Caminhoneiros anunciam greve no Espírito Santo depois de alta do diesel

Categoria vai paralisar os serviços a partir da madrugada desta quarta-feira, 10
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Protesto na BR-040, feito por caminhoneiros em 2018 contra a alta no preço dos combustíveis | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Protesto na BR-040, feito por caminhoneiros em 2018 contra a alta no preço dos combustíveis | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Espírito Santo (Sindicam/ES) anunciou ontem, terça-feira, 10, que a categoria dos caminhoneiros vai interromper os fretes a partir meia-noite desta quarta-feira, 11.

De acordo com a entidade, a decisão foi tomada depois do reajuste anunciado pela Petrobras, que elevará o preço do diesel em 8,86% nas refinarias, passando, assim, o valor médio de R$ 4,51 para R$ 4,91.

“O Sindicam/ES, a ACA e a Coopercolog, junto com os representantes dos caçambeiros, apoiam esse movimento. Entendemos que a situação dos autônomos ficou insustentável depois de tantos reajustes, seja no preço do diesel, seja no dos insumos que compõem o dia a dia do caminhoneiro”, informa trecho do documento. Os caminhoneiros pedem redução de 26% no preço do diesel.

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Na semana passada, a Petrobras anunciou lucro de quase R$ 45 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O montante é mais de 3.700% maior, em comparação com o mesmo período no ano passado.

Ainda na terça-feira, a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) emitiu nota em protesto ao reajuste.

“O governo e a Petrobras mudaram a estratégia, não estão aumentando tudo de uma vez. Uma semana aumenta o gás, na outra a gasolina e agora o diesel. Lembramos que essa luta pelo fim do PPI (preço de paridade de importação) não é só dos caminhoneiros, mas, sim, de toda a população brasileira, principalmente os mais vulneráveis e a classe média”, manifestou a Abrava, em nota.

Apelo

O presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a pedir para que o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, não elevasse os preços dos combustíveis. Entretanto, a solicitação não foi atendida.

“Vocês não podem, ministro Bento Albuquerque e senhor José Mauro, da Petrobras, não podem aumentar o preço do diesel”, disse Bolsonaro em sua live semanal. “Não estou apelando, estou fazendo uma constatação levando-se em conta o lucro abusivo que vocês têm. Vocês não podem quebrar o Brasil. É um apelo agora: Petrobras, não quebre o Brasil, não aumente o preço do petróleo. Eu não posso intervir. Vocês têm lucro, têm gordura e têm o papel social da Petrobras definido na Constituição”.

Em resposta, Coelho afirmou que a estatal não é “insensível à economia brasileira”, mas que continuará seguindo os preços de mercado. “Eu acho legítima a preocupação do presidente Jair Bolsonaro em relação aos preços mais elevados dos combustíveis, essa elevação do preço acontece em todo o mundo”, afirmou o presidente da Petrobras. “Por outro lado, por dever de diligência, os administradores da Petrobras, de capital aberto, devem atuar alinhados com a atual política de preços da companhia”.

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5 comentários Ver comentários

  1. Para manter o monopólio em um pais continental, dizem que é a estatal é uma questão de segurança e de soberania nacional. Isso, na verdade, só mantem lucro liquido e certo, pois não o surgimento da famigerada concorrência. Se é para evitar “prejuízos”, dizem que a sociedade anônima e as leis de mercado, só permitem os preços do mercado externo… Somos todos otários!

  2. O preço médio do diesel na Europa é de 1,932 euros x 5,40 = R$ 10,43/litro
    O preço do diesel nos EEUU é de US$ 5,55/galão x 5,13/2,736 = R$ 10,40/litro
    O preço do diesel no Chile é de peso chileno $ 809,18/litro*0,0059= R$ 4,77/litro, então concluímos que nos países ditos desenvolvidos o preço está equilibrado em R$ 10,40/litro mas em um país com poder aquisitivo semelhante ao nosso (Chile) está em R$ 4,77/litro, até acima do preço já reajustado de R$ 4,42/litro. Então, estão reclamando do que?

  3. Greve geral será deflagrada e a encrenca estará formada. Na real nem Petrobras vai mudar sua politica de preços e nem os governos estaduais vao fazer redução no ICMS embora estejam com os cofres abarrotados de grana recebida por conta da Covid .

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