Google faz campanha em jornais contra o PL das Fake News

Empresa publica nota contra o texto atual do projeto e reclama que pode ser obrigada a financiar notícias falsas
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Google intensifica campanha contra critérios do PL das Fake News
Google intensifica campanha contra critérios do PL das Fake News | Foto: Hebi B./Pixabay

Em um comunicado assinado pelo presidente do Google no Brasil, Fabio Coelho, a empresa de tecnologia argumentou contra o projeto de lei 2.630/2020, conhecido como PL das Fake News. O grupo publicou o texto em seu blog oficial e ainda fez uso de publicidade em grandes jornais do país no fim de semana para defender a sua posição.

O Google diz entender que o texto atual pode obrigar a empresa a financiar notícias falsas. O projeto determina que as plataformas digitais remunerem empresas de comunicação toda vez que exibirem seus conteúdos jornalísticos em texto, áudio, vídeo ou foto.

“Infelizmente, porém, como se apresenta atualmente, o Projeto de Lei 2.630/2020, que ficou conhecido como ‘PL das Fake News’, pode acabar promovendo mais notícias falsas no Brasil, e não menos”, diz a nota do Google.

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Segundo a empresa, no texto de seu presidente (no Brasil), o projeto deixa a definição de critérios sobre a negociação de pagamentos para uma regulamentação posterior. Dessa forma, o texto entregaria ao governo a capacidade de favorecer um grupo de veículos de comunicação em detrimento de todos os outros.

“Do jeito que está, o projeto prejudica profundamente o funcionamento de um serviço gratuito e aberto que foi construído para atender a todos. Se seguirmos exatamente o proposto na lei, citar apenas uma única palavra de uma notícia acarretaria em um valor a ser pago, e os sites que se declaram jornalísticos poderiam exigir pagamento independentemente da qualidade de seu conteúdo — mesmo que seja de notícias falsas.”

Relator do projeto, o deputado Orlando Silva (PC do B-SP) criticou o posicionamento da empresa por meio de sua conta no Twitter. “A verdade é que o Google usa conteúdo alheio para enriquecer, não tem ética nem solidariedade com quem produz informação. Querem ganhar sozinhos”, comentou.

Na nota oficial, o Google manifestou a intenção de colaborar com o Congresso para desenvolver um texto que priorize um ambiente democrático de notícias.

Em alguns países, como na França, o Google já é obrigado por legislação a pagar pelas informações que usa para rentabilizar seus negócios. No Brasil, a empresa tem um programa no qual escolhe para quem deseja dar dinheiro e depois proíbe no contrato os veículos de irem à Justiça.

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8 comentários Ver comentários

  1. O negócio é acabar de vez com essa internet gratuita. Querem ter serviços de internet? Que paguem além do servidor. Se seu Google não está satisfeito, que saia do país. Aí vamos ver como vão ficar as coisas, cambada.

  2. Google como vcs tem mais visualizações que os jornais e revistas que vcs teriam que pagar, façam o contrário cobrem dos jornais e revistas para vincular as noticias deles, rapidinho eles mudarão de idéia.

  3. ABSOLUTAMENTE DE ACORDO COM O GOOGLE…MAS TÁ PROVANDO DO SEU PROPRIO VENENO. DEVIAM TER SE POSOCIONADO BEM LÁ ATRÁS. AGORA O PT JUNTO COM OS ILUMINISTROS JÁ TOMARARAM O GOGÓ DELES…AÍ O QUE FAZ GOOGLE…APELA PRA GENTE, POIS TA PERCEBENDO QUE NÃO ADIANTOU FICAR DO LADO DELES, MAIS CEDO OU MAIS TARDE ELES PISAM NA CABEÇA DE QUEM QUER QUE SEJA… MUITOS AINDA VÃO CHORAR…INCLUSIVE A IMPRENSA PODRE.

  4. Não tenho simpatia pelo Google, nem tenho simpatia pelo Orlando Silva mas essa PL pode caracterizar censura e, vindo de quem vem, levanta sérias dúvidas pois a única preocupação dessa gente de esquerda é silenciar os que os denunciam.

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