Covidão: Instituto tem contratos suspensos no Rio e suspeitos em São Paulo

Covidão: Instituto tem contratos suspensos no Rio e suspeitos em São Paulo
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SP - CORONAVÍRUS/SP/HOSPITAL/CAMPANHA/ANHEMBI/ARQUIVO - GERAL - Atenção editor: material de 29/04/2020, referente à matéria especial realizada no     Hospital de Campanha do Anhembi, na zona norte da capital paulista, administrado pelo     IABAS. O hospital foi montado para tratar pacientes durante a pandemia de COVID-19,     provocado pelo Coronavírus.       29/04/2020 - Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO
SP - CORONAVÍRUS/SP/HOSPITAL/CAMPANHA/ANHEMBI/ARQUIVO - GERAL - Atenção editor: material de 29/04/2020, referente à matéria especial realizada no Hospital de Campanha do Anhembi, na zona norte da capital paulista, administrado pelo IABAS. O hospital foi montado para tratar pacientes durante a pandemia de COVID-19, provocado pelo Coronavírus. 29/04/2020 - Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

Enquanto a diária de um leito administrado pelo Iabas no Hospital de Campanha do Anhembi sai por R$ 1.107,73, no Hospital da Vila Brasilândia o valor é três vezes maior

deputados

Não é apenas para a administração de hospitais de campanha que a prefeitura de São Paulo assinou contratos suspeitos com a justificativa de atender os pacientes infectados pelo coronavírus. Para a “implantação, gerenciamento e execução de serviços de saúde” de 150 leitos de UTI e 30 leitos de internação clínica no Hospital Municipal da Vila Brasilândia por 180 dias foram pagos R$ 114.165.261,85.

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A diária de cada leito – sem a distinção de UTI ou internação – ficou em R$ 3.523,62. O valor é três vezes maior do que o firmado para a administração de cada um dos leitos do Hospital de Campanha do Anhembi: R$ 1.107,73.

Ali, o valor do contrato para a implantação e gestão de 518 leitos de enfermaria e 48 de UTI por 120 dias (de 3 de abril a 31 de julho deste ano) é R$ 75.236.736,20.

Iabas

Os dois contratos foram fechados com o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), frequentador assíduo das manchetes político-policiais envolvendo o governo do Rio de Janeiro. A íntegra dos documentos não foi localizada no site da prefeitura nem disponibilizada pelo governo municipal quando solicitado pela reportagem de Oeste.

Não se sabe, portanto, os valores para eventuais multas, a quantidade de profissionais de saúde contratados ou mesmo as características detalhadas de cada tipo de leito e a diferença de preço entre eles.

Covidão fluminense

Em 3 de abril, Gabriel Neves, então subsecretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, contratou o Iabas por R$ 839,9 milhões para fazer a implantação e a gestão de 1.400 leitos distribuídos por sete hospitais de campanha. Em 20 de abril, Neves foi afastado por suspeitas de irregularidades nas contratações feitas por ele na secretaria e, em 7 de maio, acabou preso pelo mesmo motivo.

Em 3 de junho, Wilson Witzel anunciou o rompimento do contrato com a Iabas. A justificativa foi a tentativa do instituto de entregar outros aparelhos no lugar de respiradores e o atraso na implantação dos leitos. Até aquela data, apenas o Hospital de Campanha do Maracanã havia sido entregue. “Não podemos continuar com erros, eles precisam ser corrigidos”, afirmou Witzel, sem explicar exatamente a quais dos números erros estava se referindo.

Anhembi X Vila Brasilândia

Prometido para ser entregue há quatro anos – ou seja, bem antes da pandemia de coronavírus -, o Hospital Municipal da Brasilândia foi inaugurado em maio com apenas 16,4% das obras finalizadas. A ocupação atual não aparece nos boletins divulgados pela prefeitura.

Construído para atender até 1.800 doentes infectados pelo vírus chinês, o Hospital de Campanha do Anhembi tinha, nesta terça-feira, 165 pacientes internados, 7 deles em UTIs. O total não chega a 10% da capacidade.

Leia também: Hospital de campanha do Anhembi: leitos vazios, cobertura em frangalhos e, agora, inundações

Hospitais de campanha ou ‘para a campanha’?

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