O que Yuval Harari pensa sobre a pandemia mundial

Um dos filósofos mais influentes da atualidade, Yuval Noah Harari, autor dos livros Homo Sapiens e Homo Deus, conversou com o apresentador Luciano Huck a respeito da pandemia de coronavírus e como a crise pode transformar a humanidade.
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Um dos historiadores mais influentes da atualidade, Yuval Noah Harari, autor dos livros Homo Sapiens e Homo Deus, conversou com o apresentador Luciano Huck a respeito da pandemia de coronavírus e como a crise pode transformar a humanidade. A seguir, alguns trechos do bate-papo realizado entre Huck, isolado em sua casa no Joá, no Rio de Janeiro, e Harari, em seu apartamento em Tel-Aviv. A íntegra da entrevista foi publicada neste domingo, 12, no jornal O Estado de S. Paulo. 

“Governos estão fazendo experimentos sociais incríveis, envolvendo trabalho on-line ou fornecendo renda básica universal. E isso vai mudar o mundo. Precisamos entender que essa é uma crise política e não apenas de saúde. As grandes decisões são, na verdade, políticas. Entender isso depois que a pandemia passar será como chegar após o fim da festa — a única coisa que restará será lavar a louça suja.”

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“Não é uma guerra. É um tipo muito diferente de crise, e você precisa pensar de maneira diferente. O principal não é matar inimigos. O principal é cuidar das pessoas. Em uma guerra, os heróis são os soldados que avançam com suas submetralhadoras. Na crise atual, os protagonistas são os profissionais de saúde que enfrentam duras jornadas nos hospitais.”

“A grande questão é se enfrentamos esta crise como uma sociedade global, por meio da solidariedade e cooperação entre países, ou se lidamos com ela por meio do isolacionismo nacionalista e da concorrência. Se lidarmos de maneira cooperativa, a crise será menos grave e, depois dela, teremos um legado de solidariedade humana. Se, por outro lado, for cada país por si e os países lutando entre si, culpando um ao outro, então não apenas a crise será muito mais grave, mas teremos uma atmosfera envenenada depois por muitos anos. Espero que as escolhas sejam feitas com sabedoria.”

“Precisamos enfatizar a saúde mental. Não é apenas a saúde física, não é apenas a economia. É também uma crise de saúde mental e temos de dar apoio às pessoas nesse sentido. Este é o momento em que precisamos de meditação, precisamos de psicologia, precisamos de serviços sociais, de uma rede de segurança mental que ajude a lidar com a crise. E também esperança para quando a crise acabar.”

“Todo mundo está perguntando ‘quando’ a vacina estará pronta, e não ‘se’ ela existirá. Portanto, não estamos desamparados como na Idade Média e a base é a ciência. Até para lavar as mãos: a base é o conhecimento científico. É preciso dar às pessoas uma boa educação científica na escola para que elas saibam o que é um vírus e, no caso de uma epidemia, saibam o que fazer.”

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12 comentários

    1. Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…
      Sun Tzu

  1. Conversa para boi dormir!
    Essa ideia de governo global é mais utópica que o comunismo. Quem viria para tomar conta da coisa? Xi Jinping? Trump? Putin? Deus? o Diabo?
    Se essas organizações (ONU, OMS, etc) não estivessem tão aparelhadas poderiam (ja passou da hora!) estar contribuindo para melhorar as coisas para a humanidade.

  2. Já percebi que essa Revista Oeste é uma enganação. Ainda bem que não assinei. Luciano Huck o grande representante da politica nacional junto com a Tiazinha e a Feiticeira.

    1. Calma. A revista não defendeu esse discurso. Acho que a intenção foi justamenta apontar estas coisas pra gente ver pra onde estão querendo ir.

  3. Nenhum meio de comunicação decente pode se dar ao luxo de não ouvir Yuval Harari num momento como este. Vi a manchete e fiquei curioso. Quando vi que o entrevistador era Luciano Huck, fiquei desanimado. Ao ler que Yuval simpatiza com a ideia de “governo global”, fiquei muiiiiito desconfiado. Adorei Homo Deus e o Homo Sapiens, e não compreendo como uma mente tão brilhante pode se seduzir pela estupidez de um governo mundial. Que preguiça…

  4. Ia ler, atraido pelo nome esquisito. Mas quando vi que o entrevistador era a besta quadrada do Huck, nem me dei ao trabalho. Justo o bonequinho de ventríloquo da #GloboLIXO?

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