Contra variante Delta, Dimas Covas defende antecipar segunda dose de vacinas

'É uma medida que tem que ser considerada e é correta', afirmou o diretor do Butantan sobre imunizantes de AstraZeneca e Pfizer
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Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, revelou preocupação com o avanço da variante Delta do coronavírus
Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, revelou preocupação com o avanço da variante Delta do coronavírus | Foto: Vinicius Nunes/Estadão Conteúdo

Diante do avanço da variante Delta do coronavírus em todo o mundo e após a prefeitura de São Paulo ter confirmado o primeiro caso de infecção de um morador da capital pela nova cepa, o Centro de Contingência do governo paulista estuda a possibilidade de antecipar a aplicação de segundas doses dos imunizantes da Oxford/AstraZeneca e da Pfizer.

Atualmente, o intervalo entre a primeira e a segunda doses desses dois imunizantes é de 90 dias. No caso da CoronaVac — a vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e disponibilizada no Brasil pelo Instituto Butantan —, o intervalo é bem menor, de apenas 28 dias.

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Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 7, o diretor do Butantan, Dimas Covas, defendeu a antecipação da segunda dose. “Embora as vacinas possam não responder bem à variante, o fato de ter a imunidade completa ajuda substancialmente. É uma medida que tem que ser considerada e é correta”, disse. “Pela sua velocidade, pela rápida disseminação, é provável que a variante Delta seja a de maior predominância no mundo. Ela é muito preocupante.”

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Para o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, a antecipação da segunda dose só será possível se o Ministério da Saúde intensificar o envio de novos lotes dos imunizantes. “Precisamos ter mais doses dessas vacinas para que esse intervalo reduzido possa ser estabelecido. Sem esse alento, sem a liberação do Ministério da Saúde, por mais que essa decisão aconteça, haverá entraves operacionais”, admite.

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2 comentários

  1. Há sempre um Covas cavando covas para enterrar a população precocemente. Além de abrir covas para caçar até ao último centavo do Governo Federal. E é o próprio povo, inclusive muitos da suposta direita, implorando por vacina. Bééééééééé…

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