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Interrupção de atividade econômica teve ‘efeito devastador’ em países mais pobres

Conclusão está em relatório da KPMG que analisa o impacto econômico do coronavírus na América do Sul.
O #fiqueemcasa acabou por aprofundar a crise em países mais pobres | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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Conclusão está em relatório da KPMG que analisa o impacto econômico do coronavírus na América do Sul

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O #fiqueemcasa acabou por aprofundar a crise em países mais pobres
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Se para os países desenvolvidos, os lockdowns foram um baque para a economia, nos países pobres e em desenvolvimento, eles tiveram “efeitos devastadores”.

Esta é uma das conclusões presentes no relatório “Uma análise do impacto econômico da covid-19 na América do Sul”, divulgado pela empresa de auditoria financeira KPMG.

De acordo com o documento, “a interrupção da atividade econômica e seu impacto  nas cadeias de valor como resultado das medidas de  distanciamento social que os países estão aplicando para  mitigar ou reduzir a curva de contágio da covid-19 e,  paralelamente, tornar os sistemas de saúde sustentáveis  estão tendo efeitos devastadores no desempenho das economias e gerando perspectivas de crescimento  desanimadoras para o final de 2020, uma situação que afeta  principalmente os países pobres ou em desenvolvimento,  que apresentam uma situação geralmente mais fraca em  comparação com os desenvolvidos, e nos quais a pandemia  exacerba crises pré-existentes (econômicas, financeiras,  sociais e políticas). Embora as perdas associadas à  emergência de saúde, ou seu choque negativo em termos  do impacto no PIB, sejam consideradas muito significativas  para todas as nações do mundo, elas serão mais profundas  e desiguais conforme a crise continuar, uma vez que, como  geralmente ocorre nas guerras, não se sabe quando elas  acabarão ou quão persistentes serão seus efeitos no médio e longo prazo”.

Leia mais sobre o assunto na reportagem  “O erro do lockdown”, publicada na Revista Oeste

Ainda segundo o levantamento, as restrições geram um choque de oferta de produtos e serviços, porque a produção acaba por ser interrompida; e um choque de demanda, porque ninguém pode sair para comprar ou sequer tem condições financeiras para fazê-lo, visto que muitos acabam por perder o emprego.

Como a maioria desses países faz a economia girar em torno de exportações de matérias-primas e os países ricos param de comprá-las para investir em mercados mais seguros, fica mais difícil para essas nações deixarem a recessão causada pela pandemia.

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1 comentário

  1. Que bom que alguns países na África não tem estrutura pra produzir essa palhaçada!
    Que bom que essa merdha chegou mais tarde lá, assim eles se prepararam melhor pra essas eventualidades!

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