Coronavírus: internações e mortes por SRAG não aumentam no Brasil

Cerca de 95% das mortes registradas com o vírus chinês estão relacionadas à síndrome respiratória aguda grave
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Equipe médica | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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Cerca de 95% das mortes registradas com o vírus chinês estão relacionadas à síndrome respiratória aguda grave

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O número mensal de internações e mortes de pacientes contaminados com o novo coronavírus que desenvolveram a síndrome respiratória aguda grave (SRAG) não está subindo no Brasil. Semanalmente, o Ministério da Saúde disponibiliza todos os registros da doença no país, o que inclui os pacientes que testaram positivo para a covid-19, quantos precisaram de internação e a evolução de cada caso — se recebeu alta ou morreu.

De acordo com o levantamento feito por Oeste, com a versão mais recente desses dados, cerca de 95% das mortes com o vírus chinês estão relacionadas à SRAG. Nas comparações mensais, não houve aumento nas hospitalizações e nas mortes entre brasileiros em decorrência da SRAG. Oeste também comparou a evolução do quadro no Estado de São Paulo e na capital paulista.

Desde o começo da pandemia até a última quinta-feira, 26, as autoridades de saúde brasileiras registraram a morte de 171 mil pacientes com a covid-19. Das vítimas, pelo menos 163 mil constam na atualização do banco de dados de Vigilância de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do Ministério da Saúde.

Panorama das internações e mortes por SRAG no Brasil

O registro de brasileiros contaminados com o coronavírus que desenvolveram a SRAG atingiu seu pico em julho, e o de mortes, em maio. Depois de cada máxima, no entanto, a diminuição mensal se manteve constante. Em outubro, cerca de 36 mil vagas hospitalares foram ocupadas e a doença fez aproximadamente 12 mil vítimas em todo o país. Já em novembro, até o dia 23, os números não aumentaram, chegando a 17 mil internações e quase 6 mil mortes. Ainda que haja crescimento neste mês, é pouco provável que em apenas sete dias [uma vez que a atualização foi feita até 23 de novembro] os registros superem os de outubro.

Panorama das internações e mortes por SRAG no Estado de São Paulo

No Estado de São Paulo, os dois recordes aconteceram em julho, com pouco mais de 27 mil hospitalizações e cerca de 8 mil óbitos. Novamente, a queda se manteve ininterrupta no fechamento de cada mês depois das marcações mais elevadas. Em outubro, 9 mil pacientes foram internados e pouco mais de 3 mil morreram. Até o 23º dia de novembro, 5.186 doentes deram entrada nos hospitais e 1.346 morreram.

Panorama das internações e mortes por SRAG na cidade de São Paulo

Os paulistanos registraram as máximas de internações e mortes em maio. Da mesma maneira que no Estado e no país, a melhora se sustentou nos meses seguintes na cidade de São Paulo. Até a segunda-feira 23, os óbitos registrados em novembro eram pouco mais da metade do número  verificado no mês anterior. As internações também se mostram em queda, com média diária menor em novembro do que em outubro: cerca de 78 contra 80.

Confira a evolução da doença no Brasil e no mundo

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