE.” 

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Bolsonaro também lançou dúvidas sobre as últimas pesquisas eleitorais, que apontam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como primeiro colocado. “O outro cara [Lula], segundo o Datafolha, teria 46% agora e no segundo turno teria 60%. Vai tomar um café no bar para ver o que o povo vai achar dele”, ironizou. 

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Fundão eleitoral

O presidente também comentou a aprovação, pelo Congresso Nacional, do fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões para as eleições do ano que vem, no âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Pela primeira vez, Bolsonaro indicou que pode vetar o aumento do fundão.

“Eu sigo a minha consciência, sigo a economia e a gente vai buscar um bom sinal para isso tudo aí. Afinal de contas, eu já antecipo: R$ 6 bilhões pra fundo eleitoral, para financiamento de campanhas, pelo amor de Deus”, afirmou. “Os parlamentares aprovaram a LDO. É um documento enorme, com vários anexos, tem muita coisa lá dentro. Em um projeto enorme, alguém botou lá dentro essa casca de banana, essa jabuticaba.”

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