Em ato com motoqueiros, Bolsonaro ataca governadores: ‘Tentativa de início de ditadura’

Segundo os organizadores, cerca de 10 mil pessoas participaram do ato, que percorreu ruas das zonas oeste e sul do Rio; ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello subiu em carro de som com o presidente
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O presidente Jair Bolsonaro percorreu, de moto, as ruas das zonas oeste e sul do Rio de Janeiro neste domingo: ato com motociclistas demonstrou apoio ao governo
O presidente Jair Bolsonaro percorreu, de moto, as ruas das zonas oeste e sul do Rio de Janeiro neste domingo: ato com motociclistas demonstrou apoio ao governo | Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Jair Bolsonaro participou na manhã deste domingo, 23, de um grande ato com motociclistas no Rio de Janeiro, batizado de “motociata”. Ele saiu por volta das 10 horas da região do Parque Olímpico e se encontrou com um segundo grupo de apoiadores que o aguardava no Monumento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo. Segundo os organizadores, cerca de 10 mil pessoas participaram do ato.

Em um carro de som, ao final do passeio de moto, ao lado do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, Bolsonaro voltou a atacar prefeitos e governadores pelas medidas restritivas impostas à população durante a pandemia de covid-19. “Muitos governadores e prefeitos simplesmente ignoraram a grande maioria da população brasileira e, sem qualquer comprovação científica, decretaram lockdown, confinamento e toque de recolher. Hoje vocês sabem o que é uma democracia e o que é uma tentativa de início de ditadura patrocinada por esses governadores”, afirmou. 

Nós estamos prontos, se preciso for, para tomar todas as medidas necessárias para garantir a liberdade de vocês. É inadmissível quando um Poder usurpa direitos e garantias individuais”, prosseguiu Bolsonaro. “Nós temos o sagrado direito de ir e vir, o direito de trabalhar, o direito de professar a nossa fé. Esses direitos não podem ser usurpados. […] O meu Exército brasileiro jamais irá às ruas para manter vocês dentro de casa.”

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O presidente também afirmou que não ameaçará nenhum outro Poder e pretende atuar dentro dos limites de suas atribuições. “Acima de nós e dos três Poderes, está o primeiríssimo poder, que é o povo brasileiro”, afirmou. “Nós faremos tudo para que a vontade popular seja realmente efetivada. Estamos no final de uma pandemia, se Deus quiser. Espero que brevemente cheguemos à normalidade.”

O ‘poste’ de Lula

Sem citar o nome do ex-ministro da Educação Fernando Haddad, Bolsonaro afirmou que o país estaria em uma situação muito pior caso o petista tivesse vencido as eleições de 2018. “Imaginem se o poste [de Lula] tivesse sido eleito presidente da República. Como estaria o nosso Brasil no dia de hoje”, ironizou, em referência a Haddad. 

“Lamento cada morte no Brasil. Não importa a motivação da mesma., Mas nós temos que ser fortes, temos que enfrentar o desafio. Nós temos que viver e sobreviver”, continuou Bolsonaro. “Estamos ainda em um momento difícil, mas se Deus quiser logo ele passará. Nós temos que viver, ter alegrias também, ter ambições e ter esperança.”

A ‘motociata’

A manifestação em apoio a Bolsonaro percorreu ruas das zonas oeste e sul da capital fluminense, em um trajeto aproximado de 35 quilômetros. Um efetivo de cerca de mil policiais militares de mais de 20 unidades da corporação foi mobilizado para acompanhar a manifestação.

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Na metade do percurso, após cerca de 20 minutos do ato, Bolsonaro parou a moto para conversar com os apoiadores. Ele recebeu camisetas de alguns motoqueiros, que entoaram gritos de apoio ao presidente e contra a esquerda e o petista Luiz Inácio Lula da Silva, que pode ser seu adversário nas eleições de 2022. Após cerca de dez minutos, o trajeto foi retomado até o Aterro do Flamengo, onde Bolsonaro tirou várias fotos com os simpatizantes.

Leia mais: “Bolsonaro critica Alberto Fernández e diz que Argentina fez escolha ‘bastante complicada’”

Este não foi o primeiro ato com motociclistas do qual Bolsonaro participou. No início de maio, o presidente circulou com cerca de 3 mil motos e carros pelas ruas de Brasília, também uma manifestação de apoio ao seu governo.

