El País encerra atividades no Brasil por dificuldades financeiras

'Não alcançamos sustentabilidade econômica', comunicou o jornal
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Foto: Divulgação/El País
Foto: Divulgação/El País

O jornal espanhol de esquerda El País anunciou nesta terça-feira, 14, que está encerrando suas operações no Brasil. O motivo está atrelado a dificuldades financeiras do veículo. Os jornalistas já receberam o aviso.

“Apesar de ter atingido grandes audiências e um número considerável de assinantes digitais, não alcançamos sustentabilidade econômica”, informou o grupo, em nota. A edição em português começou em 2013.

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Conforme a direção, as atividades do veículo se concentrarão na edição em espanhol para as Américas, baseada na Cidade do México. “Um esforço que será ampliado nos próximos meses e no qual o jornal concentrará suas energias.”

“Queremos agradecer aos profissionais do El País por seu grande esforço e dedicação”, comunicou o jornal. “Como também à fidelidade de nossos leitores, que poderão acompanhar-nos em nossa edição da América.”

El País no Brasil

O El País expandiu suas atividades para o Brasil em 2013, montando uma redação em São Paulo. O site era comandado pela jornalista Carla Jimenez. Participavam da publicação jornalistas como Eliane Brum e Xico Sá.

A publicação é conhecida por seu viés à esquerda.

Mídia em crise

A agonia da imprensa não se restringe a veículos internacionais.

Dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC) mostram que a circulação impressa de jornais brasileiros continuam em queda. Em setembro, foram 13,6% de exemplares a menos, em comparação com o fim de 2020, conforme levantou o site Poder360 na segunda-feira 8.

Dez publicações tradicionais registraram tombo: Folha de S.PauloO GloboO Estado de S. PauloSuper Notícia (MG), Zero Hora (RS), Valor EconômicoCorreio Braziliense (DF), Estado de MinasA Tarde (BA) e O Povo (CE).

Leia também: “Globo inquieta”, reportagem publicada na Edição 85 da Revista Oeste

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54 comentários Ver comentários

  1. Bosta de “jornal”, não contavam com um PRESIDENTE de direita sentado na cadeira presidencial, podem ir p Cuba, Venezuela ou Argentina, certamente terão verbas públicas para se sustentarem, vagabundos.

  2. Meus Deus!!! Pelo menos na hora da despedida os senhores conseguiram um feito: 100% de rejeição, todos os comentários espocam fogos na despedida triste dos lacradores espanhóis. Na Espanha diríamos BASURA. Um tablóide alienígena que se dispõe a ajudar a esquerdalha derrubar um Governo constituído não pode se sustentar. E isso porque Bolsonaro é um ditator genocída, imagina se não fosse. Por muito menos, estivessem sob a vara do Franco, nem a rosa da casa do ascensorista do el basura ficaria em pé. Mas nem tudo está perdido. Aprendam a lição. Primeiro: jornalismo informa, não cria notícia e nem fatos; segundo, respeitem o país dos outros. Agora enfiem tudo na vallija e al espacio.

  3. Vou contar a minha versão sobre El País e parte da velha imprensa brasileira que está agonizando. São relatos baseados apenas na memória, sem pesquisa, e portanto podem conter erros, inconsistências e omissões. Quem quiser, sinta-se à vontade para aperfeiçoá-los.

    Lá pelo ano de 2013, eu descobri El País na internet através de notícias sobre os acontecimentos na Venezuela. Era, então, uma mídia “de centro”, ou talvez “centro-esquerda”, preocupada com os rumos tenebrosos do bolivarianismo na América Latina. Textos memoráveis de Mario Vargas Llosa sobre a tragédia venezuelana, eram publicados primeiro no site de El País e, depois, no Estadão (que também ainda não havia saído do armário). O Brasil estava acordando para o fato de que a tragédia no vizinho era um prenúncio do que nos aguardava. Na proximidade da pré-campanha eleitoral para 2014 aqui no Brasil, houve uma mudança na alta direção de El País na Espanha, por razões financeiras, e já se previa uma guinada à esquerda. A guinada se confirmou. Próximo dessa mudança na Espanha, El País desembarcou no Brasil, onde a reeleição de Dilma marcaria o início a hegemonia da extrema esquerda no poder, e se reuniu, em Porto Alegre, com lideranças da extrema esquerda (PT, PSOL, etc). Foi nítida a mudança também no perfil ideológico da audiência. Logo depois disso eu abandonei a leitura de El País (em português).

