Governo anuncia medidas de incentivo à produção de biometano

Mais de R$ 7 bilhões serão investidos em unidades de produção de biogás, que pode substituir gás natural, diesel e gasolina
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Presidente Bolsonaro participou do anúncio das medidas e pilotou trator
Presidente Bolsonaro participou do anúncio das medidas e pilotou trator | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira, 21, um pacote de medidas de incentivo à produção do biometano. O combustível renovável é obtido pela purificação do biogás e pode substituir gás natural, diesel e gasolina.

A cerimônia de lançamento, nesta segunda-feira, contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que pilotou um trator durante o evento.

O ministro de Meio Ambiente, Joaquim Leite, assinou a portaria que cria o Programa Nacional de Redução de Emissões de Metano, o Metano Zero, que promete avanços na geração e no aproveitamento de biometano a partir de resíduos urbanos e rurais.

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“O Programa Metano Zero trata o lixo da cidade, o lixo do campo. São resíduos de aves, suínos, cana-de-açúcar, laticínios e aterros sanitários”, afirmou Leite. “Tudo isso para gerar o biogás, que gera energia, e o biometano, que gera o combustível para veículos pesados. Teremos a oportunidade de andar em caminhões, tratores e ônibus movidos a biometano, reduzindo o custo de combustível”, acrescentou o ministro do Meio Ambiente.

De acordo com o governo, a inserção do biometano vai proporcionar a construção de novas plantas para produção do combustível, aumentando a oferta do produto e a instalação de corredores verdes para abastecimento de veículos pesados.

O total de investimento previsto é superior a R$ 7 bilhões, na construção e operação das novas unidades. A ideia é construir 25 novas plantas em seis Estados (São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

O incentivo à produção e ao uso de biometano no Brasil visa a proporcionar a substituição de quase 1 bilhão de litros de diesel até 2027, segundo apresentação do Ministério de Minas e Energia no lançamento desta segunda-feira.

Dessa forma, o volume de produção atual, de 400 mil metros cúbicos/dia em dez usinas, deve subir para 2,3 milhões em 2027, gerados em 25 unidades. A ministério calcula ainda que o Brasil tem potencial para produzir até 120 milhões de metros cúbicos por dia, o que equivale a 70% da demanda nacional de diesel.

“Estamos dando novo passo para a consolidação de um mercado aberto e competitivo que buscamos, ao proporcionar aos investidores de bioenergia a mesma condição de que já dispunham os produtores de gás natural”, afirmou Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia.

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6 comentários Ver comentários

  1. Um subproduto da produção do biogás é o potássio que hoje estamos dependendo de importações e aprovação ambiental para extração na foz de rios da Amazônia.

  2. Uma grande iniciativa, até uma pequena granja/sítio pode produzir bio gás, oriundo do esterco de animais e ainda como resultado ainda se obtém a BIO MASSA que é um adubo muito eficiente e que serve para qualquer cultura, seja trigo, soja, milho, etc., com a vantagem de não ter química alguma . No momento, ainda o custo da implantação pode ser uma dificuldade para alguns, mas a médio prazo o investimento se paga . Ainda, a natureza agradece se o esterco in natura não for jogado nela .

  3. O metano produzido em aterros sanitários é algo que já se faz há muito tempo, existem até ônibus equipados com motores para funcionarem com esse gás.
    Em grandes criatórios de suínos isso também já vem sendo aproveitado da mesma forma e o gás é armazenado em grandes balões de plástico especialmente resistente. Mas a iniciativa do governo é muito boa porém é uma pena que isso só venha à baila em situações de emergência como essa atual e depois caia no esquecimento quando as coisas novamente entram nos eixos.

  4. A Sociedade Protetora dos Animais será contra a medida por forçarem os animais a peidarem em garrafas para poderem fazer energia depois; verdadeiramente estocadores de vento (Dilma).

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