Covid-19: Uma em cada cinco brasileiras considera deixar o trabalho por causa da pandemia

Redução salarial, sobrecarga e maior demanda por cuidados familiares são os principais motivos, diz pesquisa
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Mulheres: sobrecarga de trabalho e redução de salário estão entre os principais motivos que as levam a considerar deixar o trabalho
Mulheres: sobrecarga de trabalho e redução de salário estão entre os principais motivos que as levam a considerar deixar o trabalho | Foto: Divulgação/Unsplash

Um estudo da consultoria Deloitte mostra que quase 20% das brasileiras estão considerando deixar o mercado de trabalho por causa de impactos negativos trazidos pela pandemia. A pesquisa ouviu 500 mulheres. Delas, 63% são mães e 23% cuidam de outros familiares. No trabalho, 71% trabalham de forma integral e 51% atuam em empresas com faturamento anual de US$ 1 bilhão a US$ 5 bilhões. Do total, 11% é C-Level (nomenclatura que designa os executivos seniores de hierarquia mais alta nas companhias).

Os principais motivos apontados pelo conjunto de 19% que considera deixar a carreira foram: a sobrecarga, com 41%; a redução de salário mesmo diante de maior número de horas trabalhadas, com 35%; o maior comprometimento profissional aliado a mais cuidados familiares (13%); e a dificuldade de obter um equilíbrio pessoal e profissional (10%).

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Segundo Ângela Castro, líder do programa All In da Deloitte, “muitas demandas que as mulheres carregam já existiam antes da pandemia, mas ficavam mais mascaradas porque havia uma rede de apoio, filhos na escola, estrutura logística, maior possibilidade de contratar trabalho doméstico. Na pandemia, as crianças vieram junto, o trabalho veio para casa e, para muitas delas, pais e parentes também”.

A pesquisa também mostra que há muito a ser feito pelas empresas, reporta o jornal Valor Econômico. Metade das brasileiras reportou que, nos últimos 12 meses, sofreu microagressões no ambiente de trabalho, como, por exemplo, receber tratamento desrespeitoso (7%); ter recebido menos oportunidades do que seus colegas homens (6%); ter tido menos conversas individuais com seus líderes do que homens da equipe (também com 6%); ter seu julgamento questionado (5%); e receber comentários sexistas (5%). Apenas 35% delas relataram que as companhias em que trabalham comprometeram-se em oferecer suporte durante a pandemia de covid-19.

Leia também: “Autônomos foram os mais prejudicados pela pandemia em 2020”

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