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Entidade do ‘tratoraço’ aguarda com ‘atenção e cautela’ decisões de Doria

Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) organizou manifestação contra o governador
"Tratoraço" ocorreu em Taquaritinga, no interior de SP
"Tratoraço" ocorreu em Taquaritinga, no interior de SP | Foto: Reprodução/Artur Piva

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) se manifestou após convocação de “tratoraço” contra o governador João Doria (PSDB). Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira, 7, a entidade que representa trabalhadores rurais paulistas falou sobre a necessidade de se acompanhar com “atenção e cautela” as decisões a serem tomadas pelo tucano.

Leia mais: “CNI: Medo do desemprego é crescente entre os brasileiros”

A Faesp afirma que o “tratoraço”, nome pelo qual foi chamada a série de protestos realizada na manhã de hoje em rodovias do Estado, mostrou a força do trabalhador de São Paulo. Conforme registrou Oeste, a federação estimou que aproximadamente 450 municípios registraram algum tipo de manifestação contra o governo estadual — que chegou a anunciar o fim da isenção do ICMS para o setor, mas voltou atrás em meio a críticas.

Com o aparente recuo por parte de Doria & companhia em relação à cobrança da ICMS para trabalhadores rurais, a entidade demonstra desconfiança. Nesse sentido, pontua que até o momento não há nada oficializado a respeito da anunciada manutenção da isenção do imposto. “[Estamos aguardando] publicação do decreto, que poderá consolidar e assegurar as demandas do setor”, afirma a Faesp em trecho de comunicado enviado à imprensa. A categoria observa, ainda, a falta de definição sobre o benefício ser concedido de modo temporário ou permanente.

Empregos e preços

Por fim, a Faesp atrela a isenção do ICMS a melhores perspectivas para o agronegócio paulista. Indo do mercado de trabalho ao preço final dos produtos oriundos da agricultura e da pecuária do Estado. “Com isso, conseguiremos evitar que haja uma retração produtiva no campo, mantendo empregos e a produção e evitando que isso reflita na cesta básica e prejudique os mais necessitados.”

Leia também: “O novo mapa do agro brasileiro”, reportagem publicada na Edição 41 da Revista Oeste.

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1 comentário

  1. esse governadorzinho pavão perdeu qualquer credibilidade que tivesse concedida pelas urnas.
    Ao reafirmar que não haverá aumento de impostos, retirar tal isenção soa como deboche ao povo de SP.
    Será que os riquinhos João teimoso e Maquiaveles achavam que a medida seria ungolida de forma pacata? O povo brasileiro tá deixando de ser mando, pacífico e idiota!
    Repito sempre: “O inferno ta garantido aos políticos de má-fé e aos supremos iluminados!

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