Pesquisadores investem em edição genética contra o novo coronavírus

Simulação já foi feita por equipe da Universidade de São Paulo; trata-se de mais uma ação contra a covid-19
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Luta contra a Covid-19 estimula pesquisa de edição genética | Foto: FREEPIK
Luta contra a Covid-19 estimula pesquisa de edição genética | Foto: FREEPIK | edição genética - pesquisadores da usp - novo coronavírus

Simulação já foi feita por equipe da Universidade de São Paulo; trata-se de mais uma ação contra a covid-19

edição genética - pesquisadores da usp - novo coronavírus
Luta contra a covid-19 estimula pesquisa de edição genética | Foto: FREEPIK

A edição genética pode surgir como forma de combater a proliferação do novo coronavírus no Brasil e no mundo. Ao menos, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) trabalham nesse sentido. Nesta semana, o grupo publicou artigo científico com informações do estudo. O material foi publicado no Preprints, de acordo com a Agência Brasil.

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Segundo consta no artigo, os pesquisadores da USP afirmam que a possibilidade de ter a edição genética como arma contra a covid-19 surgiu a graças ao apoio do que há de mais moderno na tecnologia, pois as simulações foram feitas a partir de programas específicos de computador.

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Inegavelmente, a ideia do grupo é ajudar no combate à pandemia. Portanto, os integrantes da USP envolvidos no projeto avisam que o objetivo central é fazer com que a edição genética para codificar a ACE2. A saber, trata-se da proteína que atua como receptora do novo coronavírus nas células.

A partir da mutação, os pesquisadores entendem que podem mudar o que chamam de interação da proteína com o vírus nas células. Assim, a capacidade de um ser humano ser infectado pela covid-19 seria reduzida. O time da USP acredita que, segundo registrado no artigo, não seria possível modificar a atuação da ACE2 — como, por exemplo, usar uma droga.

Próximos passos

O primeiro trabalho de edição genética contra o novo coronavírus ainda carece de revisão por parte da comunidade científica, adianta a Agência Brasil. Os pesquisadores da USP, contudo, demonstram entusiasmo com o estudo. Nesse sentido, eles já avisam que, apresentando resultados satisfatórios, a ação irá além. Primeiramente, vão se associar a virologistas para que se torne possível realizar testes em laboratórios.

Com financiamento por parte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a pesquisa de edição genética envolve 15 profissionais das faculdades de medicina e odontologia do campus da USP em Ribeirão Preto, no interior paulista. A cidade, aliás, tem um prefeito que, apesar de ser do PSDB, criticou a postura adotada pelo governador João Doria em relação às medidas de enfrentamento ao novo coronavírus, conforme registrou Oeste.

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