Cloroquina: familiares de pacientes que morreram denunciam superdosagem em estudo

O caso que ocorreu em Manaus está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas
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Estudo iniciou-se no ano passado
Estudo iniciou-se no ano passado | Foto: Divulgação/EMS

Parentes de dois pacientes que morreram depois de se submeterem a um estudo sobre a hidroxicloroquina denunciam fraude na pesquisa, realizada em Manaus (AM), no ano passado. Os familiares denunciaram a equipe de 70 cientistas por supostas irregularidades nos resultados do levantamento.

O grupo teria tentado fazer parecer que os voluntários tomaram uma dose baixa do remédio, quando, na verdade, ingeriram uma dose maior, o que os teria levado à morte. A denúncia é reforçada por depoimentos de médicos que acusam a equipe de aplicar uma superdosagem fatal do medicamento.

O caso está sendo investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Investigação do Ministério Público do Estado do Amazonas, informou o jornal Gazeta do Povo, no domingo 4. As atividades dos pesquisadores em Manaus iniciaram-se em março de 2020, sob a liderança do médico Marcus Lacerda.

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A pesquisa

Os pacientes foram divididos em dois grupos. No primeiro, 41 pessoas receberam uma dose alta do remédio (600 mg duas vezes ao dia durante dez dias), muito acima do limite indicado na bula (máximo de 1.500 mg em três dias), e, no segundo, 40 receberam uma dose menor, mas também superior à indicada (450 mg, duas vezes ao dia, no primeiro dia, e 450 mg em dose única por mais quatro dias, totalizando cinco dias de tratamento).

A intenção era comparar a reação à dose alta de cloroquina, utilizando como controle a dose baixa, com a justificativa de que seria antiético não fornecer a medicação para um grupo de controle. Na ocasião, o Ministério da Saúde, junto à Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos, recomendou a dose baixa para o tratamento de pacientes com quadro clínico grave de covid-19.

Leia também: “A solução que venceu a ideologia”, reportagem publicada na Edição 3 da Revista Oeste

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8 comentários

  1. Isso foi um assassinato explícito. Há inclusive denúncias que os pesquisadores não seguiram os padrões de pesquisa, como não submeteram ao comitê de ética antes de realizarem os estudos com seres humanos. O Brasil está uma desordem só, e o presidente banana não age.

  2. EM BOA HORA ESSA AÇÃO…MAS DEVERIA TAMBEM INVESTIGAR A AÇÃO CRIMINOSA DO MANDETTA, E SUAS LIGAÇÕES CONFLITUOSAS COM A PREVENT SENIOR….TEM MUITA COISA A DESCOBRIR

  3. O Dr.Francisco Cardoso já tinha denunciado este assassinato no programa Opinião no Ar na Rede TV e, quando foi convocado para depor na CPI do Circo para falar sobre as 22 mortes em Manaus causou a fuga em massa do Grupo G7, numa clara demonstração de covardia e desrespeito, que causou indignação nos demais componentes da CPI e aos que acompanham a novela além, é claro, da desmoralização da instituição Senado Federal.

  4. De boa! Quem não sabia que foram assassinatos por SUPERDOSAGEM a sangue frio?? Ou alguém pode acreditar que esses médicos-assassinos NUNCA LERAM A BULA?? Canalhas…

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