Crise hídrica aumenta importação de energia em 64%

A maior parte veio da Argentina e do Uruguai. O país gastou quase US$ 1 bilhão ao longo de 2021
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A Usina Hidrelétrica de Sobradinho tem capacidade total de 1.050 megawatts, mas com a falta de água só tem sido possível gerar cerca de 160 megawatts
A Usina Hidrelétrica de Sobradinho tem capacidade total de 1.050 megawatts, mas com a falta de água só tem sido possível gerar cerca de 160 megawatts | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A crise hídrica no Brasil fez as importações de energia elétrica aumentarem ao longo deste ano. A falta de chuvas obrigou o país a comprar mais energia de países vizinhos, como Argentina e Uruguai.

De janeiro a outubro de 2021, as compras de energia elétrica cresceram quase 64% na comparação com o ano anterior. Isso se deu em razão da crise hídrica, conforme o Ministério da Economia.

Ao longo desse período, o Brasil comprou US$ 670 milhões da Argentina, uma alta de 7,5 mil porcento, na comparação com 2020. Já do Uruguai, a importação totalizou US$ 266 milhões, aumento de 3,7 mil porcento.

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No ano passado, as importações de energia elétrica caíram 5% nos dez primeiros meses do ano, em comparação com 2019. Já no ano pré-pandemia, as importações de energia elétrica haviam reduzido 11%.

Os especialistas creem que esse ritmo tende a diminuir. No médio prazo, há perspectiva de mais chuvas e, como consequência, o nível dos reservatórios irá se recompor. Com isso, o país se tornará menos dependente da importação de energia de países vizinhos.

Reajuste em 2022

A Agência Nacional de Energia Elétrica calculou que o reajuste tarifário médio nas contas de luz em 2022 deve ser de 21%. Esta deverá ser a maior alta desde 2015, quando os consumidores residenciais tiveram de pagar quase 31% a mais pelo serviço.

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