Entenda por que as pesquisas de opinião são cada vez mais inconsistentes

Se os estudos de empresas do ramo traduzissem a realidade, Jair Bolsonaro não seria presidente da República
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A reportagem de capa da Revista <b>Oeste</b> trata do assunto
A reportagem de capa da Revista Oeste trata do assunto | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Recentemente, o instituto Paraná Pesquisas fez um comparativo entre os resultados de cinco sondagens para a eleição presidencial — uma delas, feita por eles. O resultado está abaixo. Colocadas numa régua, as intenções de voto de Lula nas cinco empresas variam de 29 a 41 pontos, e as de Bolsonaro, de 23 a 37 pontos:

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Não por acaso, foi justamente a mais barulhenta delas a que rende manchetes até agora para a turma “meio intelectual, meio de esquerda”. Segundo o Datafolha, Lula teria hoje 41% das intenções de voto, ante 23% de Bolsonaro. No segundo turno, seria pior ainda para o atual chefe do Executivo: 55% a 32%. O leitor mais cético poderia se lembrar que na noite de 28 de setembro de 2018, dez dias antes da eleição, o mesmo instituto informou, em pesquisa encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, que Bolsonaro perderia para o petista Fernando Haddad em eventual segundo turno (45% a 39%).

O questionário dessas sondagens, principalmente as telefônicas, é intrigante por si só porque, antes do ano eleitoral, ninguém tem acesso à estratificação dos dados. A legislação só reza sobre os levantamentos realizados dentro do calendário eleitoral — conforme o artigo 33 da Lei nº 9.504/1997 e as resoluções sempre atualizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na véspera do pleito. Questionar o estrato de uma pesquisa, portanto, torna-se tarefa hercúlea: quem foram os 2.000 eleitores ouvidos — durante a pandemia, aliás, por telefone ou on-line —, onde e como eles foram localizados? Quantas perguntas foram feitas e em que ordem elas foram respondidas? Qual era o enunciado da questão?

São essas as perguntas que o editor-executivo Silvio Navarro faz na reportagem de capa que ilustra a Edição 62 da Revista Oeste. Leia a matéria completa neste link.

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4 comments

  1. Peço a revista oeste que esqueça pesquisas e divulgue intensamente a importância do voto impresso porque Estadão e outros tradicionais meios de comunicação produzem com frequência a desinformação (FAKE) que o voto impresso serve para mostrar ao politico corrupto o comprovante do voto. Pior ainda é o ódio que o STF tem com o voto impresso, mesmo sabendo que acirradas eleições em 2022 poderão gerar graves conflitos provocados por perdedores da esquerda ou direita. Qual o problema em AUDITAR urnas eletrônicas, e recontar a votação impressa?

  2. EM 1989, TRABALHAMOS EM UM VEÍCULO DE PESQUISA E FOMOS ORIENTADOS A MUDAR A ÁREA DE ATUAÇÃO, PORQUE O CONTRATANTE ESTAVA EM BAIXA.

    E ELE TINHA PAGO 50% ADIANTADO E O RESTANTE SERIA PAGO COM O TRABALHO AO SEU FAVOR.

    ENTRE O QUE ERA COLETADO E O QUE ERA DIGITADO, NÃO HAVIA SEMELHANÇA ALGUMA.

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