Grevistas paralisam linhas do metrô de São Paulo nesta quarta-feira

Quatro itinerários não estão operando, de acordo com nota publicada pelo sindicato da categoria
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Em nota, a direção do Metrô lamentou o ocorrido
Em nota, a direção do Metrô lamentou o ocorrido | Foto: Reprodução/Twitter

Os trabalhadores do Metrô de São Paulo entraram em greve nesta quarta-feira, 19. A decisão foi tomada na madrugada de hoje durante assembleia convocada pelo sindicato da categoria. A entidade garante que falharam as tratativas com a empresa e o governador do Estado, João Doria (PSDB). Entre outros benefícios, funcionários da companhia reivindicam reajuste salarial de 10%. Quatro linhas não estão operando: 1-Azul; 2-Verde; 3-Vermelha; 15-Prata, em que trabalham 7 mil metroviários. Apesar da paralisação, a CPTM funciona normalmente.

Nota do Metrô

“É inadmissível que o sindicato dos metroviários, com toda a linha de frente vacinada e com a crise econômica que estamos passando, decida fazer uma greve que irá prejudicar exclusivamente o cidadão que necessita do transporte público para ir ao trabalho.

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O Metrô de São Paulo fez uma proposta de acordo salarial aos seus empregados muito acima do que é praticado no mercado de trabalho e previsto na legislação trabalhista. O sindicato certamente vive em uma realidade diferente do restante do país, que sofre com desemprego, perda de renda e fome. O Metrô manteve todos os serviços e seus empregados, apesar do prejuízo de R$ 1,7 bilhão no último ano e de mais de R$ 300 milhões no primeiro trimestre de 2021.

Ainda assim, o Metrô ofereceu a manutenção de diversos benefícios, muito além dos exigidos pela CLT, como o pagamento de vales Refeição e Alimentação, Previdência Suplementar, Plano de Saúde sem mensalidade, hora extra de 100% (CLT determina 50%), adicional noturno de 35% (CLT determina 20%), abono de férias em 60% (CLT determina 1/3), complementação salarial para afastados e auxílio creche/educação, dentre outros.

Reivindicar novos aumentos salariais e de benefícios, punindo a população com a paralisação do transporte público e deixando milhares de pessoas que cuidam de serviços essenciais, como saúde e segurança sem transporte é uma atitude desumana e intransigente. Lamentamos muito que isso esteja ocorrendo e iremos trabalhar para oferecer o melhor transporte possível aos cidadãos. Liminar da Justiça do Trabalho determina manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de R$ 100 mil diários.”

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