Prefeitos decidem cortar o próprio salário para ajudar no combate ao coronavírus

Edmar Cassalho Moreira Dias, prefeito de Camanducaia, decidiu doar 25% do que recebe para o hospital da cidade
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Edmar Cassalho Moreira Dias (MDB), prefeito de Camanducaia (MG), a mulher e as filhas
Edmar Cassalho Moreira Dias (MDB), prefeito de Camanducaia (MG), a mulher e as filhas

Edmar Cassalho Moreira Dias, prefeito de Camanducaia, doou 25% do que recebe para o hospital da cidade

Edmar Cassalho Moreira Dias (MDB), prefeito de Camanducaia, a mulher e as filhas
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Enquanto deputados e senadores se recusam a abrir mão de qualquer real para ajudar no combate à epidemia de coronavírus, alguns prefeitos estão indo na direção contrária. Edmar Cassalho Moreira Dias (MDB), por exemplo, prefeito de Camanducaia, município com de cerca de 25 mil habitantes no sul de Minas Gerais, decidiu doar 25% do próprio salário para o hospital da cidade. Os vereadores não seguiram seus passos.

“Sei que não resolverá o problema”, observa Edmar, que recebe R$ 10.800,00 líquidos por mês. “Mas é uma atitude simbólica. Sabemos que muitos trabalhadores perderão o emprego, empresários terão seu lucro diminuído e cidadãos não conseguirão pagar os impostos. É o mínimo que posso fazer”.

Com seis casos suspeitos de coronavírus e 36 pessoas sendo monitoradas (outros dois já receberam resultado negativo), Camanducaia ainda não registrou nenhuma morte pela epidemia. Mesmo sem casos confirmados, a prefeitura acabou de comprar seis respiradores, que se somaram aos 7 já existentes – segundo Edmar, a Organização Mundial da Saúde recomenda três máquinas para cada 10 mil habitantes. Cada um custou entre R$ 59 mil e R$ 75 mil e quatro deles foram adquiridos graças a doações de empresários locais.

“Gostaria muito de fazer uma testagem maciça, mas o Ministério da Saúde determinou que sejam investigados apenas casos sintomáticos graves”, lamenta Edmar. Sem receber dinheiro dos governos estadual e federal, o município também comprou uma ambulância UTI e contratou um médico a mais para trabalhar no único hospital da cidade.

Embora seja uma atitude rara, Edmar não está sozinho. Em Mercês (MG), o prefeito Donizete Barbosa de Oliveira (PMN) anunciou a redução de 10% no próprio salário, dos vereadores e secretários. Luiz Fernando Machado (PSDB), prefeito de Jundiaí (SP), enviou um projeto de lei neste sábado para reduzir seu salário e dos secretários em 30%.

Em Florianópolis, o prefeito Gean Loureiro (DEM) assinou um decreto também reduzindo o próprio salário em 30% e, o dos secretários e do vice-prefeito, em 20%, E Marcelo Crivella prometeu doar seu salário de abril para o Fundo Emergencial de Combate ao Coronavírus (FECC), aprovado na semana anterior pela Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

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2 comentários

  1. Atitudes nobres Que sirvam como EXEMPLO aos que nada querem doar. O setor público, ao contrário do setor privado, não terá perdas financeiras, uma vez que os salários estão inalterados. Mas não se iludam. O RISCO de contrair o vírus é o mesmo, aumentado com a não adição de verbas para a SAÚDE. Muito egoísmo, falta de sensibilidade e de Patriotismo. Deixo aqui registrado o meu total Repúdio.

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