    Nessa mesma quadra, O Globo publicou seu fatídico editorial repudiando o apoio que dera à Revolução de 1964. Foi o marco da guinada do grupo à esquerda. Uma das estrelas do Globo Online era o Blog do Noblat (Ricardo Noblat), e outra era a coluna do Merval Pereira. Guilherme Fiúza também já embriagava o público com sua visão sarcástica sobre o Brasil lulopetista. Até então, ambos faziam uma oposição inteligente ao petismo. Na campanha eleitoral de 2014 ficou evidente que Noblat era “marineiro” (Marina Silva), ou seja, um dissidente do petismo (mas não do lulismo), e Merval, que se tornou imortal ao lado de FHC, tinha visível afinidade com o PSDB – eram a dupla do “soft power” na ABL.

    Uma sequência semelhante a de El País ocorreu com a Veja. O Grupo Abril já vinha cambaleando, financeiramente. Uma manobra comercial mudou o perfil da revista, que adotou uma linha mais à esquerda, apesar de contar ainda com as presenças marcantes de Augusto Nunes, J. R. Guzzo, a inigualável Vilma Gryzinski, e grande elenco. Havia também o Reinaldo Azevedo, ex-petista que se tornou anti-petista e que se orgulhava de ser o (suposto) autor do termo “petralha”. Mais tarde vieram à tona as relações perigosas dele com a irmã de Aécio Neves (PSDB) e ele caiu em desgraça junto à audiência de direita. “Pediu pra sair”. Para as eleições de 2018, já no campo sinistro, a Veja recebeu Ricardo Noblat e sua equipe do Blog, que iria reforçar a linha esquerdista da revista. Foi quando eu deixei de ler a Veja.

    Em 2018 o Estadão também manobrou suas forças para eleger seu candidato. Recebeu um “estigmatizado” William Waack (acusado pela esquerda de ser agente da CIA e, na ocasião, recém demitido da Rede Globo por suposto racismo) para ser contraponto às “tias do atraso” (Eliane Cantanhede e Vera Magalhães) ao longo da campanha eleitoral. A artimanha falhou. Bolsonaro venceu e as tias quase arrancaram os cabelos. O Estadão saiu do armário em 2019. Uma de suas jornalistas menores declarou, em entrevista a um blog de jornalista francês, que fora contratada para ajudar a derrubar o Presidente Bolsonaro. Um escândalo! Foi a partir daí que o público conservador começou a abandonar a velha imprensa e um novo jornalismo de centro-direita surgiu na esteira do que havia sido O Antagonista, que era de esquerda anti-petista, e hoje é de esquerda anti-bolsonarista. Em 2020, logo no início da pandemia, eu desisti também do Estadão (e do Antagonista).

    O governo federal, espancado 24 horas por dia por não beijar a mão dos donos dos grande grupos de comunicações, fechou a torneira do dinheiro público para a velha imprensa e o que se viu a partir daí é bem conhecido. Uma agonia de morte lenta e ao mesmo tempo barulhenta, com um abraço de afogados apelidado de “Consórcio de Veículos de Imprensa” (também conhecido como “o consórcio”, ou como “o ministério da verdade”).

    Um gráfico publicado no twitter do Presidente Bolsonaro (no final de 2019, se não me engano), mostrava como Lula e Dilma sustentavam a velha imprensa (e blogs companheiros) com verbas de propaganda oficial e, assim, compravam o seu silêncio ou o seu apoio.

    A teta secou.

    1. Parabéns! Voce sintetizou o que eu também percebi. Eu era leitor assíduo destes citados jornais, depois Reinaldo Azevedo todo dia, até a guinada dele para a esquerda. Passei então para o antagonistas, de quem fui leitor de primeira hora. Por isso mesmo posso afirmar que mudaram de sinal abruptamente, rápido demais, o bastante para despertar minha desconfiança de que alguém pode ter se vendido. Seria triste se não fosse nojento.

