Cirurgia abriria ‘espaço para novas obstruções’, diz médico de Bolsonaro

'Não tem tratamento novo para obstrução intestinal', afirma Antonio Luiz Macedo, que acompanha o presidente
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Antonio Luiz Macedo, médico que acompanha Jair Bolsonaro, afirma que o presidente vem se recuperando bem da obstrução intestinal
Antonio Luiz Macedo, médico que acompanha Jair Bolsonaro, afirma que o presidente vem se recuperando bem da obstrução intestinal | Foto: Reprodução/RedeTV!

O médico-cirurgião Antonio Luiz Macedo, que lidera a equipe responsável pelo presidente Jair Bolsonaro, internado em São Paulo por causa de uma obstrução intestinal, descartou uma nova cirurgia, pelo menos neste momento. Segundo ele, a operação traria riscos e poderia até causar “novas obstruções”.

Mais cedo, como noticiamos, o médico informou que Bolsonaro deve ter alta neste domingo, 18.

“Novas cirurgias abririam espaço para novas obstruções. É alimentação parenteral e antibioticoterapia para prevenção de infecções. Não tem tratamento novo para obstrução intestinal”, afirmou Macedo ao jornal O Estado de S. Paulo. “Abrir uma barriga pode aderir no intestino e pode, eventualmente, causar uma infecção. O tratamento é soro, antibiótico para evitar infecção e observar. Se o intestino retorna, tira a sonda e dá alimento. A cirurgia causa mais danos do que benefícios.”

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O médico de Bolsonaro disse que o presidente foi transferido para a capital paulista — está internado desde quarta-feira 14 no Hospital Vila Nova Star — apenas para facilitar o acompanhamento médico. “Ele é um paciente experiente. Tudo que a gente pede, ele faz. O doutor Ricardo [Camarinha], que o acompanha, diz que ele está sempre atento. Agora, teve essa urgência, mas não temos problemas. A obstrução intestinal é potencialmente grave, mas, lá em Brasília, teve o esvaziamento do líquido do estômago e, quando eu cheguei, a situação já estava sob controle. Só fizemos a transferência para cá para acompanhar de perto o quadro clínico”, afirmou.

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Indagado sobre o que teria provocado a obstrução intestinal, Macedo respondeu: “Isso foi causado pela presença de aderências do intestino, dessas alças intestinais, oblíquas umas às outras, e fez com que elas aderissem à parede abdominal devido às muitas cirurgias que ele fez por ocasião daquela facada na tentativa de assassinato. O intestino geralmente é solto. Ele se movimenta peristalticamente e fica se mexendo na barriga o dia inteiro. No caso em que ele se fixa em alguns pontos do abdome, como na peritonite que ele teve, o intestino não se mexe de forma contínua. Então, nessas áreas, em que ele não se mexe, interfere no fluxo e cria pontos de lentidão”.

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2 comentários

  1. Só falta colocarem um zíper no pobre do Bolsonaro. Toda vez que precisar é só abrir, fazer a intervenção e fechar…zip…zap!

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