Empresa que emprega Moro é impedida de receber da Odebrecht

A medida ocorreu em razão de uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a contratação de Moro pelo setor privado
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A decisão foi proferida pelo magistrado João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais
A decisão foi proferida pelo magistrado João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Na quarta-feira 18, a Justiça paulista determinou a suspensão dos pagamentos da Odebrecht à empresa Alvarez & Marsal — consultoria que faz a gestão da recuperação judicial da empreiteira e emprega o ex-ministro Sergio Moro. A decisão foi proferida pelo magistrado João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais. A construtora teve vários executivos condenados pelo ex-juiz no âmbito da operação Lava Jato. A medida ocorreu em razão de uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a contratação de Moro pelo setor privado.

O judiciário paulista requisitou informações sobre a organização societária da consultoria e os termos contratuais e as medidas de compliance que impediriam a ingerência de Moro nas atividades ligadas à construtora brasileira.

A Alvarez & Marsal contratou o ex-juiz em novembro do ano passado. De janeiro de 2019 a abril de 2020 — entre o trabalho como o juiz e o emprego no setor privado — Moro ocupou o cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil.

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“Soa deveras conflitante que, após ser investida na condição de administradora judicial das empresas do grupo Odebrecht, em 17 junho de 2019, a Alvarez & Marsal tenha incorporado ao seu quadro societário, em 30 de novembro 2020, o ex-juiz Sergio Moro”, escreveu o ministro Bruno Dantas, do TCU em seu despacho na investigação sobre a relação da Alvarez & Marsal com Moro.

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