Conselho Regional de Medicina do DF emite nota contra o ‘lockdown’

Grupo de médicos alega que as medidas restritivas já se provaram ineficazes
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Os profissionais do CRM-DF rejeitam as medidas restritivas impostas pelo governador Ibaneis Rocha
Os profissionais do CRM-DF rejeitam as medidas restritivas impostas pelo governador Ibaneis Rocha | Breno Esaki/Agência Saúde

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) divulgou nesta segunda-feira, 1º de março, uma nota pública contra o lockdown como medida para controle da transmissão do coronavírus. “Tal medida já se mostrou ineficaz, atentatória contra direitos fundamentais da Carta Magna e condenada até mesmo pela Organização Mundial da Saúde”, enfatiza o documento. Segundo o CRM-DF, o Amazonas, Estado com o maior índice de isolamento social do Brasil, apresentou o maior número de internações e mortes por covid-19 cerca de 30 a 45 dias após o primeiro lockdown. “[É] mais uma evidência do fracasso dessas medidas de restrição”, ressaltou. Na sexta-feira 28, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, decretou medidas restritivas em todo o seu território, autorizando apenas o funcionamento dos serviços considerados essenciais. De acordo com o CRM-DF, “a restrição ainda maior de liberdade causa aumento da incidência de transtornos mentais, uso e abuso de álcool e outras drogas e agravamento das demais doenças crônicas”. O Conselho afirma, ainda, que o lockdown ocasiona prejuízo irremediável à economia, provocando desemprego, fome, violência e, por conseguinte, mais caos na saúde.

Leia também: “O fracasso do lockdown, artigo de Branca Nunes e Paula Leal publicado na Edição 45 da Revista Oeste

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4 comentários

  1. Aqui no Sul (RS e SC) chegamos a um caos na saúde e há necessidade de medidas drásticas. Estamos vendo que ninguém sabe nada sobre o vírus, nem os cientistas, nem a OMS. No entanto, entende-se que uma pessoa que entra numa loja ou num mercado é obrigado a usar máscara, gel e distanciamento, além de limitação de pessoas dentro do estabelecimento. Realmente, é baixa a difusão do vírus nesses lugares. Nos pancadões, aglomerações nas praias e festinhas se vê pessoas sem máscara, sem gel, sem nenhum cuidado na distância e ainda por cima ironizam as notícias. Deve se ter mais rigor com pessoas que não obedecem regras sanitárias legais e humanas. Quem sabe prendê-los só para ver o que vai dar. As diferenças entre um lugar e outro são visíveis, mas o vírus já está numa onda que não obedece a nada. As autoridades falharam no combate as reuniões festivas de pessoas por não serem duros nas penalidades e na fiscalização.

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