Ministério da Saúde nega compra da CoronaVac

"Não houve nenhum compromisso com o governo do Estado de São Paulo no sentido de aquisição de vacinas contra covid-19", informou a pasta
-Publicidade-
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello diz que vacinação contra covid-19 começa em janeiro | Foto: Marcos Corrêa/PR
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello diz que vacinação contra covid-19 começa em janeiro | Foto: Marcos Corrêa/PR | eduardo pazuello, ministério da saúde, vacinação contra covid-19, coronavírus

“Não houve nenhum compromisso com o governo do Estado de São Paulo no sentido de aquisição de vacinas contra covid-19”, informou a pasta

eduardo pazuello, ministério da saúde, vacinação contra covid-19, coronavírus
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello diz que vacinação contra covid-19 começa em janeiro
Foto: Marcos Corrêa/PR

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, 21, que não há intenção do governo de adquirir o imunizante chinês, a CoronaVac. Além disso, a pasta garante que houve uma interpretação equivocada acerca da fala do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre a vacina do país asiático. “Em momento nenhum a vacina foi aprovada pela pasta, pois qualquer vacina depende de análise técnica e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec)”, salientou o ministério, em nota divulgada hoje, ao mencionar que não há intenção de compra de vacinas chinesas.

-Publicidade-

Leia também: “Ao lado de Randolfe, Doria ataca Bolsonaro e afaga Pazuello”

“Não houve nenhum compromisso com o governo do Estado de São Paulo ou seu governador, no sentido de aquisição de vacinas contra covid-19”, acrescentou a pasta. Entre outros pontos, o órgão do Executivo destacou os atuais compromissos firmados pelo governo federal, a exemplo da iniciativa Covax Facility, com a opção de compra de vacinas. E o contrato de encomenda tecnológica firmado com a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford. As tratativas firmadas com essas duas instituições preveem insumos estrangeiros em um primeiro momento para o escalonamento de 100 milhões de doses e transferência tecnológica para produção própria do imunizante no Brasil.

Leia a nota do ministério

“Sobre a reunião de ontem, realizada no Ministério da Saúde, através de videoconferência com governadores, esclarece-se o seguinte:
Houve uma interpretação equivocada da fala do Ministro da Saúde. Em momento nenhum a vacina foi aprovada pela pasta, pois qualquer vacina depende de análise técnica e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Destaca-se que o governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, tem envidado esforços na direção de proteger a população por intermédio de várias ações, como:

– a adesão na iniciativa Covax Facility, com a opção de compra de vacinas;

– o contrato de encomenda tecnológica AztraZeneca/Oxford com insumos estrangeiros em um primeiro momento para o escalonamento de 100,4 milhões de doses e transferência tecnológica para produção própria de insumos. O que possibilitará que a Fiocruz produza mais 110 milhões de doses no segundo semestre de 2021.

Não houve nenhum compromisso com o governo do estado de São Paulo ou seu governador, no sentido de aquisição de vacinas contra Covid-19.
Tratou-se de um protocolo de intenção entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, sem caráter vinculante, grande parceiro do MS na produção de vacinas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Mais uma iniciativa para tentar proporcionar vacina segura e eficaz para a nossa população, neste caso com uma vacina brasileira, caso fiquem disponíveis antes das outras possibilidades. Não há intenção de compra de vacinas chinesas.

A premissa para aquisição de qualquer vacina prima pela segurança, eficácia (ambos conforme aprovação da Anvisa), produção em escala, e preço justo. Quando qualquer vacina estiver disponível, certificada pela Anvisa e adquirida pelo Ministério da Saúde, ela será oferecida aos brasileiros por meio do PNI e, no que depender desta Pasta, não será obrigatória.”

Telegram
-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.
Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Payment methods
Security site
Gostou da Leitura?

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Payment methods
Security site