-Publicidade-

Governo de SP critica ‘pressão enorme’ pela volta do futebol e mantém veto

preciso suspender todo tipo de atividade que seja possível suspender', diz Paulo Menezes, integrante do Centro de Contingência
Governo de São Paulo mantém proibição a jogos de futebol no Estado
Governo de São Paulo mantém proibição a jogos de futebol no Estado | Foto: Divulgação

O governo do Estado de São Paulo se manifestou nesta quarta-feira, 24, sobre a paralisação do Campeonato Paulista de futebol em função do recrudescimento da pandemia de covid-19. Integrante do Centro de Contingência do governo paulista, Paulo Menezes criticou o que classificou como “pressão enorme” pela volta das partidas.

Leia mais: “Nem o futebol escapou”, reportagem especial publicada por Oeste sobre a paralisação do Campeonato Paulista

“Nós temos acompanhado a pressão enorme que as federações e a confederação [CBF, Confederação Brasileira de Futebol] têm feito para que não se interrompam os jogos. Neste momento, é preciso suspender todo tipo de atividade que seja possível suspender. Nós mantemos a posição do Centro de Contingência de não haver neste momento nenhum tipo de atividade esportiva, como os jogos do Campeonato Paulista ou de outros campeonatos”, afirmou Menezes em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. 

Reportagem publicada na terça-feira 23 por Oeste mostra como o Centro de Contingência do governo de São Paulo não levou em consideração os dados científicos e os protocolos de segurança apresentados pela Comissão Médica da CBF, que mostram baixas taxas de infecção pelo coronavírus nos jogos de futebol. No estudo, foram realizados 89.052 testes RT-PCR para a detecção do coronavírus em um universo de 13.237 atletas, permanentemente monitorados. Os especialistas analisaram 116.959 inquéritos epidemiológicos encaminhados pelos clubes e 4.860 planilhas de jogos. Entre todos os campeonatos organizados pela entidade em 2020, o índice de testes com resultado positivo para a covid-19 foi de 2,2%.

Leia mais: “Doria e Covas batem boca sobre novas restrições em São Paulo”

“Chegamos à conclusão de que não havia evidência de nenhum tipo de contaminação intertimes. A contaminação era intratimes”, diz o coordenador da comissão, Jorge Pagura. “Nós temos números grandiosos, os maiores números do país. Nós controlamos. Fomos afastando [os infectados]. Por que não fizeram isso no país, no município? Qual é a atividade profissional hoje que tem o controle que nós temos? Se todas tivessem, nós não estaríamos com a pandemia desse jeito. ‘Ah, mas o futebol migra de avião.’ Espera um pouco. Se você precisa viajar de avião, vá no meio de uma delegação de time de futebol. Estão todos testados, retestados, com máscara e com inquérito epidemiológico. O futebol não vai levar a pandemia para ninguém. Tem uma proteção que nenhuma outra atividade tem.”

A Federação Paulista de Futebol (FPF) e parte dos clubes cogitaram apelar à Justiça para retomar o torneio. Em seguida, foi discutida a possibilidade de realizar os jogos em Minas Gerais — mas o governo local, que também vem endurecendo as medidas restritivas, rechaçou a ideia de receber os times paulistas. Em reunião na segunda-feira 22, FPF e clubes aceitaram esperar até o fim do mês e descartaram judicializar a questão. Entretanto, no fim da tarde do mesmo dia, a FPF surpreendeu ao confirmar o jogo entre Corinthians e Mirassol para terça-feira, 23, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, após acordo com a prefeitura da cidade. O Corinthians venceu por 1 a 0.

Leia também: “Agora, a culpa é do povo?”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 52 da Revista Oeste

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias.
Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

2 comentários

  1. A primeira atividade a ser suspensa deveria ser a do Centro de Contingência, responsável pela maioria dos descalabros cometidos pelo governo de São Paulo.

  2. Ora por que não fizeram o mesmo tipo de análise com os shoppings, bairros.
    Hummm já sei, o futebol paga melhor.
    E NOS, OS TROUXAS, PAGAMOS AS CONTAS

Envie um comentário

-Publicidade-
Exclusivo para assinantes.