Covid-19: Ministério da Saúde altera recomendação para vacinar menores de 18 anos

Novo documento apresenta informações contraditórias
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Foto: Adriano Ishibashi/FramePhoto/Estadão Conteúdo
Foto: Adriano Ishibashi/FramePhoto/Estadão Conteúdo

O Ministério da Saúde (MS) atualizou uma diretriz no plano nacional de imunização referente à vacinação contra a covid-19 em pessoas menores de 18 anos. Em 10 de setembro, o MS havia publicado um documento no qual não recomendava a vacinação para essa faixa etária.

Entretanto, ontem, segunda-feira 13, o órgão alterou a diretriz e inseriu as seguintes informações no plano de vacinação: 1) “Até o momento, no Brasil, a vacinação contra a covid-19 não está indicada para indivíduos menores de 18 anos”; mais adiante, no item “Vacinação para menores de 18 anos”, orienta: 2) “Dentre os imunizantes disponíveis, apenas a vacina COVID-19 (RNA 48 mensageiro) desenvolvida pelo laboratório Pfizer/BioNTech, tem liberação para essa faixa etária.”

A colunista de Oeste Ana Paula Henkel registrou em sua conta no Twitter a contradição e mudança de posicionamento do MS em relação ao tema:

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Custo x benefício

Para o médico clínico geral e doutor em imunologia Roberto Zeballos, a vacinação em menores de 18 anos não se justifica. “O ponto é que a letalidade da covid-19 já é baixíssima em pessoas com menos de 50 anos. Para quem é menor de 18 anos, então, são tão poucas as mortes que não vale a pena correr o risco de tomar a vacina e ter um efeito adverso grave. A questão é matemática, custo-benefício.”

O médico infectologista Francisco Cardoso também não concorda com a vacinação contra a covid-19 de crianças e adolescentes. Ele afirma que essa faixa etária não é alvo da doença e são raros os casos de menores de 18 anos que sofrem com a covid na forma grave. Quando isso ocorre, é geralmente em razão de doenças como obesidade mórbida, cardiopatias e síndromes genéticas. “Estudos com crianças e adolescentes são escassos, não são bem controlados e não demonstram a eficiência da vacina em reduzir doença e morte nessa população”, afirma Cardoso.

Conforme Oeste noticiou, a jovem italiana Giulia Lucenti, de 16 anos, sofreu um infarto e morreu 16 horas após tomar a segunda dose da vacina da Pfizer. O caso está sob investigação.

 

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