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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, acompanhou Bolsonaro no ato com os motoqueiros. Parlamentares também estiveram presentes, como o deputado Marco Feliciano (Republicanos-SP), que subiu no carro de som com o presidente, assim como Pazuello. Alguns artistas que apoiam o presidente também estiveram na manifestação. Segundo a assessoria da Presidência da República, Bolsonaro retorna para Brasília ainda neste domingo.

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Veja alguns vídeos do ato de Bolsonaro com os motociclistas:

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15 comentários Ver comentários

  1. Se os editores da revista Oeste tiverem juizo, tem que chamar esse cidadão para um conversa de pé de ouvido, ou vai virar uma Foice de São Paulo?

  2. Espero estar enganado, mas essa não é a linha editorial da revista Oeste, se for estou cancelando minha assinatura agora, vocês fiquem com esse fabio matos, e eu com minha dignidade e principios, Hasta la vista!!

  3. “Segundo organizadores, cerca de 10.000 pessoas”… Fabio Matos, você deve estar de brincadeira… só motos eram 40.000, fora o povo na rua… quer enganar a quem? A si mesmo?!?!?!?

  4. Belo artigo. Fiel à realidade brasileira. Temos um presidente com os pés no chão (e chão brasileiro! 🇧🇷🇧🇷🇧🇷), diferente dos comunas que têm os pés na Rússia, China, Coréia do norte, Cuba (🤮🤧🤒🤕😱👹👺…) e vêm discursar palavras maquiadas que na verdade são golpes contra a liberdade individual.

  5. O povo brasileiro quer liberdade e cumprimento da cláusula pétrea da Constituição Nacional. Temos o direito inalienável de ir e vir! Temos o direito de trabalhar para sustentar nossas famílias e dependentes! A transparência e a honestidade tem que prevalecer em todos os chamados Poderes Constituídos. O povo é soberano em suas decisões. Parabéns a todos que entendem o que seja uma democracia de fato. Quem abusar e não respeitar a Constituição é patife e falso.

  6. Texto interessante, Fábio Matos. Algum desavisado poderia achar os comentários acima te chamando de esquerdista como injustos. Mas ao ler uma manchete “Em ato com motoqueiros, Bolsonaro ataca governadores: ‘Tentativa de início de ditadura’ “, eu aprendi com grandes mestres e colunistas desta Revista Oeste, que é conservadora dos melhores valores da família a país (por isso assino), que a mensagem pode ser uma cebola de várias camadas. Você classifica o que o presidente fala como “ataque”, com ênfase do termo “início de ditadura”, mas porque fica diluído nas palavras de Bolsonaro a “defesa da liberdade”? Porquê a ênfase em um presidente “ameaçador”? Não é o povo e sua liberdade que estão sendo “atacados”?

  7. Fábio Matos, esquedopata. Quem sabe você faz uma matéria para mostrar as atrocidades e roubalheira dos governadores. Isso sim é ataque contra a população. O que Bolsonaro fez foi, apenas, jogar luz sobre essa podridão e você tenta distorcer e imputar a culpa em quem aponta o erro desse sistema socialista. Seu merda, vai para Cuba, seu idiota, pare de pensar que o povo é ignorante, seu vagabundo!!!!

  8. A esquerdalha pira kkkkkk
    Chora desgraçados, e engulam um governo de direita por mais quarto anos, não importa quem seja o adversário, não importa que o STF, muitos deputados e senadores estejam juntos num plano macabro para tomar o poder. Todos cairão, sem exceção.

      1. A manchete é típica de esquerdista. Será que a Revista Oeste, assim como a jovem pan está alterando o rumo??? O correto seria: “Bolsonaro, em discurso, reage aos governadores que estão suprimindo direito de ir e vir do povo brasileiro”

  9. O povo confia em Bolsonaro porque vê sinceridade nele.
    Os políticos vão se aliar, se engolir e se aturar pra derrubá-lo…..
    Mas essa união de tatú com cobra será mais uma derrota acachapante.
    Os vermes unidos serão vencidos!!!

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