Revista Oeste - Eleições 2022

Governador do Ceará critica decisão da Anvisa e afirma que continuará ‘lutando’ por vacina russa

'Jamais permitiremos que milhões de brasileiros sejam expostos a produtos sem a devida comprovação de qualidade, segurança e eficácia', explicou a agência
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O governador do Ceará, Camilo Santana, afirma que mantém esperanças na aprovação da Sputnik V no Brasil
O governador do Ceará, Camilo Santana, afirma que mantém esperanças na aprovação da Sputnik V no Brasil | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), criticou a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que negou o pedido de autorização emergencial para a importação da vacina russa contra a covid-19, a Sputnik V. Na segunda-feira 26, os diretores da autarquia informaram que faltam dados técnicos para verificar a segurança e a eficácia do imunizante. A diretoria da Anvisa seguiu a recomendação da área técnica da entidade, que identificou diversas “incertezas” relacionadas à Sputnik V.

“Embora respeite a decisão da Anvisa de veto ao uso emergencial da Sputinik V neste momento, não posso deixar de expressar minha decepção e estranheza, pelo fato de a mesma vacina já ser usada em muitos países, e com eficácia demonstrada”, escreveu o petista em seu perfil no Twitter. “O próprio Comitê Científico do Nordeste se posicionou favorável ao uso da Sputinik V. Continuarei lutando por essa autorização, de forma segura e seguindo todas as regras, para podermos trazer a vacina para nossa população o mais rápido possível.”

Leia mais: “Anvisa nega importação da Sputnik V ao identificar falhas”

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O governador do Ceará também criticou a “lentidão do governo federal no repasse de vacinas aos Estados”. “O que não aceitarei jamais é que haja qualquer tipo de politização desse processo. Isso é absolutamente inaceitável”, finalizou.

Por que a Anvisa negou o pedido

Nos lotes analisados, pesquisadores identificaram a presença de adenovírus replicante (com capacidade de reprodução no corpo humano), que traz riscos à saúde. Conforme os cientistas da Anvisa, o patógeno pode levar desde a infecções variadas até a exacerbação da resposta imunológica. “Jamais permitiremos que milhões de brasileiros sejam expostos a produtos sem a devida comprovação de qualidade, segurança e eficácia ou, minimamente, diante da grave situação que atravessamos, que haja uma relação favorável risco-benefício”, afirmou o presidente da agência, Antônio Barra Torres, ao destacar a competência dos profissionais do órgão.

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4 comentários Ver comentários

  1. É simples. Basta propor a ele que a vacina russa seja aplicada primeiro nele, na família dele e em todos os políticos que defendem esta vacina. É claro que não toparão, eles sabem que a vacina russa não é segura, pois apenas 4% da população russa optou por este imunizante do laboratório Gamaleya. Os russos conhecem os seus governantes. A desconfiança da própria população russa reduziu o ritmo da vacinação. Irmãos cearenses, pensem melhor antes de votar.

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