‘Faraó dos bitcoins‘ vira réu em esquema de mais de R$ 38 bilhões

Glaidson dos Santos usava consultoria para prometer 10% de retorno do dinheiro investido com ganhos no mercado de moedas digitais
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A investigação revela que foram movimentados pelo menos R$ 38 bilhões em três anos
A investigação revela que foram movimentados pelo menos R$ 38 bilhões em três anos | Foto: Divulgação/Polícia Federal

Na segunda-feira 4, a Justiça do Rio de Janeiro aceitou uma denúncia contra 17 pessoas suspeitas de participação em um esquema ilegal de investimentos em criptomoedas. Entre elas, está o dono da GAS Consultoria Bitcoin, Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos bitcoins“.

Segundo a investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, a GAS prometia 10% de retorno do dinheiro investido por mês e assegurava obter ganhos no mercado de moedas digitais. No entanto, a consultoria nem sempre chegava a investir os valores, e os lucros eram pagos aos clientes com o dinheiro captado de novos clientes.

O esquema teria se profissionalizado em 2018 e perdurado, ao menos, até agosto deste ano, quando foi deflagrada a Operação Kryptos, que levou Glaidson e outros suspeitos à prisão. A investigação revela que foram movimentados pelo menos R$ 38 bilhões.

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Glaidson teria “gerido fraudulentamente a instituição financeira por eles pretensamente operada” através da GAS e da empresa gerida por sua mulher, Mirelis Zerpa, que ainda está foragida.

Conhecido como “Faraó dos bitcoins” devido à suspeita da prática do golpe conhecido como pirâmide financeira na região de Cabo Frio (RJ), chamada de Novo Egito, Glaidson está preso em Bangu 1, um presídio de segurança máxima no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio.

Todos os réus vão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão de organização financeira sem autorização, gestão fraudulenta e organização criminosa.

Consultoria nega o esquema

Em nota, a GAS Consultoria Bitcoin rebateu as denúncias. “A empresa possui sólidos argumentos jurídicos para refutar as acusações formuladas, aptos a evidenciar a absoluta licitude e regularidade de suas atividades.”

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