  4. Até o momento, ás 18:20, foi á melhor notícia do Dia, e que contagie e afete a globo, folha de São Paulo, Estadão, que essas desgraças desapareçam de nossa Nação.

  5. Panfleto vagabundo, já vai tarde. Não importa que seja de esquerda ou de direita, factóides e narrativas não sobrevivem. Os veículos de comunicação tradicionais não se deram conta que seu público ficou mais exigente, não se conformam em ler ou ouvir versões, não aceitam mais doutrinação, quando falta a verdade, a credibilidade vai embora e aí Adeus.

    1. Surgiu no horizonte um novo veículo de comunicação, a Jovem Pan Tv, Que tem na minha opinião o melhor programa de informação e opinião do Brasil, que é o Pingo nos Ís, mas tem também o pior que é um jornal na parte da manhã que a redação parece panfleto e os comentaristas a Amanda Klein e um tal de Piperno, duas caricaturas que me deixam nervoso pelo total desprezo da verdade. Forçam narrativas que envergonham e ofendem quem está assistindo.

  6. O problema não é ser apoiador da esquerda, o problema é a desonestidade intelectual. Não precisamos de outro lixo de esquerda, basta os daqui. Pelo visto a esquerda brasileira não lê jornal…. Faltam o resto da mídia tradicional e a beira das fake news. Grande dia.

  7. Nem me interessei por ler o artigo. Esse pasquim de quinta categoria jamais deveria ter aportado por aqui. Como diz o ditado, “o que não presta morre por si mesmo”. Já vai tarde o que nunca deveria ter vindo. “Adiós, El País!.”

  8. Ótima notícia. Espero que a CNN do Doria também encerre as atividades no Brasil. A velha imprensa virou prostibulos de velhas como na Globo e na CNN com os “meninos” e “meninas” que batem ponto na AV Paulista.

  9. Sem Pixuleco, Jabá, PT, Contratos com Estatais Federais, empreiteiras bandidas, sem grana do Governo Federal, sem audiência, sem vergonha, sem pudores para mentir, sem poder alugar suas almas, sem rumo, sem profissionais honestos, já vão tarde, muito tarde.

  10. Excelente notícia. Agora, começo a torcer para que o mesmo aconteça com a BBC. Ambos os veículos publicam noticiário tendencioso e de baixa qualidade. Falta a eles honestidade intelectual.

  11. Erro de “cálculo”. Veio para o Brasil em 2013 contando com governos petistas e suas generosas verbas para veículos apoiadores. Quebrou a cara, como também quebraram Estadão, Folha, Globo, Veja. Menos uma porcaria na mídia.

  12. Não sou esquerdista, jamais fui, mesmo nos tempo de universidade, em pleno regime militar do Garrastazú Médici e Ernesto Geisel, como também não sou Bolsonarista. Mas podem anotar: Vão responsabilizar o Bolsonaro (o nosso querido Bozzo) por todas essas desgraças econômicas causadas pelas redes sociais. Podem crer.

  13. kkkkk, a mídia aposta suas fichas no público de esquerda, mas ninguém de esquerda quer pagar por nada, quer tudo de graça, ou roubado, e ainda receber uma mortadela.

  14. Excelente notícia, grande parte de funcionários públicos ficarão bastante tristes com a notícia, pois o jornal fazia a alegria das tardes na internet dos nossos “operários da burocracia”.

  15. ah, ah, ah… jornalismo de esquerda se lascando, cambada de burro que não percebe que o grande público brasileiro é de direita – enquanto isso Revista Oeste, Brasil Sem Medo, Gazeta do Povo, Jovem Pan, etc. nadando de braçada – chora esquerdalha, chora… chora que a tristeza vai embora.

  16. Excelente noticia para alegrar a terça feira – Imprensa militante da esquerdinha caviar em extinção.
    Entregaram os pontos porque já sabem que em 2022 Bolsonaro será eleito no primeiro turno.
    kkkkkkkkkkkkkkkkk.

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